Todos os Modelos/Métodos vão ser abordado no nosso site, para que possam conhecê-los melhor e talvez adoptá-los/adaptá-los nas nossas salinhas.
Como recebi um e-mail de uma colega a pedir informação sobre este Método, aqui fica e espero que ajude.
Organização do espaço e materiais:
Existe um bom ambiente físico e humano com decoração simples mas onde a arte tem presença. Valoriza-se uma arquitectura funcional e atraente de características nacionais e regionais, em que a identidade cultural é valorizada. Existem diversos materiais para as actividades programadas em cada dia: para a educação sensorial, perceptiva, motora e física integrando ainda materiais naturais recolhidas pelas crianças no recreio e/ou nos passeios; materiais para os trabalhos manuais e actividades plásticas, livros e imagens e toda a documentação necessária para os “Temas de Vida”; materiais de apoio para a aprendizagem da matemática como o Cuisinaire, Blocos lógicos. Tangran, Calculador multibásico, Dons de Froebel. Para os mais pequenos existem materiais para imitar: para aprender a viver e integrar-se no meio social: a Loja, a Casa das bonecas e os Jogos de trânsito.
Organização do tempo:
Cada grupo etário tem a sua organização do tempo. Nomeadamente o grupo dos 5 anos tem diariamente lição de cartilha maternal e exercícios de matemática. A Rotina Diária poderá contemplar os seguintes tempos:
- Acolhimento,
- Cumprimentar, cantar, falar com as crianças e deixá-las falar,
- Actividades de Livre Escolha (preparadas na sala),
- Tema de Vida (diapositivos, imagens…) acompanhado de um bom diálogo com toda a documentação real possível onde caibam pequenas experiências,
- Exercícios de movimento e de relax,
- Jogos de mesa/exercícios de matemática: Cuisenaire, Palhinhas, Blocos lógicos, Tangran, Calculador multibásico, Dons de Froebel,
- Exercícios de memória visual, através de jogos musicais mimados e rítmicos,
- Higiene e Almoço (colaboração das crianças em tarefas: pôr a mesa; arrumar o guardanapo, etc.),
- Higiene/Repouso/Recreio,
- Actividades de expressão e trabalhos manuais,
- Lanche,
- Apoio sócio educativo: brincadeira livre; jogos de mesa; filmes.
Planeamento e Avaliação
Os educadores planeiam diariamente de acordo com os objectivos para cada grupo etário e a avaliação que realizam é feita tendo em conta a individualidade de cada criança e a programação efectuada.
Trabalho com as Famílias e a Comunidade
Os pais para além dos encontros e reuniões programadas são também convidados a colaborar em algumas actividades organizadas e em participarem em festas e eventos.
As crianças do Jardim-Escola são acompanhadas pela Educadora, de uma forma permanente ao orientar o seu dia, ao transmitir-lhes segurança e confiança; a Educadora é a referência pela função primordial no ambiente que proporciona na sala de aula. É objectivo no seu planeamento de trabalho valorizar, desenvolver e avaliar o desempenho das suas crianças de forma diversificada, onde as relações afectivas e os estímulos positivos são presença constante. A autonomia é também um objectivo primordial neste Modelo pedagógico, para um crescimento pessoal e social que permita às crianças enfrentarem desafios e mudanças que lhes surjam no presente e no futuro. De um modo quase sistemático a Área de Formação Pessoal e Social é trabalhada, E como área transversal que é a todas as outras áreas, é trabalhada pela educadora com as crianças constantemente.
A Cartilha Maternal é um dos recursos utilizados no processo aprendizagem-formação. É o cartão-de-visita deste modelo educativo, que promove um interesse e envolvimento na descoberta da leitura, no sentido restrito da descodificação como no sentido mais amplo da compreensão. Já João de Deus referia: “Ler é compreender”.
Também a matemática é trabalhada nos Jardins Escolas desde os 3 anos de idade. As crianças interagem com a matemática de uma forma concreta e experimentada através do uso e manipulação de materiais didácticos de apoio como sejam os Calculadores Multibásicos, os Dons de Froebel, o material Cuisenaire, o Tangram, o Geoplano e os Blocos Lógicos. A área das expressões motora, dramática, plástica e musical são igualmente valorizadas
Para além destes objectivos está subjacente ao Modelo Pedagógico João de Deus, desenvolver valores, promover o brincar, estimular a iniciativa e a criatividade, favorecer um trabalho de interacção, despertar o espírito de tolerância e liderança.
Para o envio de mais dúvidas ou de sugestões de Métodos de Trabalho, deve enviar um e-mail para:
estrelinhas@educacaodeinfancia.com
Neste Site queremos aprender e não é nossa intensão elogiar/criticar este ou qualquer outro Modelo/Método.
Boas práticas!!!
O que uma criança pensa de si própria depende, em grande medida, do que as pessoas pensam dela.
É importante ensinar à criança que ela sabe fazer coisas bem, e que pode ter mais dificuldades com outras coisas. É normal e que dela esperamos que faça o melhor que puder.
É bom admitirmos que erramos, que falhamos, pois, a criança necessita de saber que nada é infalivél, que nós por vezes também nos enganamos, também erramos. Ela precisa saber que também nós não somos perfeitos : “Sinto muito. Não devia ter gritado contigo, errei e peço desculpa.”
É importante elogiá-la e incentivá-la quando procura fazer alguma coisa, fazendo-a perceber que tem direito de sentir que é “importante”, que “pode aprender”, que “consegue” e que temos respeito por ela e que lhe desejamos o melhor. Podemos até aplaudir as suas conquistas.
Assim, deve-se procurar estabelecer metas realistas e adequadas à idade da criança. Dar oportunidade de desenvolver-se sem super protegê-la ou sem pressioná-la. É importante que a criança viva longe de pressões.
È preciso evitar os rótulos que se costumam dar às crianças, sobretudo porque são muito difíceis de retirar. Se desde que começa a entender as coisas – muito antes do que se costuma pensar – a criança se identifica com certos apelidos como burro, preguiçoso, etc., irá crescer acreditando que é assim.
É importante que…

1 – Mesmo que tenha pouco tempo, quando a estiver a ouvir, escute mesmo. Porque ele preceberá.
2 – Deixe-as expressar sentimentos, mesmo negativos. Evite o discurso: “Não se chora”, “Isso não é nada”, “Tem coragem”. Deixa-a falar.
3 – Sempre que for possível, deixe que elas tomem as próprias decisões.
4 – Trate-as com respeito. Respeite o seus espaço, diga-lhes se faz favor e obrigado.
5- Dê mais valor ao esforço que faz do que ao rendimento que obtêm.
6 – Procurar empatia com as crianças. Quanto melhor as entendermos, menos paciência será necessária para lidar com elas, pois estaremos a perceber o seu ponto de vista.
7 - Quando as crianças chegam da escola, e lhes perguntamos como correu o dia, tendem a responder com algum episódio negativo. Experimente perguntar-lhe: “Fala-me das coisas mais giras que aconteceram hoje .”
8 - Tentar manter o respeito pela personalidade da criança, e avaliar periodicamente se as expectativas depositadas nela são justas, razoáveis e equilibradas. Será de grande ajuda.
9 - Peça a sua opinião em temas diários de pouca importância, como onde ir passear, que actividade realizar, etc. Tal faz a criança sentir-se importante, auto-valorizar-se e respeitar-se a si própria.
Morder…
Uma coisa muito comum nas Creches – mas que costuma provocar muita preocupação nos pais – são as mordidelas. Principalmente no período de adaptação, em que, além da maioria das crianças estar a viver a sua primeira experiência social extra-familiar, os grupos estão em fase de formação, de “primeiras impressões”, ou em situações de entrada de crianças novas para a sala, as mordidas quase sempre fazem parte da rotina diária das crianças. Não é fácil lidar com esta situação, tanto para os pais (é muito doloroso receber o filho com marcas de mordida!) , quanto para nós, Educadores (que nos sentimos impotentes, na maioria das vezes, sem conseguir impedir que elas aconteçam).
É importante pensarmos sobre este tema; Por que é que as crianças pequenas se mordem umas às outras e às vezes até a si mesmas? Expressão de agressividade? Violência? Stress? Sentimento de abandono?
As crianças pequenas geralmente mordem para conhecer. Para elas, tudo o que as cerca é objecto de interesse e alvo de curiosidade, inclusive as sensações. O conceito de dor, por exemplo, é algo que vai sendo construído a partir das suas vivências pessoais e principalmente sociais, e não é algo dado á priori.
Mordendo o outro, a criança experimenta e investiga elementos físicos, como a sua textura (as pessoas são duras? São moles? Rasgam? Partem?), a sua consistência, o seu gosto, o seu cheiro; elementos “sexuais” (no sentido mais amplo da palavra), na medida em que morder proporciona alívio para as suas necessidades orais (nelas, a libido está basicamente colocada na boca) e ainda investiga elementos de ordem social, isto é, que efeitos esta acção provoca no meio (o choro, o medo ou qualquer outra reacção do amiguinho, a reprovação do Educador, etc).
É claro que, vencida esta primeira etapa de investigação, algumas crianças podem persistir em morder, seja para confirmar as suas descobertas ou para “testar” o meio ambiente (disputa de poder, questionamentos de autoridade, etc). Ou ainda, pode ser uma tentativa de defesa: ela facilmente descobre que morder é uma atitude drástica. Raramente a mordida é um acto de agressividade, e muito menos de violência, a não ser que estejam a viver alguma situação de intenso stress emocional em que todos os demais recursos estejam esgotados.
Com o passar do tempo de trabalho em grupo, o Educador tem a possibilidade de planear as suas acções e estratégias no sentido de fazer com que as crianças possam reflectir, sobre esta questão.
Artigo da Psicopedagoga Claudia Sousa
É importante debater com as nossas crianças o que é ou não correcto e porquê.
Espero que as imagens ajudem, apesar de não dever ser o único recurso para abordar este tema. O auxílio a músicas, histórias e debates em grupo devem completar a exploração deste tema.
Deixo duas sugestões diferentes para darem o conceito de tempo atmosférico e as diferenças que possam existir no estado do tempo.
São dois quadros do tempo, num a criança coloca a imagem correspondente ao tempo atmosférico que observa na janela em baixo do dia da semana em que se encontra e no outro a criança roda o ponteiro e indica a imagem que considera correcta. Se a criança errar, peçam para que observe melhor, indo até à janela.
Agora é preciso mãos à obra e bom trabalho!!!
Características de uma criança portadora de Síndrome de Down;
A maioria das crianças com Síndrome de Down apresenta um défice cognitivo, embora em dimensões muito variáveis. De um modo geral, o défice cognitivo é ligeiro a moderado, embora, raramente, possa ser grave.
As crianças com Síndrome de Down não apresentam, de um modo geral, uma deficiência grave, já que conseguem alcançar bons níveis de autonomia pessoal e social.
O Sindrome de Down provoca problemas cerebrais, de desenvolvimento físico e fisiológico e de saúde. Estas alterações orgânicas ocorrem maioritariamente durante o desenvolvimento fetal, pelo que o diagnóstico pode ser feito no momento do nascimento, o que é uma vantagem, pois, possibilita uma intervenção precoce.
A aparência física destas crianças é muito semelhante, no entanto, não quer dizer que cada uma não tenha características muito específicas e particulares.
Nestas crianças existe uma maior incidência de certos problemas de saúde, como: infecções, problemas cardíacos, do foro digestivo, sensoriais, entre outros.
Salas lotadas, crianças agitadas, falta de atenção, barulho constante, educadores com muito trabalho… são vários os motivos que justificam a prática na sala de aula de um trabalho contínuo de relaxamento, extremamente benéfico para manter um clima sereno no seio da escola.
Esta obra “Relaxar as crianças no Jardim-de-Infância” da Porto Editora, propõe cerca de 30 actividades/jogos originais, simples, sem qualquer tipo de custos, que promovem a calma e favorecem, em paralelo, o desenvolvimento motor.
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