Em seguimento do que aconteceu no nosso fórum e tal como prometi, aqui está a pergunta que cria alguma polémica. Todos já fomos estagiários, alguns ainda são.
Hoje quero ver debate, ouvir ambas as partes:
O que sente um estagiário? Tem suficiente “espaço” para demonstrar o seu valor?
Nós limitamos o trabalho dos Estagiários ou incentivamos e auxiliamos?
Quais as vossas espectativas em relação ao Estágios? E aos Educadores?
E nós Educadores, quais as nossas espectativas face a um Estagiário?
Quais são os medos dos Estagiários? Quais as maiores dificuldades?
O Método de trabalho ser diferente limita o trabalho do Estagiário? E o que fazem os Educadores nesses casos?
Nós Educadores, respeitamos os Estagiários?
Os Estagiários são sempre bem tratados, bem recebidos e integrados na turma?
Quais são os erros mais graves que viram um Educador fazer?
O que um Estagiário nunca pode fazer?
O tempo de Prática Pedagógica é excessivo, apropriado ou não dá para nada?
Um Estagiário é obrigado a ser cumplice de práticas completamente desapropriadas? O que fazem quando não concordam com essas práticas? Referem ou escondem?
Os Educadores aceitam as sugestões dadas pelos Estagiários?
É importante referir que um Educador já foi um Estagiário mas que um Estagiário vai ser um Educador. Não cometam os mesmos erros que não gostaram de ver.
Eu tenho a minha opinião, contudo, não a darei para não influenciar o vosso debate. Participem!!!
Esta questão é mesmo muito importante, e é muitas vezes banalizada. Devo agradecer ao colega Luigi que me sugeriu este debate.
Mesmo que não comentem este debate, usem-no como reflexão.
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3 Comentários for "Como é ser Estagiário? O que esperam os Educadores de um Estagiário?"
olá. chamo-me Fátima. sou educadora de infância. concluí a licenciatura em 2008. Executei o meu estágio num Jardim de Infância da Misericórdia da região de Trás-os-Montes. Na minha opinião, nós temos muito espaço de manobra, mas penso que muitos de nós têm medo de trabalhar, pois quando se está no estágio o que se pensa mais frequentemente é “agradar” ao professor orientador e educadora cooperante. por vezes esquecemo-nos de que o mais importante são as crianças. muitas vezes as opiniões divergem entre educador cooperador e professor orientador e até entre estagiário. fui muito bem recebida na instituição que me acolheu quer pelas crianças, educadoras e até mesmo auxiliares de acção educativa. o maoir erro que podemos cometer é esquecermo-nos das crianças… é por elas que estamos ali e é por elas que devemos mostrar aquilo que valemos. o grupo de crianças do meu estágio foi o índice do meu livro como educadora de infância… com ele aprendi muita coisa. muitas vezes tinha medo de errar, mas se não fosse a lutar nunca teria completado o curso, pois muitas vezes senti-me completamente desapoiada pelo meu orientador que mostrava ter preferências por algumas alunas… apesa de tudo sempre manifestei as minhas ideias poi so que nos ensinam na teoria, por vezes não é o que se encontra na prática. trabalho em equipa?? por vezes há, mas muitos de nós pensam em si e em obter a melhor nota de estágio…
Boa tarde, sou Educadora de Infância e terminei o curso este ano. Foram vários os locais onde estagiei e o sucesso de cada um deles dependeu tanto do meu desempenho como do desempenho do educador cooperante. No último estágio que realizei, onde a prática já era maior, tive bastante liberdade para experimentar situações, o que foi muito bom! Pessoalmente, incomodava-me muito quando a educadora se sentava e ficava a “observar” o meu desempenho, pois não me sentia avontade, sentia-me inibida. Neste ponto, penso que talvez caiba ao educador criar um ambiente seguro e confiante para o estagiário, talvez fosse mais fácil, neste caso para mim, se o educador estivesse a realizar outras tarefas na sala, mas observando-me na mesma de maneira a que eu não me apercebesse. Digo isto porque notava bastante diferença no meu avontade estando a educadora na sala ou sem a presença desta.
Outro ponto que acontece sempre é a importância de “se ver trabalho feito”. Eu, que dou importancia à relação com as crianças, os mimos, os abraços, os colinhos, etc, tinha sempre uma pressão em cima de ter que estar sempre a desenvolver uma actividade, caso contrário a educadora chamar-me-ia a atenção por estar a ocorrer um tempo morto. Agora, que vou iniciar o meu estágio profissional, espero ter tempo para isso, já que sou eu que estou no “comando das operações”. Penso que nestas questões de trabalho escolar, de avaliação, etc, esquece-se um pouco o lado mais humano e lindo da nossa profissão…
Um beijinho a todas e parabéns por terem escolhido a melhor profissão do mundo!
olá. eu sou estagiária, o meu curso não é de educadora de infância mas sim de animador sociocultural. no 1º ano do meu curso estagiei no infantário publico de munha localidade, adorei a experiencia, tinhamos tempo para tudo, trabalhavamos, brincavamos, faziamos “asneiras” e a professora tambem participava, infelizmente, fui obrigada a sair de lá e agora estou num infantário particular. A principal diferença que noto é a falta de tempo para as “asneiras”, nestas instituiçoes (pelo menos na intituiçao onde estou) as crianças sao obrigadas a fazer todos os trabalho quase á pressão e têm que sair sempre perfeitos. Quanto á minha orientadora acho-a acelerada de mais tendo em conta que trabalha com crianças, e aninda por cima acaba por ser tambem muito acelerada com os estagiários e com as auxiliares… espero que seja só ela…
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