Educao de Infancia

Julho, 2009


Caracterizao da agresso no – verbal

Jul 4, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras

A comunicao no-verbal exerce fascnio sobre a humanidade desde seus primrdios, pois envolve todas as manifestaes de comportamento no expressas por palavras, como os gestos, expresses faciais, orientaes do corpo, as posturas, a relao de distncia entre os indivduos e, ainda, organizao dos objectos no espao.

Pode ser observada na pintura, literatura, escultura, entre outras formas de expresso humana. Est presente no nosso dia-a-dia mas, muitas vezes, no temos conscincia de sua ocorrncia e, nem mesmo, de como acontece.

A comunicao verbal exterioriza o ser social e a no-verbal o ser psicolgico, sendo sua principal funo a demonstrao dos sentimentos. Em geral, atribuda maior relevncia comunicao verbal expressa pela linguagem falada ou escrita; entretanto, o homo sapiens sempre se comunicou mesmo que atravs de grunhidos e gesticulaes.

A comunicao no-verbal, entendida como aces ou processos que tm significado para as pessoas, classificada por Knapp em: paralinguagem (modalidades da voz), proxmica (uso do espao pelo homem), tacsica (linguagem do toque), caractersticas fsicas (forma e aparncia do corpo), factores do meio ambiente (disposio dos objectos no espao) e cinsica (linguagem do corpo).

Considerando que a capacidade de ouvir e compreender o outro inclui no apenas a fala, mas tambm as expresses e manifestaes corporais como elementos fundamentais no processo de comunicao, a cinsica, ou seja, o estudo da linguagem corporal, assume um papel importante na descodificao das mensagens recebidas durante as interaces profissionais ou pessoais.


Agorafobia na Criana

Jul 4, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Psicologia Infantil

A Agorafobia a ansiedade ou esquiva a locais ou situaes das quais poderia ser difcil (ou embaraoso) escapar ou nas quais o auxlio poderia no estar disponvel, no caso de ter um Ataque de Pnico ou sintomas tipo pnico.
(ex., medo de ter um ataque sbito de tontura ou um ataque sbito de diarreia)?

Os temores agorafbicos tipicamente envolvem agrupamentos caractersticos de situaes, que incluem:

Estar fora de casa desacompanhado; estar no meio de uma multido ou permanecer numa fila; estar em cima de uma ponte; viajar de autocarro, comboio, carro.

As situaes so evitadas (por ex., viagens so restringidas) ou suportadas com acentuado sofrimento ou com ansiedade acerca de ter um Ataque de Pnico ou sintomas tipo pnico, ou exigem companhia.

A esquiva de situaes pode prejudicar a capacidade do indivduo de ir trabalhar ou realizar actividades quotidianas (por ex., fazer compras do dia-a-dia, levar os filhos ao mdico).

A ansiedade ou esquiva fbica no melhor explicada por uma outra perturbao mental.

Causas da agressividade dos professores

Jul 3, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras

Causas da agressividade dos professores:
Falta de espaos fsicos adequados para as actividades quotidianas;
Insegurana e precariedade;
Professores enfrentam dificuldades materiais, situaes humilhantes, alunos agressivos, indisciplina institucionalizada;
Professores tm aulas muito tericas, sem motivao e empenho para tornar as suas aulas mais vivas;
Professores que so inseguros, que no sabem se fazer respeitar, que no sabem estabelecer com seus alunos regras respeitosas de convivncia;
Imaturidade dos alunos;
A figura do professor desvalorizada perante a sociedade em geral;
Actualmente os pais pensam que o professor, que passa a maior parte do tempo com os alunos, tem o papel de educar sozinho os seus filhos;
Falta de professores, baixos salrios, carga horria excessiva, falta de habilitao, metodologia inadequada, rotatividade excessiva, falta de treinamento e capacidade.

Perfil do Aluno Agressivo

Jul 2, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras

Perfil de um aluno agressivo

A imagem estereotipada de um aluno agressivo de algum impopular, cobarde e que agride porque inseguro. Contudo, a realidade mais complexa, e sobretudo menos linear, j que no so muitos os alunos que agridem e admitem terem-no feito. Ao nvel da investigao, este domnio das variveis individuais outro que se caracteriza pela falta de consenso entre os autores, sobretudo no que diz respeito popularidade, ansiedade, auto-estima e autoconfiana (Flood, 1994; Olweus, 1984, in Reid, 1989; 1993, in Flood, 1994; Sephenson & Smith, 1987; in Flood, 1994).

Algumas caractersticas apontadas nos agressores so o reduzido auto-controlo (Olweus, 1984; in Reid, 1989) e a reduzida capacidade de concentrao, ao mesmo tempo que so descritos pelos professores como tendo poucas qualidades atraentes (Sephenson & Smith, 1987; in Flood, 1994).
Na maioria dos casos, os rapazes so mais agressivos do que as raparigas, uma diferena notada na maioria das culturas no mundo inteiro, em quase todas as pocas. Os meninos acham-se especialmente inclinados a usar a agresso fsica, mas tambm mostram mais agresso verbal do que as meninas (Maccoby & Jacklin, 1974, 1980; Parke & Slaby, 1983).

Segundo Carlos Hilsdorf, a agresso no precisa ser explcita ou escancarada, ela pode ocorrer de forma verbal ou no-verbal. Desconsiderar pontos de vista, no ouvir atentamente as pessoas, subestimar a sua inteligncia e contribuies, interromper prematuramente as suas exposies, manter uma postura fsica ou expresso facial de superioridade so algumas entre tantas outras formas de agresso no verbal.

Muito provavelmente a indisciplina no contexto escolar irm gmea de outros comportamentos de contestao juvenil; e a sua interpretao deve ser feita no sentido da busca de identidade que caracteriza muitas das aces infantis. Ser criana no pode significar se aptico, aceitar sem discusso ou obedecer sem reflexo, embora tenha sido sempre assim, hoje em dia torna-se imperativo que o deixe de ser.

Segundo Daniel Sampaio (1996), para se combater a indisciplina a escola tem de analisar a forma como exercido o seu controlo. A preveno da disciplina est relacionada com a organizao pedaggica da escola, ou seja, a disciplina e a indisciplina so um produto das relaes pedaggicas estabelecidas pelos diversos protagonistas da realidade escolar.

Para se compreender o que a indisciplina, a escola tem de entender um conjunto de comportamentos que considera aceitveis, sob o ponto de vista pedaggico e social, para aquelas pessoas naquele contexto.

Tambm Perrenoud (1995), defende que a escola no pode ser um local onde se vai gratuitamente, precisa de ser um bem que se cultiva e que se enriquece participando na sua vida. S o aluno interessado pode ser aluno disciplinado.

O conflito com as normas e valores vigentes, o desafio autoridade, o conflito com outras geraes e a necessidade de ser diferente, so lugares comuns na descrio do perodo etrio que a infncia/juventude. Estes so fundamentais ao nvel familiar, na conquista de alguma autonomia por parte da criana e estabelecimento de relaes de interdependncia com os pais, caracterizadas por um equilbrio entre vinculao e autonomia. A ruptura ou afastamento temporrio so muitas vezes indispensveis no prosseguimento destas mudanas, podendo este corte ser manifesto mais ou menos abertamente. A autonomia conquistada em termos instrumentais e emocionais vai permitir criana um processo de explorao e questionamento do mundo e de si prprio, imprescindveis na construo da sua identidade.

Ainda que compreensvel a constatao de que muitos dos comportamentos perturbadores dos jovens so realizados em grupo, importa avaliar at que ponto est ou no a ocorrer uma presso do grupo para a realizao desses mesmos comportamentos. A necessidade da identidade de grupo, o medo de ser excludo ou criticado ou o risco de ver a sua auto-estima ser fortemente atingida, levam muitas vezes o jovem a um conformismo em relao ao seu grupo. A importncia desse mesmo grupo enquanto espelho de si prprio, explica muitas das condutas do jovem como uma necessidade de aprovao ou de ganhar estatuto nesse mesmo grupo.

Por ltimo, o desenvolvimento scio-cognitivo revela-se ele prprio condicionante das estratgias que a criana adopta na resoluo de conflitos, sendo neste perodo mais baseadas na fora fsica do que na negociao, com uma reduzida empatia para com os sentimentos e pontos de vista do outro, capacidade que tambm ser adquirida com a idade. A antecipao das consequncias, traduzida tambm numa capacidade de adiar gratificaes, que permite criana uma descentrao do aqui e agora em que habitualmente funciona, para uma viso mais a longo prazo dos acontecimentos e das suas implicaes. Esta competncia, em desenvolvimento no jovem, na sua ausncia apontada por alguns autores como sendo responsvel por alguns desses comportamentos, nomeadamente de agressividade.

Em suma, o desenvolvimento psicolgico encerra caractersticas ou incapacidades que tm expresso em comportamentos possveis de serem enquadrados em qualquer um dos conceitos apresentados. Contudo, estes comportamentos no devem ser assumidos como uma predisposio ou afirmao de qualquer um desses conceitos, mas antes como um quadro desenvolvimental e portanto passageiro.
Berkovitz (1987) e Coslin (1987) referem-se especificamente ao carcter normativo destes aspectos num contexto desenvolvimental, afirmando o primeiro que a agressividade e os seus modos de expresso so aspectos cruciais na juventude devido ao seu significado desenvolvimental e consequncias psicossociais.

Coslin salienta de igual modo a importncia e significado desenvolvimentais da agressividade, e refere uma afirmao de um autor grego do sc. V a.C. que ilustra o carcter normativo do quadro apresentado:

os jovens de hoje adoram o luxo; no tm maneiras, ridicularizam a autoridade e no tm nenhum respeito pelos seus progenitores. Os filhos so verdadeiramente uns pequenos tiranos. J no se levantam quando uma pessoa de idade entra na sala onde esto, contrariam os pais, esto mesa como glutes e fazem a vida um inferno aos professores.

Existem diferentes grupos de variveis que podem ser utilizados para explicar os actos de agressividade. So eles:
As prticas educativas;
A herana gentica;
A personalidade;
O estatuto na sociedade;
O meio;
A influncia do grupo de pares;
O contexto imediato e estado motivacional;
A percepo das consequncias da situao.

Com o modelo de Clarke (1977), Baker e Waddon (1989) defendem que este bastante abrangente, pois abarca diferentes correntes tericas frequentemente apontadas para a explicao e compreenso dos problemas comportamentais que salientam o contributo de factores individuais, do meio prximo ou da sociedade em geral.

Carta de Princpios da Educao Rodoviria no Sistema Educativo

Jul 1, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Colorir, Educao Rodoviria

Artigo 1

criana e ao jovem dever ser garantida a educao rodoviria.

Artigo 2

A educao rodoviria dever ser assumida como parte indissocivel(1) da formao global do cidado.

Artigo 3

A educao rodoviria dever ter por finalidade a criao de uma cultura em que a segurana rodoviria seja encarada pela sociedade coo um valor a preservar e a desenvolver.

Artigo 4

A educao rodoviria dever proporcionar experincias que favoream a maturidade cvica e scio-afectiva da criana e do jovem, desenvolvendo atitudes e comportamentos adequados para uma insero segura em ambiente rodovirio.

Artigo 5

A educao rodoviria dever fazer parte integrante do sistema educativo, constituindo-se como matria curricular nos diferentes nveis de educao/ensino.
Artigo 6

A Escola dever constituir o ambiente privilegiado para a explorao pedaggica da educao rodoviria, enquanto espao estruturado nos diferentes domnios do conhecimento nos quais a educao rodoviria se poder, eficazmente, corporizar, em termos de continuidade, sistematizao e progresso pedaggica.

Artigo 7

Aos docentes dever ser atribudo um papel fulcral como agentes activos da educao rodoviria, o que pressupe uma adequada formao inicial e continua que os habilite a uma eficaz interveno educativa.

Artigo 8

famlia cabe assumir, no seu papel educativo, uma aco determinante na interiorizao de atitudes e no desenvolvimento de comportamentos adequados, em material de segurana e educao rodovirias.

Artigo 9

s autarquias dever caber um papel primordial, enquanto entidades promotoras e dinamizadoras da educao rodoviria, na gesto de equipamentos e infraestruturas logsticas e ambientais orientadas para a melhoria das condies de segurana da criana e do jovem.

Artigo 10

A educao rodoviria dever constituir tarefa de todos os agentes educativos, corresponsabilizando igualmente entidades pblicas e privadas que possam transmitir criana e ao jovem valores scio-educativos, na perspectiva de uma formao ao longo da vida.

Edio e produo:

Departamento da Educao Bsica e do Ensino Secundrio do Ministrio da Educao, Direco Geral de Viao e Preveno Rodoviria Portuguesa.

(1) Que no se pode dissociar; inseparvel.


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