Educao de Infancia

Setembro, 2009


A primavera tinha chegado finalmente. A Natureza reencontrara as suas belas cores.
As flores abriam as ptalas para melhor se colorirem. Os animais cantavam e brincavam.
Estavam todos felizes. Todos, excepo de uma borboleta branca. S ela se lamentava. Estava desesperada. As suas grandes asas eram completamente brancas. Gostaria de ser uma borboleta multicolor. A Natureza tinha-lhe pregado uma partida.
Ento, chorando de tristeza, procurou incansavelmente um meio de se colorir, esfregando-se com o plen das flores ou rebolando-se na erva molhada.
Uma bela manh, banhou-se na lama. Uma r, que habitava perto, no acreditou no que os seus olhos viam: Ter prazer em se sujar deste modo, deveras repugnante!
Mas, ao secar, a lama quebrou-se e transformou-se em p que voou ao sabor do vento. As asas da nossa borboleta, de novo, imaculadas de brancura. Que decepo!A borboleta branca pensava que, se comesse cenouras, podia ficar cor-de-laranja. Por isso, foi visitar o seu amigo coelho. Infelizmente, no conseguia trincar to grande legume. Teve de renunciar ao seu projecto.Um dia esfregou-se num enorme morango. O sumo fez-lhe muitas manchas vermelhas nas asas. A borboleta branca ficou muito contente. Mas uma joaninha que descansava numa folha disse-lhe intrigada:
– Que te aconteceu? Feriste-te?
A joaninha tinha confundido o sumo vermelho do morango com sangue!
Muito humilhada, a borboleta branca lavou as asas numas gotas de orvalho.
Chegara o Vero. As borboletas resplandeciam ao sol como papagaios multicolores. Para elas, era uma festa. Mas no para a nossa borboleta branca. A sua vergonha era to grande que, amuada, pousava numa margarida para se esconder. Esta flor era a sua nica amiga. Tambm ela tinha, em vo, utilizado todos os meios para se colorir.
Um dia, aconteceu que Fabrice, um rapazinho, passou no campo com a sua rede de borboletas, para apanhar as mais bonitas de entre elas. A borboleta branca no se assustou, pensando que a sua brancura no cativava aquele pequeno caador. Contudo, Fabrice parou junto dela, admirado, e perguntou-lhe:
– Porque s toda branca? Que te aconteceu para perderes as tuas cores?
– Pobre de mim! Nunca as tive; os anjinhos-pintores devem ter-se esquecido de mim.
– Pobre borboleta! triste o que te aconteceu. Mas tenho uma ideia amanha voltarei para cuidar de ti.
Mal chegou a casa, Fabrice procurou a sua caixa de aguarelas:
– Amanh, vou pintar as asas daquela pobre borboleta branca.
Na manh do dia seguinte, partiu s pressas, com a caixa das aguarelas debaixo do brao, para ir ter com a sua amiga que o esperava pousada numa papoila:
– Trouxe as minhas tintas para pintar as tuas asas. Ficars a ser a mais bonita das borboletas.
Ento Fabrice escolheu as cores mais bonitas para pintar as asas da borboleta. No final, tremendo de alegria e de emoo, ela foi mirar-se num charco de gua. Virava-se, tornava-se a virar, dava voltas e mais voltas. No estava a sonhar, as suas asas j no eram brancas!
Todos os animais da vizinhana ficaram pasmados. No acreditavam no que viam: aquela borboleta era realmente extraordinria.
A borboleta branca estava feliz, causava a admirao de todos. A meio do Vero, os insectos organizaram um concurso de beleza. Pela primeira vez na sua vida, a nossa borboleta pode participar. Foi vivamente aplaudida e o jri admirou as suas cores raras, a tal ponto que lhe concebeu o pistilo de ouro. Era um sucesso!
– Numa bela tarde, uma menina, Aurlia, parou junto desta esquisita borboleta de asas diferentes:
– Tenho de a apanhar para a minha coleco!Correu atrs dela e no tardou a prende-la na sua rede. Mas, de repente, umas grandes nuvens negras deixaram cair uma chuva que apagou as belas cores da borboleta. Aurlia, espantada e desiludida, soltou-a.
Tremendo de medo, a borboleta esvoaou e, depois, rodopiou de alegria: a sua brancura e a chuva acabaram-lhe de lhe salvar a vida. Muito alegre, a borboleta branca foi ter com a margarida, que continuava triste por ser branca:
– No sabes a sorte que tens por seres branca. Se fosses colorida, h muito que te teriam colhida, minha amiga.
– Tens razo, no tinha pensado nisso admitiu a margarida, corando de prazer.
– E olha para a lua!… Tambm ela branca e muito feliz assim! A nossa borboleta branca e a margarida desataram a rir. O branco era to bonito!…

Os Bbs em Berario e Creche – O Papel do Educador

Set 21, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Berario, Creche

Quando os bebs nascem, captam pouco do mundo que os rodeia e compreendem ainda menos. Como os seus sentidos no esto focalizados, eles olham sem perceber o que vem e ouvem sem entender o que significa o som.
Nas primeiras semanas de vida, nem sequer se apercebem de que esto separados do mundo sua volta. No sabem controlar nem o corpo nem o mundo.
Antes de um beb saber descobrir o seu mundo, precisa de saber onde termina o seu corpo e comea o resto do mundo. Para isso, tem de perceber primeiro o que pode fazer para que as coisas aconteam, o que seria mais fcil se pudesse controlar o que o seu corpo faz.
Todavia quando o beb nasce, j possui um conjunto de reflexos que demonstram o seu instinto natural de sobrevivncia. Todos estes reflexos desaparecem por volta dos trs meses, pois caso contrrio, o seu desenvolvimento ficaria comprometido e as novas capacidades no poderiam surgir.
A melhor forma de ajudar e encorajar o desenvolvimento do beb atravs dos sentidos viso, audio, tacto, olfacto e paladar porque estes so os meios que utilizar para explorar o mundo antes de se poder movimentar nele sozinho.
Durante os primeiros meses, os bebs pouco mais fazem do que dormir e comer, mas de vez em quando comeam a surgir traas da sua personalidade.
Entre os dois e os trs meses, o beb j capaz de fazer mais coisas e est cada vez mais interessado pelo mundo. A criana bate nos objectos, leva a mo boca e agarra um brinquedo. Em breve, o beb percebe que ele prprio a fazer o barulho com a boca.
Entre os trs e os seis meses, o beb segura no brinquedo e explora-o com as mos e a boca. Bater e atirar brinquedos parece ser uma resposta universal.
Entre os seis e os nove meses um dos feitos mais importantes dos bebs conseguir mudar de posio. Conseguem rolar em ambas direces, sentar-se sem ajuda, sentar-se e virar (sem cair), passar da posio de bruos para a posio de sentado e por fim levantar-se.
Durante estes meses, os bebs do enormes passos cognitivos medida que se apercebem do mundo que os rodeia. Entre os nove e doze meses, os bebs parecem estar sempre em movimento.
Os brinquedos de empurrar e puxar so tambm teis pois do criana algo a que se pode agarrar, dando apoio.

Os bebs esto assim a aprender habilidades novas e a conseguir mover-se e a tentar descobrir como que as coisas funcionam atravs de explorao.

funo do Educador de Infncia, planificar e criar todas as condies necessrias para estimular o desenvolvimento dos bebs, nunca esquecendo que cada beb tem o seu prprio ritmo.

Os primeiros anos so fundamentais para a formao da personalidade do beb. Ser papel do educador ajud-lo a seguir em frente e caminhar com ele na apaixonante aventura de crescer.
Qualquer beb transforma um objecto por mais estranho que parea – num brinquedo.

Fonte: Programao e planificao na creche 0-1 ano: Bola de Neve

Os Brinquedos na Educao Pr-Escolar

Set 20, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras, Educao de Infncia, Pais

A criana precisa de inovar e de criar. No necessrio ter muitos brinquedos ao mesmo tempo. Ela pode mudar de um para o outro, insatisfeita diante de uma escolha to grande.

A maneira de normal das crianas aprenderem a brincar. Para elas, brincar e aprender no so actividades antagnicas, por isso, beneficiam se lhes forem proporcionadas situaes de aprendizagem divertidas.

Uma criana muito pequena precisa de brinquedos que estimulem os cinco sentidos, os adequados para um beb com menos de um ano so aqueles que lhes proporcionam a experincia de cores, texturas, materiais e formas interessantes e variadas. Os que fazem barulho e reagem a aces, como os guizos, do-lhe uma sensao de controlo e estimulam o desenvolvimento das competncias de manipulao e de coordenao.

O beb tem necessidade de conhecer e sentir a conscincia dos materiais, a forma e as cores diversas. O beb deve ter muito tempo para essas exploraes. Uma das formas de estimular o desenvolvimento do beb criar as condies para brincadeiras criativas num ambiente estimulante.
O melhor brinquedo para uma criana aquele que a fascina eternamente e ao qual ela volta sempre, porque lhe oferece cada vez mais estimulo e divertimento. E quanto menos elaborado e mais bsico for o brinquedo, mais possibilidades oferece imaginao da criana.

importante no ignorar que medida que os bebs se desenvolvem, necessitam de estmulos diferentes e a escolha de brinquedos deve reflectir essas diferentes necessidades.

Fonte: Programao e planificao na creche 0-1 ano: Bola de Neve

Histria ” A Sr Roda dos Alimentos”

Set 19, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Alimentao, Sade Infantil

Era uma vez uma senhora muito redondinhaesta senhora era muito redondinha e muito brincalhona. E sabem qual era a sua brincadeira preferida? Ela adorava brincar com todos os alimentos: com as cenouras, com a maa, com a cebola, com o nabo, com a abbora, com o morango, com a couve-flor, com a alface, com a gua com as cerejas, com o anans, com o pepino, com o po, com o leite, com o iogurte, com o queijo, com os ovos, com o azeite, com a manteiga.

Certo dia, andava a senhora muito redondinha na sua brincadeira quando decidiu fazer um jogo com todos os alimentos. Os alimentos gostaram muito da ideia, porque tambm adoravam brincar. Ento, a senhora muito redondinha pediu a todos os alimentos que estivessem com muita ateno para explicar o jogo:

– Todos os alimentos do mesmo grupo ou famlia vo juntar-se para formar um grupo explicou a senhora muito redondinha.
– Vamos jogar? perguntou a senhora roda.
– Sim responderam todos os alimentos em coro.
De repente, gerou-se uma grande confuso, porque uns alimentos queriam ficar no mesmo grupo e outros no sabiam para onde haviam de ir
A senhora roda voltou a explicar que s podiam ficar no mesmo grupo, os alimentos parecidos, por exemplo, a ma, a pra e outras frutas formavam um grupo
As cenouras, as couves e outros legumes formavam outro grupo
A massa, o arroz, o po, outro grupo
O leite, o queijo, os iogurtes outro grupo
O feijo, o gro, as ervilhas formavam outro grupo
Os ovos, a carne, o peixe juntos formavam outro grupo..
O azeite, a manteiga, o leo outro grupo..
Depois desta explicao, os alimentos comearam a juntar-se em grupos

Assim, a maa, o morango, a pra, o anans e as cerejas juntaram-se e formaram o grupo das frutas.

A seguir, o tomate, a cenoura, o pimento, a couve-flor, a alface, a cebola, a abbora, o nabo, o pepino juntaram-se e formaram o grupo dos legumes.

Depois, a massa, o arroz, as batatas e o po formaram o grupo dos hidratos de carbono.

O feijo, o gro, as ervilhas formaram o grupo das leguminosas.

O leite, o queijo e o iogurte formaram o grupo dos lacticnios .

Os ovos, a carne e o peixe formaram outro grupo, o das protenas .

O azeite, a manteiga e o leo formaram o grupo das gorduras.

Mas sobrava um alimentoa gua. A senhora roda explicou que a gua era muito importante e ficava nomeio de todos os outros grupos, porque todos os alimentos so constitudos por gua.

Quando todos os alimentos estavam juntos em grupos, a senhora roda dos alimentos explicou que cada grupo era muito importante e que se devia comer um pouco de todos os grupos, comendo mais dos grupos maiores e menos dos grupos mais pequenos.

Criana Saudvel vs Criana Doente

Set 18, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Sade Infantil

Criana saudvel
Bem disposta e activa
Sempre pronta a brincar
Curiosa, v e mexe em tudo
Come com apetite
Dorme bem, e se acorda durante a noite quer brincadeira.

Criana Doente
Irrequieta, no se entretem com nada
Perde o interesse pela comida
Sono agitado, acordando por vezes a meio da noite chorando ou gemendo
Triste e prostrada
Desinteressada pela brincadeira.

As Convulses na Criana

Set 17, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Sade Infantil

Sintomas:

Subida da temperatura; Rigidez sbita no corpo; Espasmos musculares; Espuma na boca; Perda de conscincia

Como Agir:

-Deitar a criana no cho em posio lateral.
-Retirar todos os objectos em redor da criana.
-Proteger a cabea da vtima.
-Aliviar a roupa em excesso.
-Observar se respira.
-Reduzir luz e rudo.
-Permitir descanso aps a crise.
-NO reprimir os movimentos.
-NO em introduzir nada na boca.
-NO atirar gua para a cara.

Descasca a Castanha

Set 16, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Estimulao leitura e escrita, lengalengas

DESCASCA A CASTANHA
Descasca a castanha
muito bem descascadinha.
Vers que, dentro da casca,
tem outra casca
castanha clarinha.

Uma Lengalenga para ensinarem no Outono.


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