O que uma criança pensa de si própria depende, em grande medida, do que as pessoas pensam dela.

É importante ensinar à criança que ela sabe fazer coisas bem, e que pode ter mais dificuldades com outras coisas. É normal e que dela esperamos que faça o melhor que puder.

É bom admitirmos que erramos, que falhamos, pois, a criança necessita de saber que nada é infalivél, que nós por vezes também nos enganamos, também erramos. Ela precisa saber que também nós não somos perfeitos : “Sinto muito. Não devia ter gritado contigo, errei e peço desculpa.”

É importante elogiá-la e incentivá-la quando procura fazer alguma coisa, fazendo-a perceber que tem direito de sentir que é “importante”, que “pode aprender”, que “consegue” e que temos respeito por ela e que lhe desejamos o melhor.  Podemos até aplaudir as suas conquistas.

Assim, deve-se procurar estabelecer metas realistas e adequadas à idade da criança. Dar oportunidade de desenvolver-se sem super protegê-la ou sem pressioná-la. É importante que a criança viva longe de pressões.

È preciso evitar os  rótulos que se costumam dar às crianças, sobretudo porque são muito difíceis de retirar. Se desde que começa a entender as coisas – muito antes do que se costuma pensar – a criança se identifica com certos apelidos como burro, preguiçoso, etc., irá crescer acreditando que é assim.

É importante que…

1 – Mesmo que tenha pouco tempo, quando a estiver a ouvir, escute mesmo. Porque ele preceberá.

2 – Deixe-as expressar sentimentos, mesmo negativos. Evite o discurso: “Não se chora”, “Isso não é nada”, “Tem coragem”. Deixa-a falar.

3 – Sempre que for possível, deixe que elas tomem as próprias decisões.

4 – Trate-as com respeito. Respeite o seus espaço, diga-lhes se faz favor e obrigado.

5- Dê mais valor ao esforço que faz do que ao rendimento que obtêm.

6 – Procurar empatia com as crianças. Quanto melhor as entendermos, menos paciência será necessária para lidar com elas, pois estaremos a perceber o seu ponto de vista.

7 – Quando as crianças chegam da escola, e lhes perguntamos como correu o dia, tendem a responder com algum episódio negativo. Experimente perguntar-lhe: “Fala-me das coisas mais giras que aconteceram hoje .”

8 – Tentar manter o respeito pela personalidade da criança, e avaliar periodicamente se as expectativas depositadas nela são justas, razoáveis e equilibradas. Será de grande ajuda.

9 – Peça a sua opinião em temas diários de pouca importância, como onde ir passear, que actividade realizar, etc. Tal faz a criança sentir-se importante, auto-valorizar-se e respeitar-se a si própria.