Educao de Infancia


Histria ” A casa da mosca fosca”

Set 25, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Estimulao leitura e escrita, Histrias Infantis

A casa da mosca fosca

Era uma vez a MOSCA FOSCA
Que vivia num bosque distante.
Farta de zunir, de dar voltas sem parar,
Decidiu fazer uma casa para morar.
Podia dormir na cama,
E ficar muito quentinha,
Podia receber amigos
E preparar doces na cozinha.
E a Mosca Fosca ps-se a trabalhar
Erguendo uma casa num lindo lugar.
Para o seu lar inaugurar sem demora,
Preparou um belo bolo de amora.
O seu aroma espalhou-se pelo bosque afora.
Arranjou SETE assentos,
E para a mesa, SETE pratos.
No cabia nem mais um.
Pouco tempo passado, bateu porta o ESCARAVELHO.
– Quem vive neste lugar?
Quem venho visitar?
– A Mosca Fosca.
Fao uma festa para inaugurar
Este que o meu novo lar.
E tu quem s?
– Sou o Escaravelho Carquelho,
Aquele que tem o nariz vermelho.
Que bom cheiro! Posso entrar?
– Claro que sim.
s o PRIMEIRO a chegar!
E muito contentes os DOIS decidiram merendar.
Mas quando iam comear, passou por ali o MORCEGO.
Viu a casa, cheirou-lhe a bolo e bateu porta.
– Quem vive neste lugar?
Quem venho visitar?
– A Mosca Fosca
E o Escaravelho Carquelho.
E tu quem s?
– Sou o Morcego Ralego,
O que gosta da noite
Para ter sossego.
Ai que fome, posso entrar?
– Claro que sim.
s o SEGUNDO a chegar!
E muito contentes os TRS decidiram merendar.
Mas antes da primeira dentada,
Passou ali o SAPO.
Cheirou-lhe a bolo e ficou com apetite.
– Quem vive neste lugar?
Quem venho visitar?
– A Mosca Fosca,
O Escaravelho Carquelho,
E o Morcego Ralego.
E tu quem s?
– Eu sou o Sapo Larapo,
Com laarote de trapo.
Que bem cheira! Posso entrar?
– Claro que sim.
s o TERCEIRO a chegar!
E muito contentes os QUATRO decidiram merendar.
Mas quando iam comear,
Passou pelo bosque a CORUJA.
Viu a casa, ouviu a festa e aproximou-se.
– Quem vive neste lugar?
Quem venho visitar?
– A Mosca Fosca,
O Escaravelho Carquelho,
O Morcego Ralego,
E o Sapo Larapo.
E tu quem s?
– Sou a Coruja Rabuja,
A que limpa e nunca suja.
Boa festa! Posso entrar?
– Claro que sim.
s a QUARTA a chegar!
E muito contentes os CINCO decidiram merendar.
Mas quando iam comear,
Passou por ali a RAPOSA.
Cheirou-lhe a bolo e animou-se a entrar.
– Quem vive neste lugar?
Quem venho visitar?
– A Mosca Fosca,
O Escaravelho Carquelho,
O Morcego Ralego,
O Sapo Larapo,
E a Coruja Rabuja.
E tu quem s?
– Sou a Raposa Tramosa,
Sou muito esperta e muito gulosa.
Que bolo apetitoso!
Posso entrar?
– Claro que sim.
s a QUINTA a chegar!
E muito contentes os SEIS decidiram merendar.
Mas quando iam provar o bolo,
Passou por ali o LOBO.
O cheiro fez-lhe crescer
gua na boca
E bateu porta.
– Quem vive neste lugar?
Quem venho visitar?
– A Mosca Fosca,
O Escaravelho Carquelho,
O Morcego Ralego,
O Sapo Larapo,
A Coruja Rabuja
E a Raposa Tramosa.
E tu quem s?
– Sou o Lobo Rebobo,
O mais narigudo
face do globo.
Que bolo to bem feito!
Posso entrar?
– Claro que sim.
s o SEXTO a chegar!
E muito contentes os SETE decidiram merendar.
Quando por fim iam provar o bolo,
Apareceu por ali o urso. Tinha estado toda a tarde
procura de amoras sem encontrar nenhuma.
Viu a casa, ouviu a festa e pensou:
Porque no me convidaram?
E bateu porta.
– Quem vive neste lugar?
Quem venho visitar?
– A Mosca Fosca,
O Escaravelho Carquelho,
O Morcego Ralego,
O Sapo Larapo,
A Coruja Rabuja,
A Raposa Tramosa
E o Lobo Rebobo.
E tu quem s?
EU SOU O URSO LAMBEIRO,
O MAIS GULOSO DO MUNDO INTEIRO.
E ESTE RICO BOLO DE AMORA
VOU COM-LO TODO AGORA!
E assim se acaba o conto Com uma dentada e pronto!

A primavera tinha chegado finalmente. A Natureza reencontrara as suas belas cores.
As flores abriam as ptalas para melhor se colorirem. Os animais cantavam e brincavam.
Estavam todos felizes. Todos, excepo de uma borboleta branca. S ela se lamentava. Estava desesperada. As suas grandes asas eram completamente brancas. Gostaria de ser uma borboleta multicolor. A Natureza tinha-lhe pregado uma partida.
Ento, chorando de tristeza, procurou incansavelmente um meio de se colorir, esfregando-se com o plen das flores ou rebolando-se na erva molhada.
Uma bela manh, banhou-se na lama. Uma r, que habitava perto, no acreditou no que os seus olhos viam: Ter prazer em se sujar deste modo, deveras repugnante!
Mas, ao secar, a lama quebrou-se e transformou-se em p que voou ao sabor do vento. As asas da nossa borboleta, de novo, imaculadas de brancura. Que decepo!A borboleta branca pensava que, se comesse cenouras, podia ficar cor-de-laranja. Por isso, foi visitar o seu amigo coelho. Infelizmente, no conseguia trincar to grande legume. Teve de renunciar ao seu projecto.Um dia esfregou-se num enorme morango. O sumo fez-lhe muitas manchas vermelhas nas asas. A borboleta branca ficou muito contente. Mas uma joaninha que descansava numa folha disse-lhe intrigada:
– Que te aconteceu? Feriste-te?
A joaninha tinha confundido o sumo vermelho do morango com sangue!
Muito humilhada, a borboleta branca lavou as asas numas gotas de orvalho.
Chegara o Vero. As borboletas resplandeciam ao sol como papagaios multicolores. Para elas, era uma festa. Mas no para a nossa borboleta branca. A sua vergonha era to grande que, amuada, pousava numa margarida para se esconder. Esta flor era a sua nica amiga. Tambm ela tinha, em vo, utilizado todos os meios para se colorir.
Um dia, aconteceu que Fabrice, um rapazinho, passou no campo com a sua rede de borboletas, para apanhar as mais bonitas de entre elas. A borboleta branca no se assustou, pensando que a sua brancura no cativava aquele pequeno caador. Contudo, Fabrice parou junto dela, admirado, e perguntou-lhe:
– Porque s toda branca? Que te aconteceu para perderes as tuas cores?
– Pobre de mim! Nunca as tive; os anjinhos-pintores devem ter-se esquecido de mim.
– Pobre borboleta! triste o que te aconteceu. Mas tenho uma ideia amanha voltarei para cuidar de ti.
Mal chegou a casa, Fabrice procurou a sua caixa de aguarelas:
– Amanh, vou pintar as asas daquela pobre borboleta branca.
Na manh do dia seguinte, partiu s pressas, com a caixa das aguarelas debaixo do brao, para ir ter com a sua amiga que o esperava pousada numa papoila:
– Trouxe as minhas tintas para pintar as tuas asas. Ficars a ser a mais bonita das borboletas.
Ento Fabrice escolheu as cores mais bonitas para pintar as asas da borboleta. No final, tremendo de alegria e de emoo, ela foi mirar-se num charco de gua. Virava-se, tornava-se a virar, dava voltas e mais voltas. No estava a sonhar, as suas asas j no eram brancas!
Todos os animais da vizinhana ficaram pasmados. No acreditavam no que viam: aquela borboleta era realmente extraordinria.
A borboleta branca estava feliz, causava a admirao de todos. A meio do Vero, os insectos organizaram um concurso de beleza. Pela primeira vez na sua vida, a nossa borboleta pode participar. Foi vivamente aplaudida e o jri admirou as suas cores raras, a tal ponto que lhe concebeu o pistilo de ouro. Era um sucesso!
– Numa bela tarde, uma menina, Aurlia, parou junto desta esquisita borboleta de asas diferentes:
– Tenho de a apanhar para a minha coleco!Correu atrs dela e no tardou a prende-la na sua rede. Mas, de repente, umas grandes nuvens negras deixaram cair uma chuva que apagou as belas cores da borboleta. Aurlia, espantada e desiludida, soltou-a.
Tremendo de medo, a borboleta esvoaou e, depois, rodopiou de alegria: a sua brancura e a chuva acabaram-lhe de lhe salvar a vida. Muito alegre, a borboleta branca foi ter com a margarida, que continuava triste por ser branca:
– No sabes a sorte que tens por seres branca. Se fosses colorida, h muito que te teriam colhida, minha amiga.
– Tens razo, no tinha pensado nisso admitiu a margarida, corando de prazer.
– E olha para a lua!… Tambm ela branca e muito feliz assim! A nossa borboleta branca e a margarida desataram a rir. O branco era to bonito!…

O Semforo

Mai 24, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Estimulao leitura e escrita, Histrias Infantis

PEA PARA FANTOCHES

Narrador

Z Gadelhas, com os olhos como abelhas, tinha vindo do campo para a cidade. Estava em casa do Joo Pimpo, com os olhos de carvo, que era seu compadre. Sempre que Z Gadelhas, com os olhos como abelhas, saa a passear encontrava coisas de espantar…
Ento vinha a correr para junto do Joo Pimpo, com os olhos de carvo, e punha-se a contar e a perguntar…

Z Gadelhas
Ah! Joo Pimpo, como bate o meu corao, eu devo ter febre Joo Pimpo, eu devo ter um febro! Ah! Joo Pimpo, se calhar sou eu que estou doido… Sabes l… Joo Pimpo, eu tive uma viso… vi assim uma coisa de espantar!…

Joo Pimpo
Z Gadelhas, com os olhos como abelhas, vamos l a acalmar e falar devagar. Conta l o que sucedeu, o que aconteceu… mas sem ser a gritar!

Z Gadelhas
Joo Pimpo, meu amigo e compadre, tu se calhar no vs o mesmo que eu porque tens os olhos cor de carvo. Eu vi uma rvore, magricela, sem ramos nem raminhos, nem ninhos e que no era nada, nada bela!

Joo Pimpo
Z gadelhas, com olhos de abelhasa, tu viste uma rvore magricela, sem ramos nem raminhos, sem ninhos e que no era nada bela. Onde est a admirao?

Z Gadelhas
Joo Pimpo, Joo Pimpo, com olhos cor de carvo, l na minha terra no h rvores assim, no. preciso vir a Primavera e depois, o Vero para o boto virar flor e a flor mostrar o corao que assim primeiro um fruto esverdeado e depois encarnado!

Joo Pimpo
Olha a novidade, Z Gadelhas! Isso toda a gente sabe…

Z Gadelhas
Ento Joo Pimpo, com os olhos de carvo, diz-me l como que a rvore magricela pe o fruto maduro sem ser Vero? Ah Joo Pimpo, eu devo estar com um febro… no h rvores assim no…
Olhei para a rvore e tinha um fruto como um balo, muito gorducho e muito verducho. Era mesmo um fruto esverdeado. Nisto, eu Z Gadelhas, com olhos como abelhas, ainda estava a olhar, vai o fruto mudou de lugar e ficou amarelado. Ento Joo Pimpo com olhos cor de carvo, o meu corao comeou a saltar! Eu Z Gadelhas, com olhos como abelhas, esfreguei os olhinhos para ver se era confuso, ou se estava com uma viso. E quando fui olhar, l estava a rvore magricela, sem ramos, nem raminhos, nem ninhos, nada bela, e vai disto o fruto como um balo mudou outra vez de lugar, e de amarelado ficou encarnado! Isto sem Vero…

Joo Pimpo
Ah Z Gadelhas, com os olhos como abelhas, isso no era uma rvore, no… era um semforo… Z Gadelhas

Z Gadelhas
Um qu, Joo Pimpo? Uma semana para deitar fora? Ah Joo Pimpo, com os olhos de carvo, afinal tambm andas a regular mel…

Joo Pimpo
Z Gadelhas, Z Gadelhas, com olhos como abelhas, eu disse que era um semforo e no uma semana para deitar fora. V l se lavas os ouvidos que os deves trazer entupidos e se prestas ateno, porque eu, Joo Pimpo, s tenho obrigao de dizer uma vez! Ouve ento:
Semforo um sinal luminoso, com trs luzes, com trs, a apagar e a acender. Se o verde acender est a avisar que o carro pode passar. Se for o amarelo a brilhar, est a dizer cuidado, vai aparecer o encarnado, e se for o encarnado, est a gritar o carro no pode avanar, tem de ficar parado!
Z Gadelhas, Z Gadelhas, ests a entender? Ests a perceber?

Z Gadelhas
h Joo Pimpo e o outro que tem l dentro um lagarto? Esse no um fruto, no?

Joo Pimpo
Ah, esse para o peo.

Z Gadelhas
Joo Pimpo, o peo cego, vai para onde algum o jogar, enrola-se a guita, atira-se e ele fica a rodar, a girar, a zumbir ou a dormir! O pio, Joo Pimpo, no tem olhos para ver a luz a acender…

Joo Pimpo
Z Gadelhas, Z Gadelhas, h o pio de brincar que se escreve p i a o, com um til l no ar, e h o peo, que a pessoa que anda a p, e que se escreve com !

Z Gadelhas
E o lagarto, que estava l no balo? Eu vi um lagarto! Juro que vi!

Joo Pimpo
Z Gadelhas, com olhos como abelhas, precisas de ir ao oculista porque andas mal da vista!
A bola que viste no tinha um lagarto, nem um lagartinho, mas sim um bonequinho, a levantar o p. Se obonequinho verde aparecer est a avisar Z Gadelhas, tu que s um peo, pois andas a p, podes avanar. Se o bonequinho estiver encarnado est a gritar Z Gadelhas, no podes atravessar! Se for um bonequinho amarelo, a tremer, a piscar, est a dizer Z Gadelhas preciso cuidado, olha bem para todo o lado…

Z Gadelhas
Ah Joo Pimpo, com olhos de carvo, obrigado pela lio. J comeo a entender… e a saber…

Joo Pimpo
Z Gadelhas, com olhos como abelhas, cada um de ns tem um saber diferente. Aqui na cidade sou eu que sei a novidade, sou eu que sei como as coisas so! Mas l no campo, muito tenho de aprender… Sers tu, Z Gadelhas, que me irs ensinar como semear! Sers tu com o teu saber diferente que me irs explicar como as coisas so… como que a semente chega ao po!

Z Gadelhas (abraando o Joo Pimpo)
Ah, Joo Pimpo, meu amigo, meu compadre, meu irmo!

Preveno Rodoviria

O Rato Dentolas

Mai 13, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Educao de Infncia

Hoje vou contar-vos uma histria, a histria do Rato Dentolas; ou seja, a minha histria: a histria de um ratinho trabalhador.
Toda a minha famlia e eu vivamos numa pequena casa: sim, o pap rato Dentolas e a mam rata Anita.
A nossa casa era como todas as casas de ratinhos: um buraquinho (nem muito grande nem muito pequenino) para que nenhum gato nos pudesse apanhar.
Dentro havia rolinhos de l que nos serviam de abrigo no Inverno, pedacinhos de jornal para que o pap soubesse sempre o que se estava a passar no mundo, queijinhos duros, brancos, com buracos e sem buracos (so os nossos preferidos).
Um dia tive uma ideia: mudar-nos! Mas para uma casa diferente das outras.
Uma casa muito grande, cmoda, limpa e muito branca.
Pensei, pensei, e decidi que o melhor seria ir viver para um castelo. Fui a correr, contei minha famlia;
todos saltaram e abanaram os seus rabinhos com alegria.
Teramos um castelo s para ns, sem gatos e com muitos queijinhos!
Ento surgiu o grande problema: como que o havamos de construir?

A mam pensou:
– Com algodo, mas… ia durar muito pouco.
O pap disse:
– Com papel! No… voaria rapidamente.
Nesse momento ocorreu-me uma ideia genial: propor a todas as crianas do mundo que, quando lhes cassem os dentes, mos entregassem a mim, para poder construir com eles o melhor e mais branco castelo jamais visto ou imaginado antes.
Isso sim, mas com uma condio: como sou muito tmido, os dentes que vos carem, devero deix-los debaixo da almofada, para que quando estiverem a dormir, eu possa passar para ir busc-los muito devagarinho e sem fazer nem um pequeno rudinho. Mas, ateno!
Como somos ratos agradecidos e gostamos de fazer surpresas, vo ver que vou levar o dente mas vou deixar algo em troca.
O qu! Ah! No, no se diz; se o dissesse, deixaria de ser uma surpresa.
Sabem uma coisa? Gostava que o meu castelo fosse o maior, que os vossos dentijolos ( dentes que so tijolos) estivessem sempre limpos, fortes e muito bem cuidados. Por isso lembrem-se de mim e cuidem bem deles, escovando-os como deve ser, no comendo demasiados doces e visitando o dentista.

E lembrem-se de que:
” J no tempo dos meus avzinhos, o rato Dentolas juntava dentinhos.
Por isso, como disse o meu tio Martim, este um castelo que no tem fim.”

Paty Bzel

Uma Histria para abordar e promover a Higiene Oral no Jardim de Infncia.

importante alertar pais e crianas para uma escovagem diria dos dentes tanto de manh como noite.

Estes hbitos e rotinas vo acompanh-los para toda a vida, por isso, quanto mais cedo comearem melhor.

Muitas vezes as crianas no lavam os dentinhos por no saberem que necessrio e benfico para a sua sade oral mas c estamos ns profissionais de Educao para os ajudar.

tambm importante referir os doces em excesso que so terrveis para os dentinhos, por isso, considero que esta histria infantil intitulada ” O Rato Dentolas” aborda muito bem essas temticas, bem como a queda dos dentes, desdramatizando assim qualquer medo que possa existir na criana.

Depois da leitura da histria podem surgir imensas actividades em diferentes reas, necessrio que o Educador esteja atento e receptivo s propostas e ideias das crianas, pois a Higiene Oral um tema que as crianas adoram.

Uma histria para o Dia da Me

Abr 28, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Dia da Me, Histrias Infantis

Hoje deixo-vos uma histria infantil para o Dia da Me, intitulada ” A minha me”. uma histria divertida e amorosa para lerem s vossas crianas, pedindo depois para dizerem como a me para eles, anotem e juntem prenda que vo dar me, vo sair ideias lindas das cabeas dos mais pequeninos e as mes vo adorar.

A Guerra dos Sinais

Abr 4, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Estimulao leitura e escrita, Expresso Dramtica, Histrias Infantis

Preveno Rodoviria Portuguesa

A Rua da minha escola

Mar 28, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Estimulao leitura e escrita, Histrias Infantis

Era uma vez uma escola que tinha uma rua.
Margarida estudava nessa escola que tinha essa rua, onde havia muitos carros que quando passavam apitavam fazendo muito barulho e fazia doer os ouvidos dos meninos.
Vou contar-vos um sonho que a Margarida teve.
A histria comea assim:
Margarida ia para a escola, quando encontrou um sinal:
– Ol! disse o sinal
Mas Margarida continuou em frente sem ouvir tal cumprimento e o sinal repetiu:
– Eh! Menina… Bom dia!
Margarida olhou para trs e ficou muito admirada e disse:
– Ah!… tantas vezes que aqui passo e nunca te tinha visto.
Mostrando-se zangado o sinal disse-lhe:
– Pois ! Nunca ningum repara em mim, mas fica sabendo que todos me deviam dar muita ateno, porque eu sou muito importante. J leste o que eu tenho escrito?…
– Reduza a velocidade: escola
Ah!…ento s tu que avisas os carros para andarem mais devagarinho. E eles no te ligam?
No! E por isso que resolvi mostrar-me: chamando devagarinho, gritando, saltando… para dar nas vistas!
Olhando para o relgio, Margarida v que est atrasada:
- Gostei muito de falar contigo, adeus. Vou contar aos meus amigos a tua importncia.
Mais frente Margarida encontrou outro sinal, desta vez uma passadeira e disse-lhe:
- Ol! Vou passar! Importas-te?
O sinal respondeu:
- Claro que no! para isso que eu sirvo. Todos passam por cima de mim, mas alguns esquecem-se…
A Margarida perguntou:
- E os carros no te incomodam?
S quando passam com muita velocidade, que quase sempre.
Margarida quase sem ouvir a resposta lanou-se para cima da passadeira, mas veio um carro e atropelou-a.
- Magoei-te muito? Perguntou o condutor do carro.
- No, mas poderias ter-me magoado muito, disse a Margarida levantando-se.
Eis que aparecem seis bandas sonoras que vm a correr e dizem:
- Oh! J no chegmos a tempo…
E a Margarida pergunta:
- Quem so vocs? To gordinhas e engraadas.
- No nos conheces? Disse uma das bandas. Ns somos as irms sonoras, e se tivssemos chegado mais cedo, o carro no te tinha atropelado.
- No me tinha atropelado?! Interrogou Margarida. Mas como, se ele vinha to depressa?
Uma das bandas disse:
– que a nossa funo fazer com que os carros percam um bocadinho de velocidade,
quando passam por cima de ns e param se estiver algum em cima da nossa colega passadeira.

TRIIIIIM!…
Ao ouvir o trim do despertador, Margarida acordou e viu que tudo no passou de um sonho.
Arranjou-se e foi para a escola.
Quando estava a chegar escola cumprimentou o sinal de aproximao de escola e ia dizer ol passadeira quando reparou que antes desta estavam trs barras gordinhas que lhe disseram ol.
Margarida muito admirada disse:
- Vocs?!… Mas… Mas… mas no foi um sonho?
E uma das bandas sonoras explicou:
- Sim, Margarida. Tu ontem sonhas-te connosco e como ningum aqui nos coloca, samos do teu sonho e tomamos a liberdade de vir para a vida real para garantir a segurana dos meninos desta escola.
Margarida preparou-se para atravessar a passadeira, quando viu novamente o carro do seu sonho que desta vez, parou a tempo e piscou-lhe um farol. Margarida, sorridente e segura, atravessou a estrada e foi para a escola.

Preveno Rodoviria Portuguesa


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