Educação de Infancia

Outubro, 2008


A Última Castanha

Out 11, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Conhecimento do Mundo, Expressão plástica, São Martinho

Era uma castanha que estava como as outras, pendurada de um castanheiro.
Chegando o tempo, as castanhas amadurecem e caem por si. Só que esta não caiu.
– Estou bem onde estou e não quero aventuras – dizia.
Uma a uma, as outras dos ramos iam caindo e rebolando pelo chão, protegidas pelo cobertor ouriçado que as cobria até ao nariz. Nariz é modo de dizer…
Vinham os garotos, estalavam-lhe os ouriços e metiam-nos nos bolsos.
A tímida e teimosa castanha desta história a tudo assistia do seu mirante e não gostava.
– A mim não me levam eles – dizia.
Era a única que sobrava em todo o castanheiro. As folhas a fugirem da árvore, sopradas pelo vento, e ela a afincar-se ao ramo, com unhas e dentes.
Unhas e dentes é um modo de dizer…
Sozinha, desabrigada, não estava feliz. Nem infeliz. Sentia até uma ponta de orgulho por ter conseguido resistir tanto tempo. Um sabor de vitória que a ouriçou toda.
– Ai que vou cair – gritou.
Mas, no último instante, conseguiu agarrar-se. Ainda não era daquela.
Entardecia. Um grupo de gente acendera uma fogueira, junto ao castanheiro. Os garotos, que tinham andado às castanhas, e os pais dos garotos e os amigos dos garotos riam e cantavam. Estavam a preparar o magusto da noite de São Martinho.
A castanha solitária, no alto do castanheiro nu, estranhou a vizinhança. E intrigou-se.
Que estaria a passar-se.
Debruçou-se do ramo mais e mais. A madeira a arder estalava, mesmo por baixo da castanha, a última. O fumo entontecia-a. E se fosse ver de perto o que se passava?
Foi. Caiu. E a história acaba aqui. Paciência. É o destino das castanhas. Destino é um modo de dizer…

Hoje deixo-vos uma história de António Torrado, para contarem aos vossos pequeninos e uma imagem para utilizarem com a técnica que melhor se adeque aos materiais existentes na vossa sala ou no meio envolvente.

Workshop Ilustração e Leitura Infantil

Out 10, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Formação

Workshop Ilustração e Leitura Infantil

DESTINATÁRIOS ;

Psicólogos, Professores, Educadores de Infância, Psicopedagogos, Finalistas do Mestrado integrado de Psicologia.

OBJECTIVOS ;

Valorizar a literatura infantil e o seu enquadramento nos diferentes níveis etários.

Conhecer a intencionalidade e valor da ilustração e desenvolver técnicas para a mediação da leitura em diferentes fases do desenvolvimento.

Desenvolver práticas alternativas de associação entre domínios cognitivos e produção de materiais lúdicos.

PROGRAMA ;

A literatura e o desenvolvimento infantil.

Desenvolvimento cognitivo, estético e sócio-afectivo.

A interpretação de vários olhares sobre a estética da literatura e da ilustração infantil.

A importância fundamental da mediação.

METODOLOGIAS ;

Exposição de conteúdos, discussão de casos práticos e role-playings,

DURAÇÃO : 30 Horas

FORMADOR

Dr.ª Isabel Andrea (Psicóloga Educacional, Especialista em Expressões Lúdicas e Artísticas)

A sessão decorrerá das 9h30 às 13h00 e das 14h00 às 17h30, no dia 15 de Novembro.

CERTIFICADO

Os formandos terão acesso a um certificado de Workshop em Ilustração e Literatura Infantil, desde que frequentem, pelo menos, 1 sessão de formação (90%), uma vez que se trata de formação presencial.

INSCRIÇÕES

NÚMERO MÁXIMO DE FORMANDOS: 20

PROFISSIONAIS: 50€

FINALISTAS: 40€

LOCAL ; Lisboa (ISPA)

Poderá realizar a sua inscrição pelo correio enviando ficha de inscrição, cópia do BI, cópia do certificado de habilitações e os cheques à ordem de ISPA-CRL ou directamente no balcão dos serviços académicos.

Em caso de desistência, só haverá lugar a reembolso quando for comunicada até 8 de Novembro de 2008 (inclusive).

Para mais informação:

www.ispa.pt/ISPA/vPT/DFP/ProximasAccoes/Detalhe/?id=2&cursoid=805

Dia Mundial dos Correios

Out 9, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Conhecimento do Mundo

Hoje é o Dia Mundial dos Correios, e é uma óptima oportunidade para explorar competências a vários níveis.

Será que os vossos meninos, já foram aos Correios?  Já viram um selo e um envelope?

Será que sabem quem entrega o correio? Sabem que nome tem essa profissão?

Sabem onde se coloca o correio? E que é necessário colocar uma morada e um destinatário para a carta chegar ao seu destino?

Há muito para explorar, isto são apenas algumas ideias.

Deixo também algumas imagens de apoio ao tema.

Para sugestões/dúvidas/partilhas, utilize o e-mail : estrelinhas@educaçãodeinfancia.com .

Boas práticas!!!

Formação no Lendasecalendas

Out 8, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Formação

LOCAL: Lendas e Calendas

R. Qta do Conde n.º 52 B Lj – 2855-083 CORROIOS

Contactos: Andreia Jardim – 968063318 – a.jardim@iol.pt – Sandra Cerejo – 917257300

www.lendasecalendas.com


CICLO EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO

1 de Novembro de 2008 – Sábado – 9h – 13h

Educação Estética e Expressão Plástica na Creche e Jardim de infância

 

Público Alvo: Auxiliares de Educação, Estudantes

 

Conteúdos:

– A Evolução do Grafismo infantil – dos 18 meses aos 10 anos

– A Etapas de Desenvolvimento segundo vários autores

– As técnicas fundamentais: Desenho, Pintura e Modelação – Vamos conhecer como se pode explorar cada uma destas técnicas.

– Espaços e Materiais

Atenção: Não se trata de uma sessão prática, mas sim de uma sessão teórica (com algumas ideias) para “pôr em prática” respeitando a Expressão da Criança

Formadora: Maria Teresa de Matos

 

Custo: 10 Euros Número mínimo – 15 participantes Número máximo – 30 participantes

 

Certificado de participação entregue no final da sessão de Formação

Nota:

Maria Teresa de Matos – Educadora de Infância – EMPL/ESE de Lisboa, Licenciatura e Mestrado em Ciências da Educação – FPCE- Lisboa

Formadora Reconhecida pelo – SNCP – Sistema Nacional de Certificação Profissional nº EDF 3288/98 DL

Formadora Reconhecida pelo Conselho Científico – Pedagógico de Formação Continua – Certificado de Registo de Formador nº CCPFC-03224/97

 

_________________________________________

Pré Inscrição (pode fotocopiar este documento e enviar por correio ou por email para a.jardim@iol.pt até dia 20 de Outubro para confirmar a sua presença )

Nome:……………………………………………………………………………………………………………

Morada………………………………………………………………………………………………………….

Telefone……………………Telemovel……………………………..Email…………………………………

Profissão……………………………………Local de Trabalho…………………………………………….

Se é estudante, Escola que Frequenta…………………………………………………………………….

Para saber mais sobre este novo espaço, local, contactos e eventos visite: www.lendasecalendas.com

Puzzles

Out 7, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Expressão plástica, Jogos e ocupações de tempos livres

 

Normalmente as crianças adoram puzzles, e se construídos por eles, deliram.

Estes dois puzzles, depois de imprimidos, pintados por eles e recortados (com o sem ajuda dependendo da idade) vão agradar a todos.

Podemos optar por colocar cartolina na parte de trás dos puzzles ou plastificar para que não se estraguem tão facilmente.

 

Morder na Creche

Out 6, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Creche

Morder…

Uma coisa muito comum nas Creches – mas que costuma provocar muita preocupação nos pais – são as mordidelas. Principalmente no período de adaptação, em que, além da maioria das crianças estar a viver a sua primeira experiência social extra-familiar, os grupos estão em fase de formação, de “primeiras impressões”, ou em situações de entrada de crianças novas para a sala, as mordidas quase sempre fazem parte da rotina diária das crianças. Não é fácil lidar com esta situação, tanto para os pais (é muito doloroso receber o filho com marcas de mordida!) , quanto para nós, Educadores (que nos sentimos impotentes, na maioria das vezes, sem conseguir impedir que elas aconteçam).

É importante pensarmos sobre este tema; Por que é que as crianças pequenas se mordem umas às outras e às vezes até a si mesmas? Expressão de agressividade? Violência? Stress? Sentimento de abandono?

As crianças pequenas geralmente mordem para conhecer. Para elas, tudo o que as cerca é objecto de interesse e alvo de curiosidade, inclusive as sensações. O conceito de dor, por exemplo, é algo que vai sendo construído a partir das suas vivências pessoais e principalmente sociais, e não é algo dado á priori.

Mordendo o outro, a criança experimenta e investiga elementos físicos, como a sua textura (as pessoas são duras? São moles? Rasgam? Partem?), a sua consistência, o seu gosto, o seu cheiro; elementos “sexuais” (no sentido mais amplo da palavra), na medida em que morder proporciona alívio para as suas necessidades orais (nelas, a libido está basicamente colocada na boca) e ainda investiga elementos de ordem social, isto é, que efeitos esta acção provoca no meio (o choro, o medo ou qualquer outra reacção do amiguinho, a reprovação do Educador, etc).

É claro que, vencida esta primeira etapa de investigação, algumas crianças podem persistir em morder, seja para confirmar as suas descobertas ou para “testar” o meio ambiente (disputa de poder, questionamentos de autoridade, etc). Ou ainda, pode ser uma tentativa de defesa: ela facilmente descobre que morder é uma atitude drástica. Raramente a mordida é um acto de agressividade, e muito menos de violência, a não ser que estejam a viver alguma situação de intenso stress emocional em que todos os demais recursos estejam esgotados.

 Com o passar do tempo de trabalho em grupo, o Educador tem a possibilidade de planear as suas acções e estratégias no sentido de fazer com que as crianças possam reflectir, sobre esta questão.

Artigo da Psicopedagoga Claudia Sousa

Advinhas da castanha

Out 5, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Estimulação à leitura e à escrita

 

Tenho camisa e casaco

Sem remendo nem buraco

Estoiro como um foguete

Se alguém no lume me mete.

 

Qual é coisa qual é ela?

Tem trêscapas de Inverno

A primeira mete medo;

A segunda é lustrosa;

A terceira é amargosa.

 

Tem casca bem guardada

Ninguém lhe pode mexer.

Sozinha ou acompanhada

Em Novembro no vem ver.

 

Solução: castanha.


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