Educao de Infancia

Estimulao leitura e escrita


Um poema para a Viso

Dez 9, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Estimulao leitura e escrita, Os Cinco Sentidos, Poesia

VEJO, VEJO…

Vejo, vejo… o cu azul.

Vejo, vejo… o verde mar.

Vejo, vejo… tantas coisas,

que no as posso contar!

Ouo a chuva e o vento,

ouo o trovo a trovejar,

ouo os pssaros cantar

e ouo as rs coachar.

Vejo e ouo tantas coisas,

que no as posso contar.

olho

Na Primavera , ouvem-se cantar os passarinhos em todo o lado.
Pssaros Piu, piu, piu: casemos e teremos lindos filhinhos.
Nos, no ouvimos as flores, certamente porque no temos o ouvido bastante apurado.
Mas, elas querem casar para ter, no ovos como as aves, mas sementes de onde sairo as novas plantas.
Lcia Um casamento de flores deve ser bem bonito!
Sonha Lcia, que j v uma centurea azul desposando uma rosa e todo o cortejo dos amigos ricamente vestidos.
Ela v o cravo com a papoila, a campainha com a margarida, o miostis com o malmequer, o lils com a tulipa.
No entanto, as coisas no se passam bem assim; os noivados das flores so muito secretos. no interior da flor que eles se preparam e se realizam.
Somente as abelhas, as vespas e as moscas sabem do segredo. E as borboletas tambm!
Lcia Vamos l, peludo jovem zango, tu sabes como se casam as flores?
Zango Sim e sinto-me ainda surpreendido: esta manh, vinha eu valsando por cima do grande lrio que se ergue perto das roseiras encarnadas e ouo vozes que saem do meio das ptalas.
Flores Sim, sim, casemo-nos!
Dizem os estames e os pistilos.
O pistilo aquela espcie de garrafa bojuda que parece ter um longo gargalo e uma pequena rolha verde.
Os estames esto em volta do pistilo, debruados do alto do longo pecolo, olhando para ele.
Pistilo Tenho dentro do meu ventre pequenas bolinhas verde plido, semelhantes a pequenos ovos, que viro a ser sementes.
Estames Ns temos nos nossos pequenos sacos um p dourado, o plen.
com o plen que sujamos o nariz das crianas que vm cheirar os lrios!
Pistilo O vosso plen no serve para nada se vocs o guardarem nos vossos sacos.
Estames E as vossas pequenas sementes? Julgas tu que elas do plantas se ns no nos juntarmos?
Pistilo e estames preciso casarmo-nos! Mas como fazemos, se nos encontramos presos?
Vento Eu ajudo-vos.
E pe-se a balanar o grande lrio.
Estames Obrigado, ns abriremos os nossos pequenos sacos.
O p dourado, ento espalhou-se sobre a boca do pistilo que pegajosa e o plen cola-se e introduz-se suavemente pelo gargalo da pequena garrafa.
Cada partcula amarela toca uma semente.
Lcia Agora, estas ementes s tm que amadurecer. Elas tm dentro de si o grmen duma pequena planta.
Mas, diz-me peludo, e quando no h vento?
Zango Ah! Olha que ainda no acabei a minha histria. J vais ver: eu parto para outras flores…
Flores No h vento! Como vamos fazer para tocar os pistilos?
Moscas, vespas e abelhas Ns ajudaremos!
Zango Juntei-me a eles e cada insecto escolheu uma flor. Penetro dentro de uma campnula azul, esfrego-me contra o plen e encho com ele a minha ligeira penugem e ao sacudir-me no centro da flor, deposito o plen sobre o pistilo. Todos os insectos fazem a mesma coisa.
Depois, atordoados, moscas, moscardos e zangos vo de planta em planta, de jardim em jardim recolher o plen.
Se bem que so por vezes os estames duma flor longnqua que levam o seu plen a um pistilo afastado.
Isto faz combinaes maravilhosas e pode ser que plantas muito mais belas venham a nascer destes casamentos inesperados.
meio dia, o sol dilata o corao das rosas, dos lrios e das outras flores, o jardim enche-se de perfumes e de zumbidos.
Ouve, pequena Lcia, dir-se-ia que so as flores que murmuram e que trauteiam alegremente:
Flores Sim, casemo-nos!

Poema “Os dez dedos”

Nov 10, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Estimulao leitura e escrita, Os Cinco Sentidos, Poesia

Hoje partilho um poema para trabalhar o Tacto ou o Corpo Humano:

Os dez dedos

Tenho dez dedos nas mos

Cinco nesta e cinco nesta

Os meus dedos tudo podem

E de tudo so capazes

Se fecho as mos no os vejo

Quando as abro vejo ento

Mexo-os para cima e para baixo

E depois… j c no esto.

Autor desconhecidoMo

Comeou o Outono
vamos fazer um painel
com tintas e um pincel…

rvores quase despidas
folhas amarrotadas
amarelas, castanhas
e alaranjadas…

O vento a soprar na rua
o vendedor a passar:
Quem compra castanhas quentes
Acabadinhas de assar?

A minha sugesto de hoje a execuo de um Painel de Outono, em papel de cenrio e com tintas de vrias cores.

Hoje sugiri-vos a leitura desta mini histria. uma histria alusiva ao Dia das Bruxas que est prximo.

Casinha das bruxas

Naquele castelo h um porto de ferro,

h teias de aranha e uma vassoura velha.

Pelos telhados anda um gato travesso,

a quem a bruxa feia abraa e d beijos.

Naquele castelo esconde-se o mistrio,

enrtre grandes paredes e um enorme tecto.

Este poema pode tambm ser cantado:

Os atacadores soltam-se

se no os souberes prender;

vou-te contar um segredo

e vais ficar a saber.

Pegando pelas duas pontas,

uma cruz deves fazer;

passa uma por dentro da outra,

estica-as e vais ver!

Observa…genial!

Juntas esto apertadinhas.

Agora vamos fazer o lao

comeando pelas orelhinhas.

Pega nos atacadores

forma duas orelhinhas

que se abraaro uma outra

ficando muito unidinhas.

Agora que esto esticadas

um n no meio vai aparecer,

o sapato j est calado,

com um lindo lao a prender!

um jogo divertido,

que tu deves praticar;

se puxares as duas pontas,

elas vo desatar.

Por Nilda Zamataro

Histria ” A casa da mosca fosca”

Set 25, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Estimulao leitura e escrita, Histrias Infantis

A casa da mosca fosca

Era uma vez a MOSCA FOSCA
Que vivia num bosque distante.
Farta de zunir, de dar voltas sem parar,
Decidiu fazer uma casa para morar.
Podia dormir na cama,
E ficar muito quentinha,
Podia receber amigos
E preparar doces na cozinha.
E a Mosca Fosca ps-se a trabalhar
Erguendo uma casa num lindo lugar.
Para o seu lar inaugurar sem demora,
Preparou um belo bolo de amora.
O seu aroma espalhou-se pelo bosque afora.
Arranjou SETE assentos,
E para a mesa, SETE pratos.
No cabia nem mais um.
Pouco tempo passado, bateu porta o ESCARAVELHO.
– Quem vive neste lugar?
Quem venho visitar?
– A Mosca Fosca.
Fao uma festa para inaugurar
Este que o meu novo lar.
E tu quem s?
– Sou o Escaravelho Carquelho,
Aquele que tem o nariz vermelho.
Que bom cheiro! Posso entrar?
– Claro que sim.
s o PRIMEIRO a chegar!
E muito contentes os DOIS decidiram merendar.
Mas quando iam comear, passou por ali o MORCEGO.
Viu a casa, cheirou-lhe a bolo e bateu porta.
– Quem vive neste lugar?
Quem venho visitar?
– A Mosca Fosca
E o Escaravelho Carquelho.
E tu quem s?
– Sou o Morcego Ralego,
O que gosta da noite
Para ter sossego.
Ai que fome, posso entrar?
– Claro que sim.
s o SEGUNDO a chegar!
E muito contentes os TRS decidiram merendar.
Mas antes da primeira dentada,
Passou ali o SAPO.
Cheirou-lhe a bolo e ficou com apetite.
– Quem vive neste lugar?
Quem venho visitar?
– A Mosca Fosca,
O Escaravelho Carquelho,
E o Morcego Ralego.
E tu quem s?
– Eu sou o Sapo Larapo,
Com laarote de trapo.
Que bem cheira! Posso entrar?
– Claro que sim.
s o TERCEIRO a chegar!
E muito contentes os QUATRO decidiram merendar.
Mas quando iam comear,
Passou pelo bosque a CORUJA.
Viu a casa, ouviu a festa e aproximou-se.
– Quem vive neste lugar?
Quem venho visitar?
– A Mosca Fosca,
O Escaravelho Carquelho,
O Morcego Ralego,
E o Sapo Larapo.
E tu quem s?
– Sou a Coruja Rabuja,
A que limpa e nunca suja.
Boa festa! Posso entrar?
– Claro que sim.
s a QUARTA a chegar!
E muito contentes os CINCO decidiram merendar.
Mas quando iam comear,
Passou por ali a RAPOSA.
Cheirou-lhe a bolo e animou-se a entrar.
– Quem vive neste lugar?
Quem venho visitar?
– A Mosca Fosca,
O Escaravelho Carquelho,
O Morcego Ralego,
O Sapo Larapo,
E a Coruja Rabuja.
E tu quem s?
– Sou a Raposa Tramosa,
Sou muito esperta e muito gulosa.
Que bolo apetitoso!
Posso entrar?
– Claro que sim.
s a QUINTA a chegar!
E muito contentes os SEIS decidiram merendar.
Mas quando iam provar o bolo,
Passou por ali o LOBO.
O cheiro fez-lhe crescer
gua na boca
E bateu porta.
– Quem vive neste lugar?
Quem venho visitar?
– A Mosca Fosca,
O Escaravelho Carquelho,
O Morcego Ralego,
O Sapo Larapo,
A Coruja Rabuja
E a Raposa Tramosa.
E tu quem s?
– Sou o Lobo Rebobo,
O mais narigudo
face do globo.
Que bolo to bem feito!
Posso entrar?
– Claro que sim.
s o SEXTO a chegar!
E muito contentes os SETE decidiram merendar.
Quando por fim iam provar o bolo,
Apareceu por ali o urso. Tinha estado toda a tarde
procura de amoras sem encontrar nenhuma.
Viu a casa, ouviu a festa e pensou:
Porque no me convidaram?
E bateu porta.
– Quem vive neste lugar?
Quem venho visitar?
– A Mosca Fosca,
O Escaravelho Carquelho,
O Morcego Ralego,
O Sapo Larapo,
A Coruja Rabuja,
A Raposa Tramosa
E o Lobo Rebobo.
E tu quem s?
EU SOU O URSO LAMBEIRO,
O MAIS GULOSO DO MUNDO INTEIRO.
E ESTE RICO BOLO DE AMORA
VOU COM-LO TODO AGORA!
E assim se acaba o conto Com uma dentada e pronto!


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