Educao de Infancia


Como vemos a Infncia?

Nov 11, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras

Referimo-nos infncia permite-nos dar resposta a algumas questes directamente relacionadas com a necessidade de ajudar a criana a ver-se como sujeito da sua prpria aprendizagem.

Mas a que criana nos referimos? Ser que todos nos baseamos num conceito de criana comum? Nas representaes de cada um de ns, as crianas sero todas iguais? Se sim..em que aspectos? Se no… em que se diferenciam? E a escola, de um modo geral, a que crianas procura resposta? Ser esta escola um espao de respeito pelas diferenas ou de construo da homogeneidade?

Tanto quanto possvel, importante, atravs da reflexo crtica, pensar nestas questes e procurar dar-lhes resposta, analisando, em primeira instncia, que respresentaes sociais tem cada um de ns e, consequentemente, transmite s crianas em situaes concretas da sua prtica educativa. imprescindvel que a criana seja efectivamente uma criana real, a criana que, quotidianamente encontramos nos espaos educativos para assim podermos compreender as suas necessidades, interesses e identidade.

Dar-nos esta possibilidade implica rever a viso que temos sobre a infncia e transform-la num objecto de estudo e de reflexo constante.

Trata-se, acima de tudo, de pedir aos Educadores que formem adultos reflexivos, com capacidade para pensar antes de agir e realizar-se a si mesmos tendo como eixo valores que os levam a procurar uma sociedade melhor, pois aqui reside um dos mais profundos sentidos da profisso docente, da nossa profisso.

As Recentes Notcias em Educao

Jul 23, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras, Educao

Eu sou uma profissional, tento ser justa mas no posso ser conivente. Existem situaes com as quais eu no concordo nem nunca vou concordar, independentemente dos “ses”. Em Portugal transita-se uma criana com 9 negativas, ou seja nem numa rea ela teve sucesso.

Expliquem-me como possvel? E h muito boa gente que por dificuldades econmicas, sociais, fiscas, psicolgicas, etc se v retida com um nmero de negativas muito inferior. Que justia esta? E aqueles alunos que lutam para conseguir um curso superior, que os pais pagam com muito esforo explicaes para entrarem no que tanto desejam?

Eu sou Educadora e luto no por direitos iguais mas por igualdade de oportunidades mas no assim que se obtm. Eu sei que vai haver muita gente a criticar-me mas a minha opinio e vale como todas as vossas. Isto no Educar! O que foi feito durante o ano para que o aluno tivesse melhores resultados? Ser que s se lembraram dele no dia da avaliao final?

Enquanto Portugal tiver uma Ministra que seja contra “chumbar” este pas no vai ter um futuro nada feliz. Estas crianas que hoje andam pelos bancos da escola, vo ser os nossos Engenheiros, Mdicos, Advogados, Cozinheiros, Gestores, tero eles competncias para tal?

A Educao muito mais que um Magalhes, muito mais que transitar ou no. De que nos serve ter uma uma populao feliz com um Diploma na mo, se no est apto para exercer e esta condenada ao desemprego.

No trabalhem para estatsticas, trabalhem para a realidade. Sejam exigentes porque isso no traumatiza nenhum aluno. A vida vai ser muito mais exigente com eles e no vai estar preocupada com os possveis traumas.

Os professores tm medo de no transitar um aluno e transformam a Educao num facilitismo tal, que s prejudicam os alunos que nada aprendem nem o respeito por que tenta (mesmo em condies muitas vezes miserveis) ENSINAR.

Ensinar e Aprender no so notas/avaliaes, so esforos de professores e alunos, so vivncias, so trocas, so partilhas, so uma infinidade de acontecimentos que os polticos no entendem.

So as pessoas que fazem a Educao e isso faz-se no terreno, no s no papel, por pessoas que sabem muito pouco sobre Educao e tm pouco mais que a experincia pessoal ou a ideia remota do que foi a sua vida escolar. E so estas pessoas que decidem os destinos da Educao e os “disparates” que por c se fazem. no mnimo triste!

Para ver as notcias a que me refiro, na integra, pode encontra-las aqui e aqui.

Veja mais aqui e aqui.

Relao Escola/Famlia

Jul 9, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras

Importncia do envolvimento parental
Abordagem sistmica da famlia

Um sistema um conjunto de elementos inter-relacionados, pelo que muitas instituies se ajustam ao que pode denominar-se um sistema. Isso acontece no sistema educativo, onde um conjunto de elementos est em constante interaco (professores, alunos, currculo, contedos, materiais, ), e tambm na famlia. Em qualquer sistema, o todo maior do que a soma das partes; a mudana um elemento que afecta as outras partes do sistema; e as necessidades e objectivos das partes so precedidos pelos do sistema. Assim, as necessidades bsicas de um sistema so adaptar-se, sobreviver e manter-se. Para conseguir este objectivo, o sistema actua e comporta-se de determinada maneira. Quando surge um conflito entre as necessidades de alguma parte do sistema ou do sistema em geral, este tenta regular e controlar o comportamento das componentes, de forma a assegurar a sua prpria sobrevivncia. O controlo do sistema mantido pelas suas prprias estruturas e pelos princpios de comunicao e feed-back.

Os sistemas abertos consomem e libertam energia no ambiente, de tal forma que os elementos de um sistema aberto so afectados pelas mudanas noutros sistemas. A famlia e o prprio ser humano constituem sistemas abertos. O intercmbio com o mundo e os outros proporcionam-lhes a energia necessria para a sua auto-regulao.

Cada famlia enquanto sistema um todo, mas tambm parte de sistemas, de contextos mais vastos nos quais se integra (comunidade, sociedade). Por outro lado, dentro da famlia existem outras totalidades mais pequenas que so, elas prprias, partes do grupo total: so os chamados subsistemas. Ou seja, no se podem considerar os indivduos isolados, mas como seres ligados entre si. neste mbito que famlia e meio vivem interligados e no se podem conceber isoladamente. De igual forma, tambm a criana no pode ser indissociada do meio onde est inserida e da escola onde est integrada: criana/meio/escola so elementos que se interligam e se influenciam mutuamente.

a partir do momento em que nasce uma criana que o casal (famlia) se abre ao meio. Quando esta criana entra na escola, essa abertura ainda mais alargada. Assim, cada famlia tem caractersticas prprias e auto-organiza-se de acordo com as influncias externas.

Modelo Ecolgico do desenvolvimento humano (Bronfenbrenner)

Jul 7, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras

O comportamento humano no pode ser interpretado margem do contesto em que surge. A interaco entre pessoa e ambiente constitui o foco principal de ateno da psicologia da educao baseado no conceito interaccionista.

A perspectiva ecolgica exige a anlise dos contextos e das relaes estabelecidas entre eles. S assim possvel chegar a uma compreenso do funcionamento e desenvolvimento dos seres humanos.

Bronfenbrenner o representante mais reconhecido da psicologia ecolgica e, segundo ele, o contexto no qual as pessoas se desenvolvem constitudo por uma srie de sistemas funcionais ou estruturas concntricas e encaixadas umas nas outras. Com base na perspectiva ecolgica, o conceito de contexto transcende a sua descrio. O que interessa o contexto compreendido: a forma como o indivduo compreende o contexto em que actua. Assim, podem distinguir-se as seguintes estruturas:

Microssistema: padro de actividades, papis e relaes que a pessoa em desenvolvimento experimenta num determinado meio, com caractersticas fsicas, materiais e particulares (ex.: a escola);

Mesossistema: compreende as inter-relaes de dois ou mais meios nos quais a pessoa em desenvolvimento participa activamente (ex.: para uma criana so as relaes entre a famlia, a escola e os amigos do bairro; para um adulto, seriam as relaes entre a famlia, o trabalho e a vida social);

Exossistema: refere-se a um ou mais meios que no incluem a pessoa em desenvolvimento como participante activo, mas nos quais se produzem acontecimentos que afectam o que acontece sua volta (ex.: o sistema econmico e poltico relativamente escola);

Macrossistema: refere-se s correspondncias em forma e contedo dos sistemas de ordem menor que existam ou poderiam existir, ao nvel da subcultura ou da cultura na sua totalidade, juntamente com qualquer sistema de crenas ou ideologia que sustente estas correspondncias.

Da mesma forma, existem mudanas que se produzem nas pessoas como consequncia de qualquer tipo de educao, a partir das quais possvel estabelecer trs categorias:

1. educao formal ou educao regulamentada ou escolarizao;

2. educao no formal constituda por processos educativos especficos e diferenciados com uma finalidade clara e objectiva, mas situa-se margem do sistema educativo (educao de adultos, formao ocupacional no regulamentada);

3. educao informal baseada em processos educativos indiferenciados, subordinados a outros objectivos e processos sociais, nos quais a funo educativa no a dominante (ex.: mass media)

Do ponto de vista educativo, o indivduo, ao longo do ciclo vital, pode passar por uma srie de contextos educativos: famlia, escolarizao formal em todos os seus nveis, formao profissional e formao continuada, etc.

Assim, analisar um contexto significa fixar-se nas actividades, nos papis e nas relaes em que uma pessoa intervm.

Os padres de actividade no sistema educativo incluem o comportamento verbal e no verbal dos professores e dos alunos. As actividades escolares so planificadas, intencionais e so direccionadas para provocar mudanas no comportamento dos alunos Podem variar quanto aos objectivos, complexidade estrutural, adequao s caractersticas, etc. segundo o modelo ecolgico, a aquisio de novas capacidades depende, principalmente, do significado ou inteno que tenham para o sujeito as actividades nas quais est implicado, assim como a variedade e a complexidade estrutural de tais actividades.

No que diz respeito aos papis, so vistos como expectativas de comportamento associadas posio que uma pessoa ocupa. Isto implica certas previses de comportamento. A sociedade tem distribudos os comportamentos esperados do papel de aluno, de educador, de pai, etc. Uma mesma pessoa pode desempenhar diferentes papis: pai, profissional, irmo, filho. O conceito de desempenho de papel implica que cada pessoa tem uma forma especial de o desempenhar.

As relaes interpessoais so um ingrediente especial de qualquer microsssistema. No sistema educativo destacam-se trs relaes bsicas: a interaco educador-aluno, a relao entre colegas e as relaes famlia-escola.

A participao da famlia no projecto educativo e na vida da instituio educativa
– as expectativas dos pais face s escolas
– as prticas de relao
– processos de colaborao

O conceito de educao condiz e interliga-se com o conceito de socializao por ambos serem processos atravs dos quais o homem se forma, se define, se constri como pessoa, e se realiza durante toda a vida: o homem/pessoa educa-se ao longo da prpria existncia, em recproca comunicao com o ambiente scio-cultural dominante.

Tendo em ateno este conceito e sendo a famlia o primeiro contacto da criana que nasce, o seu primeiro mundo, o universo em que vai desenvolver e onde se mantm por tempo proporcionalmente longo, bvio que famlia que compete educar em primeira-mo, no s durante as primeiras faixas etrias – durante a infncia, mas tambm na adolescncia e juventude.

A educao diz respeito formao dos jovens e ao conjunto dos princpios e dos meios atravs dos quais as sucessivas geraes vo transmitindo as riquezas da cultura. Assim, a educao traduz-se num esforo consciente por parte dos adultos, com a finalidade de integrarem os jovens numa vivncia de grupo onde, pelo conhecimento das tcnicas de uso, de produo e de comportamento orientados pelos valores, a sociedade consegue revelar-se de forma mais ordenada e pacfica.

Neste processo de educao temos as instituies consideradas as mais vocacionadas como agentes de educao Escola e Comunidade, que devero ser e estar concordantes e colaborantes. Neste contexto necessrio estabelecer e/ou intensificar um dilogo responsvel, construtivo e realista, entre a famlia e a escola, sem que nenhuma perca de vista o mbito das prprias competncias e, muito menos, os respectivos direitos especficos. A tarefa no fcil, mas impe-se uma grande abertura de ambas as partes para poder ajudar no exerccio da funo educativa das crianas.

Sabemos que a famlia uma rede complexa de relaes e emoes que no so passveis de ser pensadas com os instrumentos criados para o estudo dos indivduos isolados, ou seja, um conjunto de pessoas unidas por uma teia relacional, que tm alguma relao entre si, mas com comportamentos e modos de ser e de estar diferentes, tornando-se numa estrutura complexa.

Agora, torna-se necessrio clarificar o conceito de escola. A escola uma organizao social cujos objectivos so transmitir os conhecimentos e ajudar ao desenvolvimento do aluno. Ela ajudada na sua aco pela famlia e reflecte as exigncias sociais de uma poca. Ou seja, na interaco entre os dois sistemas escola/famlia, a escola aparece como instituio que completa o papel educativo da famlia e como instrumento social de avaliao indirecta de desempenho das suas funes.

De acordo com legislao que tem vindo a ser definida, pretende-se que o relacionamento Escola/Famlia se estabelea de forma a contribuir para uma melhor e mais eficaz qualidade, no s do sistema, como do prprio ensino. O princpio da Democraticidade, da Participao de todos os intervenientes no processo educativo, da Ligao comunidade e da Descentralizao, estipulados pela Lei de Bases do Sistema Educativo, organizam-se de forma a contribuir para desenvolver o esprito e a prtica democrtica, atravs da adopo de estruturas e processos participativos na definio da poltica educativa, na administrao e gesto do sistema escolar e na experincia pedaggica quotidiana, em que se integram todos os intervenientes do processo educativo, em especial os alunos, os docentes, as famlias.

Esta parceria exige uma mudana de atitudes dos professores e dos pais. O consenso acerca dos objectivos educacionais pode ser entendido como uma condio, essencialmente expresso como sucesso para todos com a colaborao de todos. Com esta abordagem perspectiva-se a cultura da escola de uma forma diferente. A misso de educar partilhada valorizando a participao dos pais no processo educativo, tanto na escola como em casa.

Nesta interaco humana, a escola assume perante a sociedade o papel de catalisador, e muitas vezes, de mediador entre o poder institudo e a comunidade, e de um modo particular, com a famlia.

No entanto, esta relao depende, ainda, no s da disponibilidade do educador/professor para se envolver em actividades de cooperao com os pais, mas tambm da receptividade que estes possam manifestar relativamente s solicitaes que lhe possam ser feitas.

Sem dvida que os pais querem o melhor para os seus filhos e do mesmo modo a escola tambm quer o melhor para os seus educandos. Da que a colaborao escola/famlia deve constituir uma prioridade desde que a criana comea a frequentar uma instituio, seja ela a creche, Jardim de Infncia ou Escola do 1 Ciclo do Ensino Bsico.

Neste sentido, cabe escola acolher os pais e saber cativ-los, tornando-os pares igualitrios no processo de crescimento da criana. esta relao positiva entre famlia e escola pode contribuir para um melhor relacionamento entre a comunidade educativa, facilitando as aprendizagens.

A escola um lugar de consenso, como que uma sociedade em miniatura, transmitindo a todos, de igual forma, os seus valores, crenas e atitudes, preparando o indivduo para o desempenho de papis necessrios continuidade da sociedade em geral. Para isso h que saber ouvir a famlia, conhecer as expectativas e modos de actuao, os seus valores a sua cultura. Por outro lado, conveniente dar-lhes a conhecer a instituio, a quem entregam os seus filhos para colaborar na sua educao. H que informa-los sobre o modo de funcionamento da escola, nomeadamente: o Regulamento Interno; os espaos; os recursos materiais e humanos; os projectos; os objectivos; os mtodos de trabalho e ensino e o que a escola pretende das aprendizagens. Deve incentivar-se a participao da famlia nestas dinmicas.

A escola deve proporcionar o hbito de criar diferentes momentos de ida dos pais escola, sem ser s para entregar fichas de avaliao ou fazer queixas, mas antes, para que estes desfrutem da grande aventura que descobrir o que o filho sabe, faz, pensa, num espao que diferentes do da famlia.

Talvez destes pequenos nadas de aproximao famlia /escola, estejamos realmente a ajudar as crianas a crescer, a valorizarem-se, a desenvolverem a auto-estima e, ao mesmo tempo, a contribuir para o fortalecimento de cada famlia nas suas relaes e no sentimento de pertena a uma sociedade. Cada famlia dever ter a capacidade de se adaptar s diversas solicitaes da escola, permitindo uma inter-relao saudvel que pouco a pouco vai alterando a sua estrutura, a sua cultura e o seu modo de funcionamento.
Para haver um bom relacionamento entre todos os intervenientes na instituio escolar dever existir um grande respeito entre todos, onde os objectivos do processo ensino/aprendizagem tenham por base aspectos fundamentais como as atitudes, os valores, as aptides e as capacidades.

O envolvimento famlia/escola tem um peso significativo no rendimento escolar dos alunos e, por esse motivo, necessrio criar estratgias que visem um dilogo construtivo entre pais e professores. O empenhamento das famlias e dos pais dos alunos pelo seu trabalho escolar, assim como o interesse manifestado pelas suas aprendizagens constitui um factor que influencia as mesmas, o acompanhamento que as famlias realizam aos seus filhos influencia significativamente o rendimento escolar, o que resulta na obteno de melhores resultados escolares. Melhorar as aprendizagens escolares de todas as crianas , ou deve ser, uma prioridade de todos os educadores.

A comunicao com os encarregados de educao, e tambm com outros membros da comunidade, atravs de encontros informais e reunies, so ocasies que do oportunidade ao educador de conhecer melhor a famlia, o meio, a prpria criana; permitem esclarecer o processo educativo, de conhecer as expectativas, quer das famlias quer da escola e tambm de ouvir sugestes. Os pais podero eventualmente participar e, at, colaborar em situaes educativas planeadas pelo educador.

A relao com cada famlia, com os pais em particular, passa ainda pela troca de informaes sobre o que diz respeito criana, o modo como est inserida no estabelecimento, qual o seu progresso, os trabalhos que realiza, eventuais dificuldades, etc. Quanto mais esclarecidos os pais estiverem, melhor relacionamento e dilogo poder existir com os filhos.

Se tivermos presente a maneira como as crianas aprendem, torna-se evidente a importncia da continuidade cultural entre a escola e as famlias. A criana constri o conhecimento assimilando a informao adquirida atravs da experincia directa com as pessoas e com os objectos. Esta informao incorporada nas suas estruturas mentais, modificando-as, tornando-as mais complexas e abrangentes. Assim, quanto mais rico for o seu universo familiar, mais oportunidades a criana tem de adquirir informao relevante e fortalecer as suas estruturas mentais.
Todas as formas de comunicao e de participao podem contribuir no desenvolvimento e enraizamento, tendo em conta que as crianas so as mediadoras dessas relaes. Este processo, ou os efeitos que este possa ter, podero no se manifestar a curto prazo, mas sim de forma evolutiva, que se vai construindo, o que implica uma reflexo contnua, iniciativas e avaliaes ajustadas.

As diferenas de linguagem, formas de comportamento e de tratamento e outras, quando devidamente introduzidas no projecto educativo, podero produzir novas capacidades de realizar experincias, conhecimentos e de promover novas aprendizagens. Assim, a continuidade entre famlia/escola acaba por influenciar as aprendizagens da criana, porque aquilo que foi aprendido na escola, deve ter uma continuidade por parte da famlia. Relativamente aos ensinamentos que a famlia transmite criana, a escola tem a misso de explor-los de forma positiva.

H que perspectivar a escola como um dos principais vectores de identificao, integrao, promoo social e realizao pessoal. A escola deve ser tambm cada vez mais famlia, permitindo um cuidado especial nas relaes que estabelece. famlia deveria ser possvel readquirir o tempo e o espao para verdadeiramente continuar a ser famlia. Dessa forma, seria possvel existir uma certa harmonia educativa, em que a criana no encontraria contradies entre o que se diz e o que se faz.

Caracterizao da agresso no – verbal

Jul 4, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras

A comunicao no-verbal exerce fascnio sobre a humanidade desde seus primrdios, pois envolve todas as manifestaes de comportamento no expressas por palavras, como os gestos, expresses faciais, orientaes do corpo, as posturas, a relao de distncia entre os indivduos e, ainda, organizao dos objectos no espao.

Pode ser observada na pintura, literatura, escultura, entre outras formas de expresso humana. Est presente no nosso dia-a-dia mas, muitas vezes, no temos conscincia de sua ocorrncia e, nem mesmo, de como acontece.

A comunicao verbal exterioriza o ser social e a no-verbal o ser psicolgico, sendo sua principal funo a demonstrao dos sentimentos. Em geral, atribuda maior relevncia comunicao verbal expressa pela linguagem falada ou escrita; entretanto, o homo sapiens sempre se comunicou mesmo que atravs de grunhidos e gesticulaes.

A comunicao no-verbal, entendida como aces ou processos que tm significado para as pessoas, classificada por Knapp em: paralinguagem (modalidades da voz), proxmica (uso do espao pelo homem), tacsica (linguagem do toque), caractersticas fsicas (forma e aparncia do corpo), factores do meio ambiente (disposio dos objectos no espao) e cinsica (linguagem do corpo).

Considerando que a capacidade de ouvir e compreender o outro inclui no apenas a fala, mas tambm as expresses e manifestaes corporais como elementos fundamentais no processo de comunicao, a cinsica, ou seja, o estudo da linguagem corporal, assume um papel importante na descodificao das mensagens recebidas durante as interaces profissionais ou pessoais.


Causas da agressividade dos professores

Jul 3, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras

Causas da agressividade dos professores:
Falta de espaos fsicos adequados para as actividades quotidianas;
Insegurana e precariedade;
Professores enfrentam dificuldades materiais, situaes humilhantes, alunos agressivos, indisciplina institucionalizada;
Professores tm aulas muito tericas, sem motivao e empenho para tornar as suas aulas mais vivas;
Professores que so inseguros, que no sabem se fazer respeitar, que no sabem estabelecer com seus alunos regras respeitosas de convivncia;
Imaturidade dos alunos;
A figura do professor desvalorizada perante a sociedade em geral;
Actualmente os pais pensam que o professor, que passa a maior parte do tempo com os alunos, tem o papel de educar sozinho os seus filhos;
Falta de professores, baixos salrios, carga horria excessiva, falta de habilitao, metodologia inadequada, rotatividade excessiva, falta de treinamento e capacidade.


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