Educação de Infancia

As nossas leituras


Os Livros e as Crianças

Ago 12, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras, Literatura Infantil

Quando estiver a ler um livro aos seus alunos, fale-lhe sobre o autor e o ilustrador da obra. Deixe que eles ganhem consciência do estilo do artista, através de alguns minutos de conversa sobre as imagens e as palavras do livro.

Peça à criança para descrever o livro por palavras suas.

As Recentes Notícias em Educação

Jul 23, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras, Educação

Eu sou uma profissional, tento ser justa mas não posso ser conivente. Existem situações com as quais eu não concordo nem nunca vou concordar, independentemente dos “ses”. Em Portugal transita-se uma criança com 9 negativas, ou seja nem numa área ela teve sucesso.

Expliquem-me como é possível? E há muito boa gente que por dificuldades económicas, sociais, fisícas, psicológicas, etc se vê retida com um número de negativas muito inferior. Que justiça é esta? E aqueles alunos que lutam para conseguir um curso superior, que os pais pagam com muito esforço explicações para entrarem no que tanto desejam?

Eu sou Educadora e luto não por direitos iguais mas por igualdade de oportunidades mas não é assim que se obtêm. Eu sei que vai haver muita gente a criticar-me mas é a minha opinião e vale como todas as vossas. Isto não é Educar! O que foi feito durante o ano para que o aluno tivesse melhores resultados? Será que só se lembraram dele no dia da avaliação final?

Enquanto Portugal tiver uma Ministra que seja contra “chumbar” este país não vai ter um futuro nada feliz. Estas crianças que hoje andam pelos bancos da escola, vão ser os nossos Engenheiros, Médicos, Advogados, Cozinheiros, Gestores, terão eles competências para tal?

A Educação é muito mais que um Magalhães, é muito mais que transitar ou não. De que nos serve ter uma uma população feliz com um Diploma na mão, se não está apto para exercer e esta condenada ao desemprego.

Não trabalhem para estatísticas, trabalhem para a realidade. Sejam exigentes porque isso não traumatiza nenhum aluno. A vida vai ser muito mais exigente com eles e não vai estar preocupada com os possíveis traumas.

Os professores têm medo de não transitar um aluno e transformam a Educação num facilitismo tal, que só prejudicam os alunos que nada aprendem nem o respeito por que tenta (mesmo em condições muitas vezes miseráveis) ENSINAR.

Ensinar e Aprender não são notas/avaliações, são esforços de professores e alunos, são vivências, são trocas, são partilhas, são uma infinidade de acontecimentos que os políticos não entendem.

São as pessoas que fazem a Educação e isso faz-se no terreno, não é só no papel, por pessoas que sabem muito pouco sobre Educação e têm pouco mais que a experiência pessoal ou a ideia remota do que foi a sua vida escolar. E são estas pessoas que decidem os destinos da Educação e os “disparates” que por cá se fazem. É no mínimo triste!

Para ver as notícias a que me refiro, na integra, pode encontra-las aqui e aqui.

Veja mais aqui e aqui.

Relação Escola/Família

Jul 9, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras

Importância do envolvimento parental
Abordagem sistémica da família

Um sistema é um conjunto de elementos inter-relacionados, pelo que muitas instituições se ajustam ao que pode denominar-se um sistema. Isso acontece no sistema educativo, onde um conjunto de elementos está em constante interacção (professores, alunos, currículo, conteúdos, materiais, …), e também na família. Em qualquer sistema, o todo é maior do que a soma das partes; a mudança é um elemento que afecta as outras partes do sistema; e as necessidades e objectivos das partes são precedidos pelos do sistema. Assim, as necessidades básicas de um sistema são adaptar-se, sobreviver e manter-se. Para conseguir este objectivo, o sistema actua e comporta-se de determinada maneira. Quando surge um conflito entre as necessidades de alguma parte do sistema ou do sistema em geral, este tenta regular e controlar o comportamento das componentes, de forma a assegurar a sua própria sobrevivência. O controlo do sistema é mantido pelas suas próprias estruturas e pelos princípios de comunicação e feed-back.

Os sistemas abertos consomem e libertam energia no ambiente, de tal forma que os elementos de um sistema aberto são afectados pelas mudanças noutros sistemas. A família e o próprio ser humano constituem sistemas abertos. O intercâmbio com o mundo e os outros proporcionam-lhes a energia necessária para a sua auto-regulação.

Cada família enquanto sistema é um todo, mas é também parte de sistemas, de contextos mais vastos nos quais se integra (comunidade, sociedade). Por outro lado, dentro da família existem outras totalidades mais pequenas que são, elas próprias, partes do grupo total: são os chamados subsistemas. Ou seja, não se podem considerar os indivíduos isolados, mas como seres ligados entre si. É neste âmbito que família e meio vivem interligados e não se podem conceber isoladamente. De igual forma, também a criança não pode ser indissociada do meio onde está inserida e da escola onde está integrada: criança/meio/escola são elementos que se interligam e se influenciam mutuamente.

É a partir do momento em que nasce uma criança que o casal (família) se abre ao meio. Quando esta criança entra na escola, essa abertura é ainda mais alargada. Assim, cada família tem características próprias e auto-organiza-se de acordo com as influências externas.

Modelo Ecológico do desenvolvimento humano (Bronfenbrenner)

Jul 7, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras

O comportamento humano não pode ser interpretado à margem do contesto em que surge. A interacção entre pessoa e ambiente constitui o foco principal de atenção da psicologia da educação baseado no conceito interaccionista.

A perspectiva ecológica exige a análise dos contextos e das relações estabelecidas entre eles. Só assim é possível chegar a uma compreensão do funcionamento e desenvolvimento dos seres humanos.

Bronfenbrenner é o representante mais reconhecido da psicologia ecológica e, segundo ele, o contexto no qual as pessoas se desenvolvem é constituído por uma série de sistemas funcionais ou estruturas concêntricas e encaixadas umas nas outras. Com base na perspectiva ecológica, o conceito de contexto transcende a sua descrição. O que interessa é o contexto compreendido: a forma como o indivíduo compreende o contexto em que actua. Assim, podem distinguir-se as seguintes estruturas:

Microssistema: padrão de actividades, papéis e relações que a pessoa em desenvolvimento experimenta num determinado meio, com características físicas, materiais e particulares (ex.: a escola);

Mesossistema: compreende as inter-relações de dois ou mais meios nos quais a pessoa em desenvolvimento participa activamente (ex.: para uma criança são as relações entre a família, a escola e os amigos do bairro; para um adulto, seriam as relações entre a família, o trabalho e a vida social);

Exossistema: refere-se a um ou mais meios que não incluem a pessoa em desenvolvimento como participante activo, mas nos quais se produzem acontecimentos que afectam o que acontece à sua volta (ex.: o sistema económico e político relativamente à escola);

Macrossistema: refere-se às correspondências em forma e conteúdo dos sistemas de ordem menor que existam ou poderiam existir, ao nível da subcultura ou da cultura na sua totalidade, juntamente com qualquer sistema de crenças ou ideologia que sustente estas correspondências.

Da mesma forma, existem mudanças que se produzem nas pessoas como consequência de qualquer tipo de educação, a partir das quais é possível estabelecer três categorias:

1. educação formal ou educação regulamentada ou escolarização;

2. educação não formal é constituída por processos educativos específicos e diferenciados com uma finalidade clara e objectiva, mas situa-se “à margem” do sistema educativo (educação de adultos, formação ocupacional não regulamentada…);

3. educação informal é baseada em processos educativos indiferenciados, subordinados a outros objectivos e processos sociais, nos quais a função educativa não é a dominante (ex.: mass media)

Do ponto de vista educativo, o indivíduo, ao longo do ciclo vital, pode passar por uma série de contextos educativos: família, escolarização formal em todos os seus níveis, formação profissional e formação continuada, etc.

Assim, analisar um contexto significa fixar-se nas actividades, nos papéis e nas relações em que uma pessoa intervém.

Os “padrões de actividade” no sistema educativo incluem o comportamento verbal e não verbal dos professores e dos alunos. As actividades escolares são planificadas, intencionais e são direccionadas para provocar mudanças no comportamento dos alunos Podem variar quanto aos objectivos, complexidade estrutural, adequação às características, etc. segundo o modelo ecológico, a aquisição de novas capacidades depende, principalmente, do significado ou intenção que tenham para o sujeito as actividades nas quais está implicado, assim como a variedade e a complexidade estrutural de tais actividades.

No que diz respeito aos papéis, são vistos como expectativas de comportamento associadas à posição que uma pessoa ocupa. Isto implica certas previsões de comportamento. A sociedade tem distribuídos os comportamentos esperados do papel de aluno, de educador, de pai, etc. Uma mesma pessoa pode desempenhar diferentes papéis: pai, profissional, irmão, filho. O conceito de desempenho de papel implica que cada pessoa tem uma forma especial de o desempenhar.

As relações interpessoais são um ingrediente especial de qualquer microsssistema. No sistema educativo destacam-se três relações básicas: a interacção educador-aluno, a relação entre colegas e as relações família-escola.

A participação da família no projecto educativo e na vida da instituição educativa
– as expectativas dos pais face às escolas
– as práticas de relação
– processos de colaboração

O conceito de educação condiz e interliga-se com o conceito de socialização por ambos serem processos através dos quais o homem se forma, se define, se constrói como pessoa, e se realiza durante toda a vida: o homem/pessoa educa-se ao longo da própria existência, em recíproca comunicação com o ambiente sócio-cultural dominante.

Tendo em atenção este conceito e sendo a família o primeiro contacto da criança que nasce, o seu primeiro mundo, o universo em que vai desenvolver e onde se mantém por tempo proporcionalmente longo, é óbvio que é à família que compete educar em primeira-mão, não só durante as primeiras faixas etárias – durante a infância, mas também na adolescência e juventude.

A educação diz respeito à formação dos jovens e ao conjunto dos princípios e dos meios através dos quais as sucessivas gerações vão transmitindo as riquezas da cultura. Assim, a educação traduz-se num esforço consciente por parte dos adultos, com a finalidade de integrarem os jovens numa vivência de grupo onde, pelo conhecimento das técnicas de uso, de produção e de comportamento orientados pelos valores, a sociedade consegue revelar-se de forma mais ordenada e pacífica.

Neste processo de educação temos as instituições consideradas as mais vocacionadas como agentes de educação – Escola e Comunidade, que deverão ser e estar concordantes e colaborantes. Neste contexto é necessário estabelecer e/ou intensificar um diálogo responsável, construtivo e realista, entre a família e a escola, sem que nenhuma perca de vista o âmbito das próprias competências e, muito menos, os respectivos direitos específicos. A tarefa não é fácil, mas impõe-se uma grande abertura de ambas as partes para poder ajudar no exercício da função educativa das crianças.

Sabemos que a família é uma rede complexa de relações e emoções que não são passíveis de ser pensadas com os instrumentos criados para o estudo dos indivíduos isolados, ou seja, um conjunto de pessoas unidas por uma teia relacional, que têm alguma relação entre si, mas com comportamentos e modos de ser e de estar diferentes, tornando-se numa estrutura complexa.

Agora, torna-se necessário clarificar o conceito de escola. A escola é uma organização social cujos objectivos são transmitir os conhecimentos e ajudar ao desenvolvimento do aluno. Ela é ajudada na sua acção pela família e reflecte as exigências sociais de uma época. Ou seja, na interacção entre os dois sistemas escola/família, a escola aparece como instituição que completa o papel educativo da família e como instrumento social de avaliação indirecta de desempenho das suas funções.

De acordo com legislação que tem vindo a ser definida, pretende-se que o relacionamento Escola/Família se estabeleça de forma a contribuir para uma melhor e mais eficaz qualidade, não só do sistema, como do próprio ensino. O princípio da Democraticidade, da Participação de todos os intervenientes no processo educativo, da Ligação à comunidade e da Descentralização, estipulados pela Lei de Bases do Sistema Educativo, organizam-se de forma a contribuir para desenvolver o espírito e a prática democrática, através da adopção de estruturas e processos participativos na definição da política educativa, na administração e gestão do sistema escolar e na experiência pedagógica quotidiana, em que se integram todos os intervenientes do processo educativo, em especial os alunos, os docentes, as famílias.

Esta parceria exige uma mudança de atitudes dos professores e dos pais. O consenso acerca dos objectivos educacionais pode ser entendido como uma condição, essencialmente expresso como sucesso para todos com a colaboração de todos. Com esta abordagem perspectiva-se a cultura da escola de uma forma diferente. A missão de educar é partilhada valorizando a participação dos pais no processo educativo, tanto na escola como em casa.

Nesta interacção humana, a escola assume perante a sociedade o papel de catalisador, e muitas vezes, de mediador entre o poder instituído e a comunidade, e de um modo particular, com a família.

No entanto, esta relação depende, ainda, não só da disponibilidade do educador/professor para se envolver em actividades de cooperação com os pais, mas também da receptividade que estes possam manifestar relativamente às solicitações que lhe possam ser feitas.

Sem dúvida que os pais querem o melhor para os seus filhos e do mesmo modo a escola também quer o melhor para os seus educandos. Daí que a colaboração escola/família deve constituir uma prioridade desde que a criança começa a frequentar uma instituição, seja ela a creche, Jardim de Infância ou Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico.

Neste sentido, cabe à escola acolher os pais e saber cativá-los, tornando-os pares igualitários no processo de crescimento da criança. esta relação positiva entre família e escola pode contribuir para um melhor relacionamento entre a comunidade educativa, facilitando as aprendizagens.

A escola é um lugar de consenso, como que uma sociedade em miniatura, transmitindo a todos, de igual forma, os seus valores, crenças e atitudes, preparando o indivíduo para o desempenho de papéis necessários à continuidade da sociedade em geral. Para isso há que saber ouvir a família, conhecer as expectativas e modos de actuação, os seus valores – a sua cultura. Por outro lado, é conveniente dar-lhes a conhecer a instituição, a quem entregam os seus filhos para colaborar na sua educação. Há que informa-los sobre o modo de funcionamento da escola, nomeadamente: o Regulamento Interno; os espaços; os recursos materiais e humanos; os projectos; os objectivos; os métodos de trabalho e ensino e o que a escola pretende das aprendizagens. Deve incentivar-se a participação da família nestas dinâmicas.

A escola deve proporcionar o hábito de criar diferentes momentos de ida dos pais à escola, sem ser só para entregar fichas de avaliação ou fazer queixas, mas antes, para que estes desfrutem da grande aventura que é descobrir o que o filho sabe, faz, pensa, num espaço que é diferentes do da família.

Talvez destes “pequenos nadas” de aproximação família /escola, estejamos realmente a ajudar as crianças a crescer, a valorizarem-se, a desenvolverem a auto-estima e, ao mesmo tempo, a contribuir para o fortalecimento de cada família nas suas relações e no sentimento de pertença a uma sociedade. Cada família deverá ter a capacidade de se adaptar às diversas solicitações da escola, permitindo uma inter-relação saudável que pouco a pouco vai alterando a sua estrutura, a sua cultura e o seu modo de funcionamento.
Para haver um bom relacionamento entre todos os intervenientes na instituição escolar deverá existir um grande respeito entre todos, onde os objectivos do processo ensino/aprendizagem tenham por base aspectos fundamentais como as atitudes, os valores, as aptidões e as capacidades.

O envolvimento família/escola tem um peso significativo no rendimento escolar dos alunos e, por esse motivo, é necessário criar estratégias que visem um diálogo construtivo entre pais e professores. O empenhamento das famílias e dos pais dos alunos pelo seu trabalho escolar, assim como o interesse manifestado pelas suas aprendizagens constitui um factor que influencia as mesmas, o acompanhamento que as famílias realizam aos seus filhos influencia significativamente o rendimento escolar, o que resulta na obtenção de melhores resultados escolares. Melhorar as aprendizagens escolares de todas as crianças é, ou deve ser, uma prioridade de todos os educadores.

A comunicação com os encarregados de educação, e também com outros membros da comunidade, através de encontros informais e reuniões, são ocasiões que dão oportunidade ao educador de conhecer melhor a família, o meio, a própria criança; permitem esclarecer o processo educativo, de conhecer as expectativas, quer das famílias quer da escola e também de ouvir sugestões. Os pais poderão eventualmente participar e, até, colaborar em situações educativas planeadas pelo educador.

A relação com cada família, com os pais em particular, passa ainda pela troca de informações sobre o que diz respeito à criança, o modo como está inserida no estabelecimento, qual o seu progresso, os trabalhos que realiza, eventuais dificuldades, etc. Quanto mais esclarecidos os pais estiverem, melhor relacionamento e diálogo poderá existir com os filhos.

Se tivermos presente a maneira como as crianças aprendem, torna-se evidente a importância da continuidade cultural entre a escola e as famílias. A criança constrói o conhecimento assimilando a informação adquirida através da experiência directa com as pessoas e com os objectos. Esta informação é incorporada nas suas estruturas mentais, modificando-as, tornando-as mais complexas e abrangentes. Assim, quanto mais rico for o seu universo familiar, mais oportunidades a criança tem de adquirir informação relevante e fortalecer as suas estruturas mentais.
Todas as formas de comunicação e de participação podem contribuir no desenvolvimento e enraizamento, tendo em conta que as crianças são as mediadoras dessas relações. Este processo, ou os efeitos que este possa ter, poderão não se manifestar a curto prazo, mas sim de forma evolutiva, que se vai construindo, o que implica uma reflexão contínua, iniciativas e avaliações ajustadas.

As diferenças de linguagem, formas de comportamento e de tratamento e outras, quando devidamente introduzidas no projecto educativo, poderão produzir novas capacidades de realizar experiências, conhecimentos e de promover novas aprendizagens. Assim, a continuidade entre família/escola acaba por influenciar as aprendizagens da criança, porque aquilo que foi aprendido na escola, deve ter uma continuidade por parte da família. Relativamente aos ensinamentos que a família transmite à criança, a escola tem a missão de explorá-los de forma positiva.

Há que perspectivar a escola como um dos principais vectores de identificação, integração, promoção social e realização pessoal. A escola deve ser também cada vez mais família, permitindo um cuidado especial nas relações que estabelece. À família deveria ser possível readquirir o tempo e o espaço para verdadeiramente continuar a ser família. Dessa forma, seria possível existir uma certa harmonia educativa, em que a criança não encontraria contradições entre o que se diz e o que se faz.

Caracterização da agressão não – verbal

Jul 4, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras

A comunicação não-verbal exerce fascínio sobre a humanidade desde seus primórdios, pois envolve todas as manifestações de comportamento não expressas por palavras, como os gestos, expressões faciais, orientações do corpo, as posturas, a relação de distância entre os indivíduos e, ainda, organização dos objectos no espaço.

Pode ser observada na pintura, literatura, escultura, entre outras formas de expressão humana. Está presente no nosso dia-a-dia mas, muitas vezes, não temos consciência de sua ocorrência e, nem mesmo, de como acontece.

A comunicação verbal exterioriza o ser social e a não-verbal o ser psicológico, sendo sua principal função a demonstração dos sentimentos. Em geral, é atribuída maior relevância à comunicação verbal expressa pela linguagem falada ou escrita; entretanto, o ‘homo sapiens’ sempre se comunicou mesmo que através de grunhidos e gesticulações.

A comunicação não-verbal, entendida como acções ou processos que têm significado para as pessoas, é classificada por Knapp em: paralinguagem (modalidades da voz), proxémica (uso do espaço pelo homem), tacêsica (linguagem do toque), características físicas (forma e aparência do corpo), factores do meio ambiente (disposição dos objectos no espaço) e cinésica (linguagem do corpo).

Considerando que a capacidade de ouvir e compreender o outro inclui não apenas a fala, mas também as expressões e manifestações corporais como elementos fundamentais no processo de comunicação, a cinésica, ou seja, o estudo da linguagem corporal, assume um papel importante na descodificação das mensagens recebidas durante as interacções profissionais ou pessoais.


Causas da agressividade dos professores

Jul 3, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras

Causas da agressividade dos professores:
Falta de espaços físicos adequados para as actividades quotidianas;
Insegurança e precariedade;
Professores enfrentam dificuldades materiais, situações humilhantes, alunos agressivos, indisciplina institucionalizada;
Professores têm aulas muito teóricas, sem motivação e empenho para tornar as suas aulas mais ‘vivas’;
Professores que são inseguros, que não sabem se fazer respeitar, que não sabem estabelecer com seus alunos regras respeitosas de convivência;
Imaturidade dos alunos;
A figura do professor é desvalorizada perante a sociedade em geral;
Actualmente os pais pensam que o professor, que passa a maior parte do tempo com os alunos, tem o papel de educar sozinho os seus filhos;
Falta de professores, baixos salários, carga horária excessiva, falta de habilitação, metodologia inadequada, rotatividade excessiva, falta de treinamento e capacidade.


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