Educao de Infancia


Tenham um excelente incio de ano lectivo

Set 23, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Pais

S para Pais (com filhos no jardim de Infncia)

1. “Proibido insultar o jardim-de-infncia chamando-lhe “escolinha”. Em primeiro lugar, porque uma escola. Em segundo, porque todas as escolas ganhavam se ligassem Brincar com aprender.

2. proibido que os pais imaginem que o jardim-de-infncia serve para aprender a ler e contar. Ele til para aprender a descobrir os sentimentos. Para aprender a imaginar e a fantasiar. Para aprender com o corpo, com a msica e com a pintura. E para brincar. Uma criana que no brinque deve preocupar mais os pais do que se ela fizer uma ou outra birra, pela manh ao chegar.

3. O jardim-de-infncia assusta as crianas sempre que os pais como quem sossega nelas os medos deles por mais um dia de jardim-de-infncia – lhes repetem: ” Hoje vai correr tudo bem!”

4. Os pais esto proibidos de despedir-se muitas vezes das crianas, ao chegarem todos os dias. E bom que se decidam: ou ficam contentes por elas correrem para os amigos ou ficam contentes por elas se agarrarem ao pescoo deles, com se estivessem prestes a ser abandonadas para sempre.

5. proibido que as crianas vo dia-sim dia-no ao jardim-de-infncia. E que vo, simplesmente, quando os seus caprichos infantis vo de frias. E que no vo ” s porque sim”. O jardim-de-infncia no um trabalho para os mais pequenos. uma bela oportunidade para os pais no se esquecerem que se pode amar o conhecimento, namorar com a vida, nunca ser feliz sozinho e brincar, ao mesmo tempo.

6. No jardim-de-infncia no obrigatrio comer at ltima colher; nem dormir todos os dias. E no nada mau que uma criana se baralhe e chame pai/me ao educador/a (ou vice-versa).

7. Os pais esto obrigados a estar a horas quando se trata duma criana regressar a casa. Prometer e faltar devia dar direito a que os pais fossem sujeitos classificados como tendo necessidades educativas especiais.

8. Os pais no podem exigir aos filhos relatrios de cada dia de jardim-de-infncia. Mas esto autorizados a ficar preocupados se as crianas forem ficando mais resmungonas, mais tristonhas ou, at, mais aflitas, sempre que regressam de l. E esto, ainda, autorizados a proibir que o jardim-de-infncia s se abra para eles durante as festas.

9. O jardim-de-infncia uma escola de pais. E um lugar onde os educadores so educados pelas crianas. Um lugar onde todos se educam uns aos outros no uma escola como as outras. um jardim-de-infncia.

10. Um dia, num mundo mais amigo das crianas, todas as escolas sero jardins-de-infncia!”

Eduardo S

dia das bruxas

Estimular o Beb dos 0 ao 1 ms

Jun 19, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Berario, O nosso cantinho, Pais

Fale-lhe e d uma massagem ao beb enquanto o limpa;


Quando o beb estiver despido, permita-lhe mover livremente as pernas e os braos;

Coloque um dedo na mozinha do beb para que o aperte, e se o fizer, erga a mo para que faa fora;

Segure-lhe nos braos com suavidade e movimente-lhos para cima e para baixo;
Com o beb deitado de costas, agarre nas suas mozinhas e puxe at sent-lo;
Coloque o beb de barriga para baixo, e empurre com a mo um pezinho para a frente;
Enquanto o no alimenta, coloque o mamilo ou a chupeta na boca do beb para que aprenda a chuchar;
Aproveite o momento da alimentao para fazer-lhe carinhos: tocar-lhe nos bracinhos, nas mozinhas e nos dedinhos um por um, cantar-lhe, repetir-lhe sons;
Deite-o em posies diferentes;
Cuide do seu sono, mas procurando que se habitue a dormir com os rudos habituais, assim como a estar com outras pessoas;
Movimente a chupeta na sua boca para que exercite o movimento de chuchar;
Mostre-lhe um objeto de cores vivas e mova-o lentamente para que o siga com o olhar;
Coloque um mbile no bero;
Embale-o suavemente e pegue-o ao colo do lado esquerdo e do direito.

Bolo de Infncia

Jun 1, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras, Educao de Infncia, O nosso cantinho, Pais

Ingredientes:

  • litros de espontaniedade e doura.
  • muita vontade de brincar.
  • milhares de fantasias para imaginar.
  • sorrisos de ternura: sem medida.
  • 12 kg de curiosidade.
  • gotinhas de inocncia de baunilha: a gosto.

Preparao:

  • Aos ingredientes anteriores juntar os olhares de dois olhinhos cheios de diabruras e algumas lagriminhas.
  • Deixar repousar a mistura sobre mos pequeninas tanto quanto for preciso.
  • Decorar com 1 kg de peripcias s cores, doces comentrios e um monto de beijos gulosos.

Tempo de cozedura: varia segunda a maturao

Sugesto: no comer logo de seguida. Dar tempo para saborear.

Este miminho foi partilhado pela colega Liliana Serrano. Muito obrigada Liliana.

Pode ser usado no Dia Mundial da Criana.

As crianas precisam que os pais…

Abr 12, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Adaptao, Pais
  • respeitem os seus medos e ansiedades;
  • encoragem o novo vnculo que comeam a estabelecer;
  • cumpram o horrio de entrada e sada;
  • mandem para o Jardim de Infncia o material que os Educadores pedem;
  • assistam s reunies e eventos escolares;
  • se interessem pelas actividades dirias…sem as forarem a contar o que fizeram;
  • arranjem um tempinho para conversar com elas;
  • as tornem responsveis pelas suas coisas.
  • …no as levem e as “larguem”.

As crianas precisam que os seus pais as acompanhem!

A Infncia do seu filho um tempo nico

Mar 31, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Pais

Dem-lhe a oportunidade de correr, tocar, ver, explorar, provar, ouvir e, sobretudo, aprender.

Confiem nos Educadores e Professores. Falem com eles sobre as vossas dvidas, mas deixem o seu filho viver intensamente esta etapa to importante.

Compartilhem alegrias. Dem-lhe segurana.

Queremos colaborar no sentido de que o seu filho possa:

  • Desenvolver a inteligncia atras do jogo.
  • Intensificar a capacidade de se delumbrar.
  • Aumentar o seu interesse por explorar, descobrir, conhecer, experimentar, resolver.
  • Ser independente, estar seguro de si mesmo, ser capaz de conviver com outras pessoas m harmonia.
  • Amadurecer emocionalmente e aprender a aceitar que os outros, tal como ele, tambm tm direitos e deveres.

Tudo isto, sempre mediante actividades, msica e jogos, com afecto, pacincia e compreenso.

Ajudem-no a descobrir que no desaparecem para sempre.

Mostrem-se tranquilos.

No se sintam culpados:

se vocs aceitarem a separao, ele tambm o far.

So apenas umas horas e vocs sero sempre a pessoa mais importante.

Escutem-no atentamente quando lhe fala.

E no desanimem.

Permitam que o seu filho cresa e aproveitem para crescer com ele.

Ns, tal como vocs, queremos o melhor para ele.

Este site no apenas para os Educadores de Infncia nem para as crianas tambm para os Pais e para as Mes. E hoje a mensagem para eles.

S a brincar

Dez 14, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Berario, Creche, Pais

Quando me virem a montar blocos

A construir casas, prdios, cidades

No digam que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender sobre o equilbrio e as formas

Um dia, posso vir a ser engenheiro ou arquitecto.

Quando me virem a fantasiar

A fazer comidinha, a cuidar das bonecas

No pensem que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a cuidar de mim e dos outros

Um dia, posso vir a ser me ou pai.

Quando me virem coberto de tinta

Ou a pintar, ou a esculpir e a moldar barro

No digam que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a expressar-me e a criar

Um dia, posso vir a ser artista ou inventor.

Quando me virem sentado

A ler para uma plateia imaginria

No riam e achem que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a comunicar e a interpretar

Um dia, posso vir a ser professor ou actor.

Quando me virem procura de insectos no mato

Ou a encher os meus bolsos com bugigangas

No achem que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a prestar ateno e a explorar

Um dia, posso vir a ser cientista.

Quando me virem mergulhado num puzzle

Ou nalgum jogo da escola

No pensem que perco tempo a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a resolver problemas e a concentrar-me

Um dia posso vir a ser empresrio.

Quando me virem a cozinhar e a provar comida

No achem, porque estou a gostar, que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a seguir as instrues e a descobrir as diferenas

Um dia, posso vir a ser Chefe.

Quando me virem a pular, a saltar a correr e a movimentar-me

No digam que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender como funciona o meu corpo

Um dia posso vir a ser mdico, enfermeiro ou atleta.

Quando me perguntarem o que fiz hoje na escola

E eu disser que brinquei

No me entendam mal

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a trabalhar com prazer e eficincia

Estou a preparar-me para o futuro

Hoje, sou criana e o meu trabalho brincar.

(Poema de origem desconhecida)

Podem imprimir numa folhinha de cor e dar aos pais, eles vo adorar! Eu dei na minha Reunio de Pais, com a devida ilustrao feita pelos filhos e os pais gostaram muito.

O cime entre irmos

Dez 12, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Pais, Psicologia Infantil

O nascimento de um beb causa um forte impacto no irmo primognito, que tem de aprender a partilhar a ateno dos pais, da qual, at ento, usufrua com exclusividade. importante que os pais identifiquem precocemente o problema e actuem de forma a dar criana a segurana afectiva que ela precisa. A integrao da criana nos preparativos e nas rotinas do recm-nascido um meio mais eficaz de reprimir o cime, j que ela se sente importante e necessria nessas tarefas.

J em 1920, Freud sublinhava que “no h provavelmente nenhuma casa sem conflitos violentos entre os seus habitantes mais pequenos, seja pela rivalidade, pelo amor dos pais, competio por objectos comuns, ou mesmo pelo espao fsico do lugar que ocupam”.

Entre os 2 e os 6 anos, as relaes com os irmos constituem, mais do que em qualquer outra idade, a parte mais importante do meio social da criana. nestas idades que geralmente nasce um irmo, um momento muito importante na vida de uma criana e que altera todo o seu pequeno universo. O cime uma reaco normal ao afastamento provocado pela chegada inexplicvel de um “intruso”, pois este passar a compartilhar com a criana o amor e a ateno dos pais

A reaco da criana vai depender da sua idade aquando o nascimento do irmo;
18-24 meses – a criana tem muita dificuldade em compreender e aceitar a chegada de um irmo, pois est a viver uma fase em que descobre o medo da separao da me e, mais tarde, a crise de oposio e do negativismo sistemtico

3 anos – a adaptao tambm pode ser difcil pois pode coincidir com a entrada no jardim-de-infncia e as reaces negativas presena do irmo podem ser confundidas com a m adaptao escolar.

4-5 anos – a adaptao chegada de um irmo mais fcil pois a criana compreende o que se est a passar sua volta e j capaz de tomar conta de si

> 6 anos – a chegada de um irmo habitualmente encarada de forma positiva, assumindo mesmo o papel de irmo mais velho

O modo como a criana manifesta e exterioriza o cime muito varivel, dependendo da idade da criana e das reaces dos pais. O comportamento regressivo a forma mais comum e caracteriza-se pela retoma de comportamentos que j tinham sido abandonados, como a regresso na linguagem, voltar a querer o bibero/chupeta, enurese nocturna, entre outras. No entanto, a exigncia constante de ateno, ou pelo contrrio, mau comportamento sistemtico para chamar a si as atenes, pode ser um modo de manifestao

A criana pode at ter atitudes de hostilidade dirigidas ao irmo ou me. Uma outra forma de reagir a ateno e preocupao constantes com o irmo, rodeando a me e o beb de cuidados excessivos, com o desejo de agradar e recuperar o “amor perdido” da me. nesta altura que a criana se questiona constantemente sobre: “Se os meus pais me amam, porque querem outro filho?”, “Vou continuar a ser admirado?”, “Ser que vo continuar a gostar de mim?”.

O cime revela-se do irmo mais velho pelo mais novo, pois o irmo mais velho o nico que conheceu uma realidade em que o irmo no estava presente e tem a perder com a sua chegada. O mais novo sempre viveu na presena do mais velho e geralmente tem sentimentos positivos tendo-o como objecto de imitao e mentalmente identificando-se com ele.

Tal no se passa com gmeos, pois como nasceram ao mesmo tempo, no conhecem a vida um sem o outro. Habitualmente tm o mesmo desenvolvimento, no apresentando diferenas significativas ao nvel da fora fsica, mental ou experincia adquirida. Nesta situao em particular, em regra, o cime no existe pois os pais geralmente adoptam um comportamento semelhante para os dois.

A atitude dos pais determinante, pois o modo como tratam cada filho poder estar na origem das relaes conflituosas – a base de toda esta rivalidade/hostilidade assenta no desejo de a criana ter o amor dos pais
medida que o tempo vai passando e o irmo mais novo cresce, o mais velho assume o papel de “irmo mais velho”. nesta altura que a atitude dos pais fundamental, pois, se demonstrarem compreenso e atitudes positivas, a criana supera o cime inicial, caso contrrio, pode gerar-se um ciclo vicioso e “traumatizante” para a criana

Para se estabelecerem relaes adequadas entre irmos e para prevenir o cime entre eles, h algumas recomendaes a ter em conta:

1) A criana deve contar com mais do que um adulto para lhe proporcionar a segurana e ateno desejveis (me e pai), de forma a tornar-se mais fcil superar o cime e no se sentir abandonada com a chegada do irmo

2) Deve evitar-se que o nascimento de um irmo coincida com outras mudanas importantes na vida da criana (por exemplo, a entrada no infantrio). Aps o nascimento do beb, no se deve reduzir a quantidade, nem a qualidade da ateno, que a me e o pai dispensam criana mais velha, tentando manter a rotina anterior ao nascimento do irmo

3) Ajudar o irmo mais velho a assumir o novo papel, ressalvando a sua importncia, e prevenindo o cime que aparece com frequncia quando a me ou o pai esto absorvidos no cuidado do beb. Convm estimular a sua participao nesses cuidados, de forma que o filho se sinta importante e prestvel.

4) Evitar comparaes, bem como a distribuio de papis entre irmos. Os pais devem colocar em evidncia os progressos de cada criana e as suas qualidades em diferentes reas, sobretudo nas actividades que constituem as suas especializaes, e sempre tomando a prpria criana como referncia. Pretende-se com isto valorizar o seu progresso em determinada situao, aumentando a sua auto-estima

O amor de uma criana pelos seus pais extremamente intenso e incondicional, portanto, h o desejo da exclusividade. O sentimento de cime deve ser encarado de forma natural. prprio do ser humano… Se os pais fizerem um esforo contnuo para ajudar os seus filhos nas suas angstias, as crianas tero oportunidade de aprender, a cada dia, a adaptar-se s novidades e a abrir mo do egocentrismo prprio da primeira infncia

muito importante que os pais estejam em sintonia com os sentimentos das crianas e as ajudar a manifestar-se.

Sandra Costa, com a colaborao de Iris Maia, Pediatra do Hospital de So Marcos de Braga


Archives


Links


Meta

Advertising


Comentários Recentes