Archive for the ‘As nossas leituras’ Category


Piolhos – Imagens

Abr 22, 2010 Author: Raquel Martins | Filed under: As nossas leituras

Imagens sobre o tema, que pode ajudar para contar uma história, falar sobre o tema ou para enviar um recado/informação aos encarregados de educação sobre isso.

Como vemos a Infância?

Nov 11, 2009 Author: Raquel Martins | Filed under: As nossas leituras

Referimo-nos à infância permite-nos dar resposta a algumas questões directamente relacionadas com a necessidade de ajudar a criança a ver-se como sujeito da sua própria aprendizagem.

Mas a que criança nos referimos? Será que todos nos baseamos num conceito de criança comum? Nas representações de cada um de nós, as crianças serão todas iguais? Se sim..em que aspectos? Se não… em que se diferenciam? E a escola, de um modo geral, a que crianças procura resposta? Será esta escola um espaço de respeito pelas diferenças ou de construção da homogeneidade?

Tanto quanto possível, é importante, através da reflexão crítica, pensar nestas questões e procurar dar-lhes resposta, analisando, em primeira instância, que respresentações sociais tem cada um de nós e, consequentemente, transmite às crianças em situações concretas da sua prática educativa. É imprescindível que a criança seja efectivamente uma criança real, a criança que, quotidianamente encontramos nos espaços educativos para assim podermos compreender as suas necessidades, interesses e identidade.

Dar-nos esta possibilidade implica rever a visão que temos sobre a infância e transformá-la num objecto de estudo e de reflexão constante.

Trata-se, acima de tudo, de pedir aos Educadores que formem adultos reflexivos, com capacidade para pensar antes de agir e realizar-se a si mesmos tendo como eixo valores que os levam a procurar uma sociedade melhor, pois aqui reside um dos mais profundos sentidos da profissão docente, da nossa profissão.

Os Brinquedos na Educação Pré-Escolar

Set 20, 2009 Author: Raquel Martins | Filed under: As nossas leituras, Educação de Infância, Pais

A criança precisa de inovar e de criar. Não é necessário ter muitos brinquedos ao mesmo tempo. Ela pode mudar de um para o outro, insatisfeita diante de uma escolha tão grande.

A maneira de normal das crianças aprenderem é a brincar. Para elas, brincar e aprender não são actividades antagónicas, por isso, beneficiam se lhes forem proporcionadas situações de aprendizagem divertidas.

Uma criança muito pequena precisa de brinquedos que estimulem os cinco sentidos, os adequados para um bebé com menos de um ano são aqueles que lhes proporcionam a experiência de cores, texturas, materiais e formas interessantes e variadas. Os que fazem barulho e reagem a acções, como os guizos, dão-lhe uma sensação de controlo e estimulam o desenvolvimento das competências de manipulação e de coordenação.

O bebé tem necessidade de conhecer e sentir a consciência dos materiais, a forma e as cores diversas. O bebé deve ter muito tempo para essas explorações. Uma das formas de estimular o desenvolvimento do bebé é criar as condições para brincadeiras criativas num ambiente estimulante.
O melhor brinquedo para uma criança é aquele que a fascina eternamente e ao qual ela volta sempre, porque lhe oferece cada vez mais estimulo e divertimento. E quanto menos elaborado e mais básico for o brinquedo, mais possibilidades oferece à imaginação da criança.

É importante não ignorar que à medida que os bebés se desenvolvem, necessitam de estímulos diferentes e a escolha de brinquedos deve reflectir essas diferentes necessidades.

Fonte: Programação e planificação na creche 0-1 ano: Bola de Neve

Como será que a criança aprende?

Set 14, 2009 Author: Raquel Martins | Filed under: As nossas leituras, Metodologias

A criança tem tudo a aprender. E o adulto está presente para a andaimar no seu processo de aprendizagem. Mas será que o adulto percebe que, tal como nós, a criança aprende aquilo que realmente é importante e relevante para si? A resposta e esta questão é-nos dada por Carl Rogers (cit por Norman Sprinthall e Richard Sprinthall, 1990, p. 321 e 322), que durante toda a sua carreira sublinhou a importância da qualidade das relações interpessoais e ressalva que a forma como nos relacionamos com os outros é central para o nosso desenvolvimento pessoal.

É essencial definir, desde já, que o importante não é saber o que nós, adultos, devemos ensinar às crianças, mas sim como elas aprendem, como se constrói a sua pessoa e o seu conhecimento do mundo.

Por outro lado, torna-se importante distinguir compreensão de aprendizagem. A primeira, significa “fazer a apreensão de”. A compreensão de algo é um processo quase imediato sendo apenas necessário comparar o que se apreende – o que se faz neste momento e o que se fez no momento anterior. Para além disso, para se compreender algo é necessário “estar interessado em”.

Os Livros e as Crianças

Ago 12, 2009 Author: Raquel Martins | Filed under: As nossas leituras, Literatura Infantil

Quando estiver a ler um livro aos seus alunos, fale-lhe sobre o autor e o ilustrador da obra. Deixe que eles ganhem consciência do estilo do artista, através de alguns minutos de conversa sobre as imagens e as palavras do livro.

Peça à criança para descrever o livro por palavras suas.

As Recentes Notícias em Educação

Jul 23, 2009 Author: Raquel Martins | Filed under: As nossas leituras, Educação

Eu sou uma profissional, tento ser justa mas não posso ser conivente. Existem situações com as quais eu não concordo nem nunca vou concordar, independentemente dos “ses”. Em Portugal transita-se uma criança com 9 negativas, ou seja nem numa área ela teve sucesso.

Expliquem-me como é possível? E há muito boa gente que por dificuldades económicas, sociais, fisícas, psicológicas, etc se vê retida com um número de negativas muito inferior. Que justiça é esta? E aqueles alunos que lutam para conseguir um curso superior, que os pais pagam com muito esforço explicações para entrarem no que tanto desejam?

Eu sou Educadora e luto não por direitos iguais mas por igualdade de oportunidades mas não é assim que se obtêm. Eu sei que vai haver muita gente a criticar-me mas é a minha opinião e vale como todas as vossas. Isto não é Educar! O que foi feito durante o ano para que o aluno tivesse melhores resultados? Será que só se lembraram dele no dia da avaliação final?

Enquanto Portugal tiver uma Ministra que seja contra “chumbar” este país não vai ter um futuro nada feliz. Estas crianças que hoje andam pelos bancos da escola, vão ser os nossos Engenheiros, Médicos, Advogados, Cozinheiros, Gestores, terão eles competências para tal?

A Educação é muito mais que um Magalhães, é muito mais que transitar ou não. De que nos serve ter uma uma população feliz com um Diploma na mão, se não está apto para exercer e esta condenada ao desemprego.

Não trabalhem para estatísticas, trabalhem para a realidade. Sejam exigentes porque isso não traumatiza nenhum aluno. A vida vai ser muito mais exigente com eles e não vai estar preocupada com os possíveis traumas.

Os professores têm medo de não transitar um aluno e transformam a Educação num facilitismo tal, que só prejudicam os alunos que nada aprendem nem o respeito por que tenta (mesmo em condições muitas vezes miseráveis) ENSINAR.

Ensinar e Aprender não são notas/avaliações, são esforços de professores e alunos, são vivências, são trocas, são partilhas, são uma infinidade de acontecimentos que os políticos não entendem.

São as pessoas que fazem a Educação e isso faz-se no terreno, não é só no papel, por pessoas que sabem muito pouco sobre Educação e têm pouco mais que a experiência pessoal ou a ideia remota do que foi a sua vida escolar. E são estas pessoas que decidem os destinos da Educação e os “disparates” que por cá se fazem. É no mínimo triste!

Para ver as notícias a que me refiro, na integra, pode encontra-las aqui e aqui.

Veja mais aqui e aqui.

Relação Escola/Família

Jul 9, 2009 Author: Raquel Martins | Filed under: As nossas leituras

Importância do envolvimento parental
Abordagem sistémica da família

Um sistema é um conjunto de elementos inter-relacionados, pelo que muitas instituições se ajustam ao que pode denominar-se um sistema. Isso acontece no sistema educativo, onde um conjunto de elementos está em constante interacção (professores, alunos, currículo, conteúdos, materiais, …), e também na família. Em qualquer sistema, o todo é maior do que a soma das partes; a mudança é um elemento que afecta as outras partes do sistema; e as necessidades e objectivos das partes são precedidos pelos do sistema. Assim, as necessidades básicas de um sistema são adaptar-se, sobreviver e manter-se. Para conseguir este objectivo, o sistema actua e comporta-se de determinada maneira. Quando surge um conflito entre as necessidades de alguma parte do sistema ou do sistema em geral, este tenta regular e controlar o comportamento das componentes, de forma a assegurar a sua própria sobrevivência. O controlo do sistema é mantido pelas suas próprias estruturas e pelos princípios de comunicação e feed-back.

Os sistemas abertos consomem e libertam energia no ambiente, de tal forma que os elementos de um sistema aberto são afectados pelas mudanças noutros sistemas. A família e o próprio ser humano constituem sistemas abertos. O intercâmbio com o mundo e os outros proporcionam-lhes a energia necessária para a sua auto-regulação.

Cada família enquanto sistema é um todo, mas é também parte de sistemas, de contextos mais vastos nos quais se integra (comunidade, sociedade). Por outro lado, dentro da família existem outras totalidades mais pequenas que são, elas próprias, partes do grupo total: são os chamados subsistemas. Ou seja, não se podem considerar os indivíduos isolados, mas como seres ligados entre si. É neste âmbito que família e meio vivem interligados e não se podem conceber isoladamente. De igual forma, também a criança não pode ser indissociada do meio onde está inserida e da escola onde está integrada: criança/meio/escola são elementos que se interligam e se influenciam mutuamente.

É a partir do momento em que nasce uma criança que o casal (família) se abre ao meio. Quando esta criança entra na escola, essa abertura é ainda mais alargada. Assim, cada família tem características próprias e auto-organiza-se de acordo com as influências externas.

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