Archive for the ‘As nossas leituras’ Category


O Jogo na Educação Infantil

Jun 11, 2009 Author: Raquel Martins | Filed under: As nossas leituras

O jogo tem um papel muito importante nas áreas de estimulação da pré-escola e é uma das formas mais naturais da criança entrar em contato com a realidade, tendo o jogo simbólico um papel especial.
O jogo é uma característica do comportamento infantil e a criança dedica a maior parte de seu tempo a ele.

O jogo, enquanto actividade espontânea da criança, foi analisado e pesquisado por centenas de estudiosos para melhor compreender o comportamento humano; é um meio privilegiado tanto para o estudo de crianças normais, quanto para aquelas com problemas, haja vista os inúmeros trabalhos psicanalíticos sobre o assunto, como os de Sigmund Freud, R. Waelder, Melanie Klein, Erik Erikson, e ainda, autores como J. Huisinga, Claparéde, Piaget, Vygotsky, Ajuriaguerra, Callois, que escreveram obras sobre o jogo na criança.

Através do jogo a criança:
libera e canaliza suas energias;
tem o poder de transformar uma realidade difícil;
propicia condições de liberação da fantasia;
é uma grande fonte de prazer.

O jogo é, por excelência , integrador, há sempre um carácter de novidade, o que é fundamental para despertar o interesse da criança, e à medida em que joga ela vai se conhecendo melhor, construindo interiormente o seu mundo.

Esta atividade é um dos meios mais propícios à construção do conhecimento. Para exercê-la a criança utiliza seu equipamento sensório-motor, pois o corpo é acionado e o pensamento também, e enquanto é desafiada a desenvolver habilidades operatórias que envolvam a identificação, observação, comparação, análise, síntese e generalização, ela vai conhecendo suas possibilidades e desenvolvendo cada vez mais a autoconfiança. É fundamental, no jogo, que a criança descubra por si mesma, e para tanto o professor deverá oferecer situações desafiadoras que motivem diferentes respostas, estimulando a criatividade e a redescoberta.

O que é o Currículo?

Jun 10, 2009 Author: Raquel Martins | Filed under: As nossas leituras, Educação de Infância

O que é o currículo?

O currículo é o projeto que determina os objetivos da educação escolar e propõe um plano de ação adequado para a consecução de ditos objetivos. Supõe selecionar, de tudo aquilo que é possível ensinar, o que vai se ensinar num entorno educativo concreto. O currículo especifica o que, como e quando ensinar e o que como e quando avaliar.

O currículo que estabelecem as administrações públicas é aberto, flexível e geral, de maneira que é cada centro que adapta essas bases a seu entorno particular.

Para compreender o termo adaptações curriculares é necessário ter umas breves noções dos aspectos básicos do currículo.

Na Espanha, o governo central, quer dizer, o Ministério de Educação, estabelece os ensinos mínimos que se deve ter em conta em todos os centros da Espanha. Em função destes ensinos mínimos, cada uma das

Administrações Educativas competentes, quer dizer, os governos das diferentes Comunidades Autônomas, adaptam esses ensinos gerais, em função de suas necessidades e de sua população. Uma vez que as juntas de educação das diferentes comunidades estabelecem seus currículos, é cada centro o que, em função de suas características concretas, adapta esta normativa, estabelecendo o currículo de seu centro.

Continuando, é o professor o que realiza seu currículo, para seu grupo concreto. Uma vez que o professor desenhou sua programação trimestre ou anual, e se encontra com alunos com necessidades educativas especiais em seu grupo, é quando tem que fazer uma adaptação curricular para esse aluno concreto.

EQUILÍBRIO ENTRE A INICIATIVA E O TRABALHO DIRIGIDO PELA EDUCADORA

3) ASPECTOS EMOCIONAIS: É a necessidade dos educadores privilegiarem esses aspectos, tudo é influenciado por aspectos emocionais.

Segurança e bem está se a criança se sentir segura emocionalmente na escola, sente vontade de está ali. Assim, ela sente-se capaz de correr mais riscos – pergunta mais e sem vergonha. Ao contrário, a insegurança emocional provoca medo e impede a evolução. Devemos então romper com os formalismos excessivos, dar flexibilidade nas estruturas de funcionamento e criar actividades de expressão emotiva.

4) LINGUAGEM ENRRIQUECIDA: A linguagem constrói o pensamento. É importante exercitar a linguagem, tanto na formação de um vocabulário mais enriquecido e preciso como numa construção sintácticas mais complexas. É importante criar oportunidades para a criança falar.  

5) DIFERENCIAÇÃO DE ACTIVIDADES: Devemos promover, como educadores, todas as áreas, de modo a que as crianças se estimulem e motivem.

6) NECESSIDADE DE ROTINAS ESTÁVEIS: Promove segurança, autonomia e responsabilidade.

7) MATERIAIS DIVERSIFICADOS E POLIVALENTES

8) ATENÇÃO INDIVIDUALIZADA A CADA CRIANÇA

9) AVALIAÇÃO = Processo individual de cada criança
Análise global de todo o grupo, tendo em conta o projecto educativo da escola, o espaço/materiais, actividades/experiências a efectuar e o desempenho do educador

10) TRABALHO DO EDUCADOR

A função e objectivos da Educação

Jun 5, 2009 Author: Raquel Martins | Filed under: As nossas leituras, Educação de Infância

Função e objectivos da educação:

Cabe à escola estabelecer o direito à educação, direito à individualidade, a criança é vista como sujeito diferente e único. O direito a uma educação cultura, direito a desenvolver-se a vários níveis (nível relacional, afectivo, social, intelectual, etc.), desenvolver a autonomia, com espírito crítico e livre, etc.

É necessária uma intervenção de nós educadores, em relação aos educandos de modo a colocar condições optimizadas em relação aos momentos de evolução da criança. (Piaget).

A escola tem aspectos que influem nesse desenvolvimento

Possui recursos ;
Possui o currículo e possui uma concepção pedagógica.

Bolo de Infância

Jun 1, 2009 Author: Raquel Martins | Filed under: As nossas leituras, Educação de Infância, O nosso cantinho, Pais

Ingredientes:

  • litros de espontaniedade e doçura.
  • muita vontade de brincar.
  • milhares de fantasias para imaginar.
  • sorrisos de ternura: sem medida.
  • 12 kg de curiosidade.
  • gotinhas de inocência de baunilha: a gosto.

Preparação:

  • Aos ingredientes anteriores juntar os olhares de dois olhinhos cheios de diabruras e algumas lagriminhas.
  • Deixar repousar a mistura sobre mãos pequeninas tanto quanto for preciso.
  • Decorar com 1 kg de peripécias às cores, doces comentários e um montão de beijos gulosos.

Tempo de cozedura: varia segunda a maturação

Sugestão: não comer logo de seguida. Dar tempo para saborear.

Este miminho foi partilhado pela colega Liliana Serrano. Muito obrigada Liliana.

Pode ser usado no Dia Mundial da Criança.

Em 1988 as taxas de cobertura da educação pré-escolar (3-5 anos) rondavam os 36% (PRODEP, Programa para o Desenvolvimento Educativo em Portugal) comparativamente às taxas de países do Norte da Europa que abrangiam entre 60 a 80% das crianças. Em 1994 o Conselho Nacional de Educação convidou o conselheiro e investigador João Formosinho a emitir um parecer sobre a situação da Educação Pré-Escolar em Portugal (Formosinho, 1994). Este parecer evidenciou a fragmentação dos serviços por vários ministérios e a falta de coordenação entre eles; a inexistência de uma transição eficaz para o 1º ciclo do ensino básico; a predominância de funções assistenciais sobre as educativas; as diferenças de salários e de condições de trabalho entre os educadores de infância. O parecer, elaborado após amplo processo de consulta a profissionais, investigadores e serviços, foi muito bem aceite na opinião pública. Recomendava que o Estado, para além de apoiar financeiramente a educação pré-escolar, desempenhasse, em conjunto com as autarquias, um papel mais decisivo no processo de desenvolvimento do sistema de educação pré-escolar. Esta conjuntura trouxe a educação pré-escolar para o debate público e para a agenda política, tornando-a motivo de interesse nacional.

Após a mudança governamental de 1995 foi elaborado um Relatório Estratégico para o Desenvolvimento e Expansão da Educação Pré-Escolar (Formosinho e Vasconcelos, 1996), o qual deu origem ao Plano de Expansão e Desenvolvimento da Educação Pré-Escolar em Portugal (ME, 1996). Na sequência deste Plano foi apresentada à Assembleia da República a Lei-Quadro para a Educação Pré-Escolar (Lei 5/97), a qual dava orientações políticas claras para o processo de expansão da rede de jardins-de-infância. Considerava a educação pré-escolar como primeira etapa da educação básica, alicerce e suporte de uma educação ao longo da vida e consagrava a articulação de esforços entre o Ministério da Educação e o Ministério da Solidariedade no sentido de garantir a dupla componente educativa e social da educação de infância. Introduzia ainda o conceito de tutela pedagógica única e definia a existência de uma «rede nacional de educação pré-escolar» constituída por estabelecimentos de iniciativa pública e privada, nomeadamente solidária.

A Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar definia assim os objectivos para a educação pré-escolar (artigo 10º):
•    Promover o desenvolvimento pessoal e social da criança com base em experiências de vida democrática numa perspectiva de educação para a cidadania;
•    Fomentar a inserção da criança em grupos sociais diversos, no respeito pela pluralidade das culturas, favorecendo uma progressiva consciência do seu papel como membro da sociedade;
•    Contribuir para a igualdade de oportunidades no acesso à escola e para o sucesso da aprendizagem;
•    Estimular o desenvolvimento global de cada criança, no respeito pelas suas características individuais, incutindo comportamentos que favoreçam aprendizagens significativas e diversificadas;
•    Desenvolver a expressão e a comunicação através da utilização de linguagens múltiplas como meios de relação, de informação, de sensibilização estética e de compreensão do mundo;
•    Despertar a curiosidade e o pensamento crítico;
•    Proporcionar a cada criança condições de bem-estar e segurança, designadamente no âmbito da saúde individual e colectiva;
•    Proceder à despistagem de inadaptações, deficiências e precocidades, promovendo a melhor orientação e encaminhamento da criança;
•    Incentivar a participação das famílias no processo educativo e estabelecer relações de efectiva colaboração com a comunidade».

A nova lei preconizava objectivos não apenas ligados ao desenvolvimento sócio-emocional mas também intelectual, enunciava princípios claros de educação para a cidadania e afirmava o papel da educação pré-escolar na correcção de assimetrias sociais e na igualização de oportunidades. Concebia uma educação pré-escolar em estreita articulação com a educação de adultos e implicando o desenvolvimento destes à medida que participavam nas instituições para a infância.

Currículo Hight/Scope

Mar 25, 2009 Author: Raquel Martins | Filed under: As nossas leituras, Metodologias

APLICAÇÃO DAS LINHAS ORIENTADORAS A ÁREAS ESPECÍFICAS

“As áreas específicas num infantário poderão ser as seguintes: área de refeições e de preparação de alimentos; área de dormir, área de higiene, espaços interiores destinados às brincadeiras das crianças pequenas (incluindo a área de movimento, a área de areia e água, a área dos livros, a área das artes, a área dos blocos, a casinha e a área dos brinquedos), espaços exteriores destinados às brincadeiras das crianças pequenas.”

Área de refeições e de preparação de alimentos
As necessidades nutricionais pessoais dos bebés devem ser satisfeitas num ambiente seguro e pacífico, em que a figura familiar que presta cuidados e carinhos desempenha um papel central.
Uma área de refeições agradável apoia a alimentação das crianças (que influencia o seu crescimento e desenvolvimento), a exploração da comida, a tentativa de comerem sozinhas e a socialização.
Num infantário os bebés não comem necessariamente à mesma hora nem na mesma zona das refeições.
Para os bebés mais novos tomar o biberão ocorre nos braços do educador responsável, em qualquer sítio que este par julgue ser um local calmo para se instalar.

Para os bebés que já se sentam e experimentam alimentos sólidos, a refeição normalmente tem lugar no mesmo local, junto à zona de preparação de alimentos. No início, o bebé que já se senta pode ficar ao colo do educador ou numa cadeirinha enquanto o educador lhe dá a comida à colher. Quando os bebés já conseguem sentar-se bem sozinhos e estão interessados em explorar a comida e a levar a colher à boca, os educadores podem colocá-los em mesas muito baixas.
A área de preparação de alimentos e de refeições deve ser equipada com um conjunto de biberões, babetes e toalhas, tendo sempre indicado o nome da criança a que estes objectos pertencem. Para as crianças que já não utilizam o biberão deve incluir uma mesa, pratos inquebráveis, colheres com cabo curto, tigelas e canecas com fundo pesado e bico para beber e também copos de plástico para as que já não bebem pelos de bico, suficientemente largos para estas poderem segurar com ambas as mãos. Deve encontrar-se também, nesta zona guardanapos bibes e toalhas de mão para as crianças que dispensam a babete.

Esta área deve dispor de um frigorífico; dispositivos para aquecer biberões; micro-ondas; lava-loiça com água quente; maquina de lavar loiça e material para a limpeza.

Os bebés e crianças não têm todos os mesmos horários alimentares, por isso, os educadores têm de arranjar estratégias para arrumar os materiais que precisam, de forma a minimizar o tempo em que se afastam das crianças. Assim, a utilização de cestos ou grades para arrumar os materiais são uma grande ajuda para organizar armários, gavetas, prateleiras e aparadores para que os educadores possam encontrar o mais rápido possível aquilo que necessitam. Os materiais necessários para s refeições, nomeadamente, talheres e pratos devem localizar-se o mais próximo possível das mesas de refeições. Se os pais trouxerem lancheiras devem ser devidamente identificadas com o nome da criança.
Os produtos de limpeza devem ficar longe do alcance das crianças e também dos alimentos.

Área de dormir e de descanso
As crianças necessitam muito de dormir, contudo, essa necessidade varia muito de criança para criança e principalmente das crianças para os bebés, uma vez que os últimos, dormem durante mais tempo. Assim, a creche precisa de dispensar um tempo para esta actividade e também um espaço adequado. Este espaço deve ser calmo e confortável, para que as crianças possam descansar tranquilamente e sempre que desejarem.

Normalmente, os educadores disponibilizam uma sala específica para o sono, isolada e acessível. No entanto, quando o tempo o permite, a área de dormir pode ser improvisada ao ar livre, debaixo de um toldo ou telheiro. Quando não é possível existir uma sala apenas para este efeito (dormir), a sesta pode ser feita num nicho ou recanto da sala principal, onde seja o mais sossegado possível.

Por vezes, os pais podem desejar que as crianças durmam num outro sítio ou que adormeçam, por exemplo, ao colo da educadora ou onde estiverem quando adormecerem. Quando esta situação surgir é importante que se encontre em conjunto a melhor solução.

Nos infantários em que crianças pequenas e bebés estão em espaços separados, a área de brincar pode ser munida de catres e assim, por algumas horas transformar-se em área de dormir. Contudo, era importante tentar que a área de dormir estivesse afastada da área de brincar, para que as crianças possam dormir sem serem incomodadas.

O equipamento para dormir e os materiais necessários para cada criança inclui: uma alcofa ou berço; um colchão de tamanho adequado; roupa de cama e os objectos personalizados de conforto de casa (ursinho ou peluche, entre outros). Cada criança dorme num berço e todos os materiais que lhe pertence devem ser devidamente identificados com o seu nome para evitar proliferação de micróbios. Em determinada altura as crianças podem quer passar do berço para o catre. Todos os materiais utilizados neste devem ser também devidamente identificados.

Num armário acessível aos adultos na área de dormir deve guardar a roupa de cama de cada criança, assim como objectos de conforto de cada criança. A roupa suja pode ser colocada num cesto junto da zona de mudar as fraldas ou junto à máquina de lavar roupa.

Quando se utilizam os catres para dormir, estes devem ser empilhados junto com a roupa de cada criança, num local acessível. A roupa deve ser colocada de forma a que a roupa de uma criança não entre em contacto com a de uma outra.

Área de higiene corporal

A área de higiene corporal é o espaço em que se mudam as fraldas e se veste as crianças. Esta área deve ser fácil de usar e de limpar, assim como ser suficientemente convidativa e interessante para que as crianças tenham vontade de lá estar por algum tempo.

Esta área deve estar necessariamente junto de um lavatório e longe da área reservada à preparação de alimentos e refeições. É também necessário e indispensável que esta área esteja localizada num sítio em que crianças e educador possam ver-se enquanto elas brincam e executam outras actividades e enquanto este cuida da higiene de outra criança. Por isso, deve estar junto a uma janela ou espelho.

A localização das casas de banho das crianças deve ser junto à área de brincadeira, para permitir um acesso rápido, fácil e directo. Neste espaço deve também incluir-se sanitas portáteis ou cadeiras-bacio para as crianças utilizarem ao longo do dia.

Nesta área é fundamental que tenha um lavatório e uma mesa de mudança de fraldas ou bancada de fraldas com cerca de 90cm de altura, com grades deslizantes de lado e que a mesa seja revestida com um tecido almofadado macio. Pode também colocar-se uma escada para que as crianças pequenas possam trepar ate á mesa, o que permite também apoiar o seu desenvolvimento físico.
Para esta área é necessário um conjunto de fraldas limpas e de roupa de reserva; pomadas; alfinetes de ama e cuecas de plástico; toalhitas ou sabonete e esponjas de reserva para cada criança; desinfectantes e produtos de limpeza; rolo de papel largo, para cobrir a superfície da mesa de mudar a fralda; luvas protectoras descartáveis e caixotes do lixo com pé. Pode-se incluir também caixotes de brinquedos para as crianças brincarem enquanto estão a mudar a fralda.
A casa de banho das crianças deve incluir sanitas dimensionadas para as crianças, assim como lavatórios baixos ou escadas estáveis que permitam que as crianças cheguem aos lavatórios e abram a torneira. O rolo de papel deve estar ao alcance das crianças ou as toalhas de mão devem ser penduradas em toalheiros baixos com a fotografia de cada uma para saberem qual é a sua. Deve também ter um espelho para que as crianças se possam ver enquanto se lavam.
Tudo o que pertence à criança deve ser sempre identificado com o nome bem legível. As suas coisas devem ser guardadas em armários ou prateleiras de fácil acesso para os educadores. As cuecas descartáveis e roupa das crianças mais velhas podem ser guardados nos seus armários individuais para estas poderem ir buscar sozinhas. Todos os produtos de limpeza, como por exemplo, os sabonetes devem estar fora do alcance das crianças.

Espaços para os bebés brincarem

Os espaços destinados às brincadeiras dos bebés, que normalmente é o chão, deve ser um local onde estes se possam mexer e movimentar-se, deve ser propício à exploração do ambiente físico e social.
Este local pode ser localizado em qualquer zona da sala, desde que esteja separado da área de preparação de alimentos e refeições, da área de dormir e da área da higiene corporal. Esta deve estar fora do circuito de maior afluência de pessoas e ser suficientemente grande para os bebes se mexerem, deitarem, rastejarem, gatinharem, entre outras coisas.

- Espaços seguros para as crianças que ainda não se deslocam. Estas crianças podem brincar numa plataforma alcatifada ou colchão coberto encostado a paredes ou numa manta, cobertor ou edredão. Durante o dia, esta manta ou outra coisa pode mudar de localização para que os bebés possam ter uma variedade de vistas e perspectivas.

- Espaços seguros para bebés que se deslocam. Estas crianças podem começar também numa manta ou plataforma desnivelada baixa e posteriormente deslocar-se para o sofá, janela ou mesmo ir ao encontro de um objecto que lhe chamou à atenção. O mais importante é que seja um local seguro, livre de potenciais acidentes.

Como as crianças estão em constantes aprendizagens é importante ter uma variedade de materiais com que possam contactar. Assim, é importante ter coisas que lembrem o lar, como fotografias da família, entre outras coisas; materiais que apelem aos sentidos, nomeadamente, objectos com muitas cores, texturas, tamanhos, formas, com som, etc., fundamentalmente que sejam seguros e adequados às idades das crianças e materiais que encorajem o movimento, pois as crianças estão sempre em constante movimento (elas gatinham, trepam…), o que é muito importante para o seu desenvolvimento físico.
Assim, estas precisam de materiais que as incentive ao movimento, o que é o caso das bolas (de todos os tamanhos, cores e texturas), pois estas estão sempre prontas a entrarem em acção e os bebés que já se deslocam adoram gatinhar ou andar atrás delas. Outro exemplo são os veículos e animais de rodas que satisfazem os bebés que se sentam, assim como aqueles que gostam de os empurrar. Os espelhos são também importantes, porque os bebés gostam de se ver reflectidos e de se verem a mexer. Bonecos de pano; animais de peluche; livros de pano e de cartão; portas e caixas com dobradiças; blocos leves e recipientes abertos são também exemplos de materiais que os bebés e crianças pequenas gostam de brincar e explorar.
Num contexto de aprendizagem activa, os materiais utilizados nas brincadeiras das crianças são arrumados para que as crianças os possam utilizar sempre que desejarem. Os brinquedos e materiais para utilização das crianças são guardados em cestos ou sacos e baldes para que rapidamente se possa dar materiais sensorialmente apelativos aos bebés que estão deitados ou sentadas. Para as restantes crianças, os materiais podem ser colocados em estantes baixas para fácil utilização.

À medida que as crianças começam a mandar o seu mundo alargasse. Já não estão limitadas a um só sítio, mas sim a vários, porque já se podem deslocar e explorar novos cantos da sala. Agora que já conseguem, paras crianças tudo é alvo de exploração e por isso precisam de espaços amplos para se movimentarem e materiais adequados ao seu nível de desenvolvimento. Caso partilhem o espaço com os bebés as crianças pequenas necessitam de espaços para partilharem brincadeiras e de espaços próprios, onde possam efectuar actividades específicas da sua idade.
Os educadores têm a preocupação de criar espaços específicos para as brincadeiras das crianças, que encorajem o movimento e a exploração, para que estas ganhem interesse pelo mundo físico e também social e o crescente sentido de si próprios como seres competentes e capazes.

Área de movimento para crianças
A área de movimento deve ser um local seguro, acessível e aberto para que as crianças possam movimentar-se sem estarem a ser incomodadas e a tropeçar em pessoas e objectos. Deve ser também um espaço grande para que possam andar, empurrar objectos, correr, gatinhar, trepar…

Esta deve ficar localizada no centro da sala, ao nível do chão, de modo a que possam circular vindas de outras actividades. “Afinal de contas para as crianças pequenas, o tempo de movimento é todo o tempo”.

Esta pode estar numa outra zona, desde que esteja directamente aberta para o resto do espaço de brincar.

Em primeiro lugar as crianças necessitam de espaço para andar e correr, assim como de coisas para treparem. As crianças precisam de objectos do cimo dos quais possam saltar; coisas nas quais possam entrar; bolas para empurrar; brinquedos com rodas para puxar e para andar; brinquedos para baloiçar e escorregas. Uma infinidade de coisas que proporcionem movimento e sítios onde possam mexer-se à vontade. As crianças pequenas necessitam também de instrumentos musicais de qualidade para poderem brincar e também música gravada para movimentar o corpo.

Os brinquedos para andar e empurrar devem ser “estacionados” num local predeterminado junto de uma plataforma desnivelada ou, por exemplo, junto a uma parede. Os instrumentos musicais devem ser guardados em estantes baixas; caixas ou cestos abertos.

A área de areia e água
A água e a areia dão às crianças uma grande possibilidade de experiências (chapinhar, atirar, ter um contacto directo com a textura da areia e com a água) as quais são amplamente incentivadas pelos educadores.
Esta área deverá encontrar-se junto do lavatório e onde o pavimento seja de limpeza fácil.
A área de areia e água deverá centrar-se numa mesa ou numa banheira. Será necessário o uso de recipientes, objectos para boiar,… Para acompanhar a brincadeira de encher/esvaziar, esconder/procurar,…
Todos os objectos utilizados na brincadeira terão que ser arrumados num local acessível para as crianças, para que possam ver, escolher, utilizar para a brincadeira.

A área dos livros
Este espaço será acolhedor, onde se possa encontrar grande riqueza e variedade de livros, para que as crianças possam desfrutar deles, manusear, andar com eles de um lado para o outro. Esta prática mostra-se muito proveitosa para a aprendizagem da leitura, nos primeiros anos de escolaridade. Estudos demonstram que os melhores leitores são aqueles cujos pais leram em voz alta, quando ainda crianças.

Esta área deverá situar num local sossegado, onde não haja perturbação na “leitura” das crianças. Os livros poderão ser levados para outras áreas por parte das crianças.

Terá que ser um local agradável, acolhedor, com almofadas, mantas, colchões, cadeiras ou um sofá. Os educadores deveram preocupar-se em manter sempre uma grande variedade de livros disponíveis para as crianças. Os livros utilizados deveram ser de cartão, com desenhos/fotografias de qualidade (trata-se de um factor muito importante a ter em conta na escolha dos livros). Seria interessante incluir nesta zona um álbum com fotografias das crianças.
Será necessário que os livros se encontram nas estantes, com fácil acesso para as crianças e a capa seja visível.

A área das artes
Nesta área a criança tem a possibilidade de mexer, manipular, explorar, espalhar os materiais básicos da expressão artística, isto é, fornecem-lhes uma série de experiências sensório-motoras. Fazerem descobertas com a tinta, papel, plasticina, entre outras, dá uma série de conhecimentos, que poderão ser utilizado a seu favor, materializando as suas ideias.

A função do educador nesta área é de fornecer à criança a possibilidade de explorar os materiais, como bem entenderem.
Esta área deverá localizar-se perto de um lava-loiça ou de uma casa-de-banho e estar revestida com material que possa ser lavável.

O uso de aventais é indispensável, bem como uma mesa, para que as crianças possam trabalhar. Os educadores devem fornecerem uma série de materiais de base para a criação artística.

As crianças terão que ter um contacto com materiais de pintura de forma a poderem explorar as cores, com as mãos, ou não. As folhas para pintarem terão que ser grandes e brancas, pois assim poderão ter movimentos mais largos e poderão visualizar a cor que estão a utilizar. Para além de servir como uma base para a pintura, poderá ser utilizado para outras experiências, como amarrotar, rasgar, etc. É indispensável oferecer uma grande variedade de cores e um balde ou uma caixa para transportar o material. A plasticina e o barro também deverão fazer parte do material disponível para as crianças.

O material deverá estar arrumado em armário, ou gavetas estando, ou não, acessível às crianças, conforme se trata de material para o uso diário, ou não. Os educadores poderão utilizar etiquetas para que as crianças possam saber de que material se trata.

A área dos blocos
A área de blocos permite que a criança possa manipular, construir, mexer com formas básicas. Estas construções criam nelas o sentido de relações espaciais, numa brincadeira que envolve todo o seu corpo.
Terá que se situar longe da área que necessitam de silêncio, num local que lhe permite espalhar os blocos.

Os blocos terão que ser grandes, leves, construídos de plásticos, de espuma, ou de madeira. Os blocos poderão se fazer acompanhar de bonecos e carros.
Poderemos e

ncontrá-los em estantes de fácil alcance para as crianças ou junto à parede. Quanto aos blocos mais pequenos devem estar guardados em cestos.

A área da casinha das bonecas

Nesta zona as crianças podem brincar ao faz-de-conta, com bonecas, utensílios para a cozinha e muito mais. Trata-se de uma brincadeira que envolve a observação e imitação.
A área da casinha deverá estar num canto, onde haja espaço, ou então debaixo de uma plataforma desnivelada.
No seu preenchimento devem fazer parte material que possa servir às crianças na sua brincadeira de faz-de-conta e imitação, como bonecas, acompanhadas de acessórios, utensílios para a cozinha e mobília, sofás, armários, isto é, materiais de uso doméstico. Todos estes objectos devem ter características tendo em conta a idade da criança, isto é, bonecas com o corpo móvel, roupas fáceis de vestir, etc. Podem participar assim numa brincadeira de encher e esvaziar, juntar e separar,…
O material deverá ser guardado em locais de fácil acesso para as crianças, como armários, prateleiras, onde poderão ser colocados etiquetas para a fácil identificação dos objectos, por parte das crianças.

A área de jogos
Trata-se de uma área onde é dada à criança a possibilidade de encaixar, retirar, juntar, desmontar objectos, jogos. Poderão levar objectos desta área para outras. Como é uma zona calma poderá se situar junto a área dos livros.
Esta área será preenchida com puzzles e brinquedos de encaixar, separar, encher, esvaziar, etc., cubos, carrinhos, figuras, onde a criança possa brincar ao faz-de-conta. Poderão fazer parte desta área utensílios domésticos ou naturais.

Todos estes brinquedos deverão ser de fácil acesso para as crianças, em cestos, prateleiras, identificadas com etiquetas.


Uma partilha da colega Juana, muito obrigada

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