Educao de Infancia

Ser educador nos dias de hoje

Set 2, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Educao de Infncia

Os nossos meninos no so os de antes…

Trocaram os brinquedos de madeira pelos sofisticados

brinquedos de luz e som, que s com o simples toque numa

tecla fazem aparecer o mundo fantstico da electrnica.

As educadoras no as de antes…

Fotocopiam, ampliam, colam papis de texturas maravilhosas,

e reconstroem pegadas de animais pr-histricos s com o

simples acto de misturar gua e gesso…

Mas h coisas que no mudam, que o tempo e os anos

respeitam… O olhar de uma criana de mo dada com o/a

seu/sua educador(a) e o contacto silencioso, caloroso,

so sinais entranhados de um cdigo nico,

de um sentimento profundo de amizade.

Uma criana e o/a seu/sua educador(a)…so capazes de tudo.

Podem passar horas juntos escutando cantigas, resolvendo

problemas com caricas e pauzinhos ou simplesmente a brincar

com a imaginao. Podem fazer as maiores invenes e tentar

salvar o mundo plantando uma rvore.

No so as crianas de antes…

As educadoras e os educadores no so os de antes…

O mundo no o de antes..

Mas h coisas que no mudam, a capacidade de

desumbramento, a fora da natureza, o olhar de uma

criana e o carinho de um(a) educador(a)

que se entrega se condies, dia-a-dia,

qu sonham e trabalham juntos por um mundo

melhor, com um cdigo nico, eterno, poderoso,

indestruvel: o de uma profunda amizade.

O medo na criana

Set 1, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Psicologia Infantil, Sade Infantil

O medo uma emoo bsica, que coloca o nosso organismo em sobre-alerta e o prepara para fugir e/ou defender-se perante a percepo de perigo. A generalidade das crianas passar por algum sintoma de medo durante a sua infncia, em especial as raparigas que, no entanto, tm uma maior facilidade em ultrapass-lo. Esta maior facilidade estar, provavelmente, ligada a uma maior capacidade em exteriorizar sentimentos e emoes que, em consonncia com a ajuda dos pais, lhes possibilita uma melhor compreenso dos seus sentimentos, e leva a uma procura mais eficaz de estratgias para lidar com os mesmos.

Desta forma, ao falarmos de medos, devemos encar-los enquanto emoo saudvel, com uma funo adaptativa: alertar para os perigos que rodeiam.

Os medos esto ligados a etapas especficas do desenvolvimento. Apesar de serem tarefas desenvolvimentais que tero de ultrapassar, o modo e a intensidade com que os sentem varia de criana para criana, de acordo com a sua personalidade, a dos pais, entre outros factores. Com o crescimento e correspondente maturao cognitiva e emocional, a criana, com a colaborao dos pais, vai encontrando estratgias eficazes para lidar com os medos, pelo que, na sua maioria, acabam por desaparecer.

Nos primeiros tempos de vida duma criana, o seu medo est muito ligado ao receio de perda do seu cuidador, a sua figura de referncia (geralmente a me), denominando-se de medo ou ansiedade de separao. Por volta dos 7/8 meses de vida, os bebs adquirem a capacidade de distinguir os rostos familiares, em especial o da sua me, em contraste com os que desconhece. Surge aqui uma fase denominada de Angstia do Estranho, caracterizada pela manifestao, por parte da criana, de medo ou ansiedade perante a presena de estranhos, ou pessoas com quem tenha menos contacto. Nesta fase, as crianas ainda no adquiriram uma competncia, a da “permanncia do objecto”, que consiste no saber que, quando algo (ou algum) sai do seu campo de viso, pode voltar. Para o beb, quando tal acontece, ele sente medo por esse objecto deixar de existir.

A partir dos dois anos, frequente a criana comear a ter medo de ser abandonada pelos pais e, consequentemente, de qualquer separao que possa ocorrer. igualmente nesta fase que se verifica um aumento do medo dos animais, que costuma perdurar at por volta dos quatro anos.

A imaginao assume um papel preponderante nos medos das crianas e , com o aproximar dos trs anos (altura em que a imaginao se torna mais rica e atinge um maior grau de desenvolvimento) que potenciado o surgimento do medo do escuro, dos monstros, fantasmas, ladres, entre outros. Este um dos medos mais comuns entre as crianas, sendo transversal a vrias culturas e civilizaes. Geralmente surge entre o terceiro e o sexto ano de vida da criana, e habitualmente ultrapassado at entrada para a escola. Ocorre com especial incidncia na hora de dormir, momento em que a criana se sente “desprotegida”, pois confronta-se com a separao fsica dos pais, bem como com a segurana que esta presena lhe oferece.

Com o atingir dos seis anos de idade, a criana atinge uma fase de desenvolvimento que lhe permite encarar a morte como algo irreversvel, perdendo o seu lado fantasioso e assumindo uma vertente mais concreta, o que lhe provoca medo da sua prpria morte, bem como a das suas figuras de referncia. Verifica-se aqui uma transio do medo de separao para o medo de morte. A, apresenta uma associao de morte a coisas concretas, como a uma pessoa, a caixes, cemitrios, etc.

Paralelamente entrada para a escola, e ao longo do seu curso, surgem medos ligados a esta nova etapa da sua vida, bem como aos desafios a ela associados. O medo de se expor, ter de falar nas aulas, ir ao quadro, as histrias contadas de agresso dos mais velhos, entre outros, causam apreenso s crianas. Aqui os medos esto muito ligados identidade da criana, sua auto-estima e sentimentos de insegurana. Poder surgir o receio de ser diferente, ser gozado pelos outros.

Esta insegurana e medo assumem um papel marcante num espao como a escola, pois estes sentimentos podero transmitir criana a sensao de impotncia perante a resoluo de dificuldades que at pode percepcionar como no perigosas, mas que apenas no se sente capaz de as ultrapassar. Nestes casos, essencial que os pais e/ou educadores saibam escutar a criana, desmistificar esses sentimentos e, sobretudo, ouvi-las e ajud-las no sentido de encontrar estratgias eficazes para a resoluo dos seus medos.

Os Pais podem ajudar

impossvel os pais evitarem o sentimento de medo por parte dos seus filhos (o que tambm no seria salutar). Ao invs disso, podem ter um papel preponderante no auxlio da procura de estratgias que permitam criana lidar convenientemente com os obstculos com que confrontada e lhe permitam ultrapassar o medo.

Os pais ao se depararem com os medos dos seus filhos, naturalmente podem manifestar confuso e algum desconhecimento sobre a forma mais adequada para lidar com a situao. Antecedente procura de estratgias para ultrapassar esses medos, fundamental que os pais validem e respeitem os sentimentos dos filhos, e tal passa por nunca os ridicularizar ou desvalorizar. Os medos so fruto do processo de desenvolvimento da criana, o que acarreta novos desafios. So um factor positivo, e dessa forma que devero ser encarados, apesar do filho ainda no ter atingido um nvel de maturao que lhe permita enfrentar esse medo da forma mais eficaz.

O bem estar emocional da criana favorecido pela existncia de cumplicidade com os pais. A criana ao ter medo, enfrenta o anseio de no o conseguir ultrapassar, bem como o de ser a nica que passou por este sentimento. O acto dos pais relatarem criana que tambm eles passaram por situaes semelhantes, inclusive uma similar que o filho sente, f-las sentir apoiadas e aceites, transmite-lhes a possibilidade de vencerem os seus medos e serem “grandes e fortes” como os seus pais. Procure explorar com os seus filhos formas de resolver as situaes, podendo tambm dar exemplos de como conseguiu resolver os seus prprios medos.

A promoo do dilogo entre pais e filhos uma das melhores “ferramentas” que se pode transmitir aos filhos. Essa abertura ao dilogo, permite deixar uma “janela aberta”, o que facilitar criana a procura dos pais (ou outras figuras de referncia) quando se sentir ameaada, ou estiver a lidar com sentimentos perante os quais sente dificuldades em lidar. S o acto da criana falar e explicar os seus medos aos pais, serve de alvio e, alm de promover uma maior aproximao entre os pais e os filhos, um importante passo na procura conjunta de solues para os problemas.

Uma estratgia universal perante uma situao percepcionada como perigosa a fuga ou o evitamento. Torna-se importante a consciencializao que, s atravs do enfrentar dos desafios, que conseguimos ultrapass-los. Recorrendo aceitao e validao dos sentimentos dos filhos, cabe aos pais ajudarem a criana na procura da forma mais eficaz de resoluo do problema, ao invs da fuga, frequentemente a primeira resposta questo ansiognica. Os medos, sendo marcadores do desenvolvimento da criana, funcionam como tarefas desenvolvimentais, s quais cabe criana ultrapassar, resultando na promoo da autonomia da criana, no seu desenvolvimento emocional, que consequentemente se repercute ao nvel do seu auto-conceito. O enfrentar atempado dos medos evita que, a longo prazo, estes possam possuir uma dimenso patolgica resultante em fobias.

Adaptao das crianas ao Jardim de Infncia

Ago 31, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Jardim de Infncia

OJardim de Infncia um momento e um tempo de socializao para a criana que se diferencia daqueles que ela viveu at essa altura por acontecer num espao novo, com muitas pessoas novas e longe das figuras parentais e/ou outras significativas.

Por este motivo, importante que este momento decorra com a maior serenidade e afecto possveis, mas tambm sem hesitaes, para que a criana sinta esta nova etapa como uma situao segura e acolhedora – um caminho por onde se pode aventurar sem receio.

Se a me e o pai esto felizes por eu estar aqui porque este um stio bom para eu estar. claro que eu vou estrebuchar quando eles disserem que vo trabalhar e que mais logo voltam para me buscar. Eu gosto deles e quero que eles fiquem aqui enquanto eu brinco. Era bom eu poder explorar todo este mundo novo e eles aqui maravilhados a olhar para mim; e mais importante que isso, sempre a jeito para um abrainho de apoio ou de proteco.

Mas chega um momento em que as crianas percebem que o mundo algo mais que uma mera continuidade de si prprios e, nesta linha de ideias, tm de aprender que aquelas duas pessoas, para alm de serem os pais que o adoram, so tambm duas pessoas com outras coisas suas para ser e fazer. Assim sendo

Quando eu perceber que os meus pais, voltam sempre para me vir buscar, eu aprenderei que posso brincar e divertir-me descansado enquanto eles aqui no esto. Porque eles adoram sempre ver-me de novo. Porque me beijam e me abraam. E, desta forma, eu estou a crescer certo do seu amor.

Higiene Oral

Ago 30, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Sade Infantil

importante sensibilizar desde cedo as crianas, para os problemas que afectam a sade oral, a fim de tentar evit-los ou minimiz-los.

A escovagemdeve ser sempre supervisionado por pessoas mais velhas (pais, avs, educadores), tendo especial ateno quantidade de dentfrico colocado na escova e a possibilidade de ingesto do mesmo;

Cantem com as vossas crianas esta msica, e expliquem o que acontece caso no tenham cuidados com os seus dentinhos.

UM COPO COM GUA

Um copo com gua
Uma escova e pasta
Para lavar os dentes
o que me basta

Esfrego, esfrego, esfrego
Com muito cuidadinho
Com os dentes lavados
Que rico cheirinho.

Tcnica correcta de escovagem

Nas crianas at5/6 anos

  • O incio dos hbitos de higiene oral deve ocorrer logo desde a erupo doprimeiro dente do beb;
  • Devem ser executados suaves movimentos de rotao sobre cada face dentria eem todas as faces, seguindo uma sequncia de dente a dente;
  • No finalpode ser executada a escovagem da lngua, desde a base at ponta.


Veja mais em:

www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/infancia/Saude+oral+na+infancia.htm

Faam com que o sorriso das vossas “estrelinhas”, brilhe tanto como elas.

Recados para os pais

Ago 29, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Educao de Infncia

Ns Educadores,por vezes, sentimosnecessidade de comunicar algo aos pais (pedir equipamento para a aula de Educaco Fsica ou a elogiar o desempenho do filhote durante uma actividade, etc)

Para vos auxiliar nesta tarefa, deixo aqui, um exemplo deum recadinho para imprimirem.

Obesidade infantil

Ago 28, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Sade Infantil

A Obesidade Infantil um problema crescente e tem que ser uma grande preocupao para ns Educadores.

A Obesidade trs graves consequncias para as vidas das nossas crianas.

Recorde-se que a Obesidade uma doena que afecta seis em cada dez portugueses. Os nmeros so to elevados quanto as patologias associadas Obesidade: Colesterol alto, problemas cardacos, entre outros.

No mau ser-se gordinho, mas grave ser-se obeso.

Os pais so os principais responsveis pela educao alimentar dos filhos, por isso, importante que os sensibilize para estas realidades.

Este folheto, depois de imprimido e exposto nas vossas salas, talvez ajude. pequeninos-gordinhos

Olha que as papoilas

Ago 28, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Msicas Infantis

OLHA QUE AS PAPOILAS

Olha que as papoilas so altas, altas, altas
Tu s pequenino,
J pulas e j saltas
Se fores pelo caminho
E o sol te aquecer
Olha que as papoilas no so para comer.

Brincos de cereja, a todos ficam bem
Brincos de cereja, eu quero ter tambm
Se fores pelo caminho
E o sol te aquecer
Olha que as cerejas
So boas pra comer, so boas pra comer.

Uma msica infantil para cantaremcom osvossos meninos.


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