Educao de Infancia

Fevereiro, 2009


Vem a a Prima Vera

Fev 28, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Estaes do Ano

Vem a a Prima Vera

Carolina fica intrigada quando recebe a carta de uma Prima que no conhece. Quando a vai esperar estao v-se rodeada por outros meninos que, ansiosos, tambm aguardam a anunciada visita.

Finalmente chega estao uma menina carregada de presentes: joaninhas, flores, sol, andorinhas

Quem ser afinal esta Prima to especial?

Era uma vez uma menina chamada Carolina a quem o carteiro, numa bela manh, entregou uma carta.

Carolina, depois de abrir o envelope, ficou muito surpreendida ao ler o que na carta estava escrito:

Chego no dia 21 de Maro. Estao nova. Tua Prima.

Voltou a ler a carta, outra vez e ainda outra, sem nada entender: – Quem ser esta prima que eu no conheo? Bem, s faltam trs dias para saber.

Trs dias? Tanto tempo para uma menina cheia de curiosidade. Por isso, Carolina no sossegou e, na vspera do importante dia, demorou a adormecer.

O dia 21 de Maro amanheceu envolvido por um sol radioso. A menina levantou-se cedo e, vestida com uma roupa de festa como algum que espera visitas, saiu de casa. Apertando numa das mos a carta, dirigiu-se, sem demoras, estao dos comboios (que era nova porque tinha sido construda h pouco tempo).

Ao chegar viu um grupo de entusiasmados meninos. Aproximou-se e percebeu que alguns seguravam um envelope. Resolveu ento perguntar-lhes o que faziam ali.

Os meninos contaram que cada um tinha recebido uma carta que dizia:

Chego no dia 21 de Maro. Estao nova. Tua Prima.

Carolina mostrou-lhes a sua carta que dizia exactamente o mesmo.

Tudo parecia estranho.

Resolveram esperar. Viram passar um comboio, depois outro e ainda outro Finalmente aproximou-se da estao, em marcha lenta, um comboio que acabou por parar.

Dele saiu uma bonita menina com um vestido coberto de flores: malmequeres, papoilas, tulipas, lrios No seu chapu, amarelo como o sol, esvoaavam andorinhas e pardais; os seus sapatos eram verdes como a erva dos campos.

Carregada de malas, dirigiu-se aos meninos:

– Fui eu que vos escrevi. Estou muito feliz por me terem vindo esperar. Sou a vossa Prima.

– Nossa Prima? perguntaram os meninos de olhos arregalados.

– Como te chamas? apressou-se a perguntar, Carolina.

– Ah! Ainda no descobriram? Eu sou a Vera. Sou a vossa Prima e de todos os meninos do mundo. Costumo chegar aqui neste dia. Sou a PRIMA VERA!

Que surpresa to grande! Os meninos ficaram radiantes.

Feitas as apresentaes, a Prima Vera comeou a abrir suas malas para mostrar os presentes que trouxera: SOL, ANDORINHAS, FOLHAS VERDES, FLORES, BORBOLETAS, JOANINHAS e muita, muita ALEGRIA.

Agradecendo a presena de todos, a Prima explicou que iria, de seguida, ao encontro de outros meninos.

Mas voltaria para o ano. Palavra de Prima Vera!

Antes de partir, pediu ainda aos meninos que anunciassem a sua chegada a todas as pessoas.

Eles assim fizeram. Correram at suas casas, sorridentes e ansiosos por contar aos pais, irmos, avs, amigos e vizinhos que era um dia muito especial: tinha chegado a PRIMAVERA!

CUSTDIO, Lourdes (2002). Vem a a Prima Vera. Vila Nova de Gaia: Gailivro.

O que um Educador deve ser

Fev 27, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Educao de Infncia

Um educador

Um educador(a) deve ser…

Criativo como Picasso
Poliglota
Rpido como um relmpago
Alegre como pinson
Terno como um pintainho
Engenhoco como um Estrumfe

Alm disso, deve ter…

Uma memria de elefante
Uma pacincia de anjo
Resistncia a qualquer prova
Olhos volta da cabea
Um filtro nasal
Resposta automtico integrado
Um microfone incorporado
Umas costas largos
Orelhas binicas com controlo de intensidade
Oito braos como um polvo
Um corao como Phil Latulippe
Dedos de fada
Pernas de atleta
Uma bexiga de cinco litros
Um sistema imunitrio revolucionrio
Uma mulher (homem) orquestra!

Um super homem/uma super mulher

(uma partilha da minha querida Terkina)

A Rua Aborrecida

Fev 26, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Conhecimento do Mundo, Estimulao leitura e escrita

A Rua aborrecida”

Era uma vez uma rua que vivia muito aborrecida!
- Ai! Que aborrecida que estou- dizia ela para si.
- Nada acontece por aqui. S os carros passam por mim a grande velocidade!!!
Um dia…a rua comeou a sentir um movimento estranho perto de si.
-Que ser que se passa aqui??!!
- Estou muito curiosa!
Observou, observou, com muita ateno o que se passava sua volta…at que descobriu!!
- J sei !
- Esto a construir uma casa…uma casa muito grande!
- E tem um Jardim bem bonito ao seu redor…com baloios…olha dois escorregas…uns carros feitos de troncos.
- Espera!- continuava ela.
J sei! Esto a construir um Jardim de Infncia!
- Era verdade, ali perto daquela rua, estava a ser construdo um Jardim de Infncia.
- Uma escola- continuava-mas isso quer dizer que por aqui vo passar muitos meninos…
- Viva! Viva!…Viva!- disse ela muito feliz.
- Parece que se acabou o aborrecimento…ver passar por mim a pequenada uma coisa que muito me agrada…ouvir os seus risos…ver as suas brincadeiras!
- Pstt! Pstt!… menino chamou ela
O Joo que passava apor ali ouviu chamar. Olhou para todo o lado e no viu ningum.
A rua continuou:
- Pstt!…Pstt!…estou aqui debaixo dos teus ps. No tenhas medo!- disse a rua.
- S quero saber se gostas de passar por mim, quando vais para a escola.
- Sim, gosto muito- disse o Joo. Mas acho que faltam aqui algumas coisas…
- Que coisas?
- Olha! As passadeiras em frente escola para ns podermos passar em segurana!
- verdade…Tenho de enfeitar-me de riscos, para os meninos poderem atravessar-me.
- Sabes- disse o Joo.
- preciso alargar os passeios e colocar daquelas coisas pra protegerem os meninos que saem da escola…as barreiras de proteco!
- preciso tambm avisar aqueles condutores distrados, de que aqui perto est uma escola…com aqueles sinais de perigo.
- Tantas coisas necessrias!
- Vou j tomar providncias…

E assim aconteceu… nada naquela rua faltava para os meninos que iam para aquela escola andarem em segurana.
A rua vivia agora muito feliz e quem nela passava tambm!
O aborrecimento de outrora acabara, porque agora todos os dias havia um motivo de distraco com toda aquela crianada!
Vitria…Vitria e acabou-se a nossa histria!

Histria elaborada pelo grupo de 5 anos do Jardim de Infncia do Centro de Bem estar social da Zona Alta Torres Novas.

Ao explorar esta histria com as crianas, o Educador de Infncia est a contribuir para o desenvolvimento dos seguintes subtemas de Educao Rodoviria para a Educao Pr-Escolar:

  • Utilizao do passeio como espao prprio para circulao de pees,
  • Interpretao da forma e cor de alguns sinais de trnsito,
  • Locais mais seguros e sinais para pees para atravessamento,
  • Comportamentos adequados e inadequados dos utentes,
  • Associao da necessidade de regras de trnsito com a sua prpria segurana.

Vou vos contar a histria da tia Bia que vivia numa quinta no Alentejo e que tinha muitos animais de quem gostava.

Um belo dia recebeu um convite para ir aos anos do netinho que morava em Lisboa.

O pior que tia Bia s depois de comprar a prenda para o seu netinho que viu que no tinha dinheiro que chegasse para arranjar o carro. que ele j era muito velho e a ltima vez que tinha ido passear os cintos do carro, por estarem velhos, acabaram por se estragar.

Os animais da quinta tinham todos o cuidado de a avisar pois, gostavam muito da tia Bia e sabiam o quanto era perigoso andar sem cinto de segurana na estrada.

A galinha dizia: - Tia Bia, tia Bia muito arriscado, ir passear sem cinto levar!

O porquinho dizia: - Tia Bia, tia Bia cuidado que para viajar o cinto deve levar!

A abelhinha dizia: - Tia Bia, tia Bia na estrada vais parar e multa levar e o polcia no te vai desculpar!

O coelho dizia: - Pobre tia Bia, sem o cinto colocar um acidente pode ter e ento vai ver que mal pode ficar!

A libelinha dizia: - Nunca se deve ir em viagem sem verificar se tudo est operacional e o mais importante se o cinto est funcional!

A Pata dizia: - Tia Bia, tia Bia tu sabes que sem o cinto no deves viajar porque se travares de repente vai bater no vidro da frente!

A borboleta dizia: - Ai minha tia Bia! to bom viajar em segurana sem ter de se preocupar e voc nem o cinto vai lavar?!

Mas a tia Bia l foi sem cinto, com muita ateno para o polcia no a multar.

Porm, depois de muito andar, de caras foi dar e o polcia teve de enfrentar.

Polcia Muito bom dia senhora, onde vai passear?

Tia Bia Ai senhor polcia aos anos do meu netinho eu vou.

Polcia – E que presente lhe comprou?

Tia Bia Foi um brinquedo, senhor polcia.

Polcia Muito bem. Ento posso ver os documentos?

Tia Bia Sim, sim esto aqui.

Polcia Tudo em ordem! E agora vamos verificar o seu carro. Onde esto os cintos?

Tia Bia Ai! Senhor polcia eu no tive dinheiro para os mandar colocar.

Polcia Mas, assim no pode viajar vou ter de a multar.

Tia Bia Oh! Senhor polcia peo-lhe por tudo que me deixe continuar a minha viagem que eu prometo-lhe que logo que chegue a Lisboa vou direitinha oficina do meu filho e ele compra-me uns cintos de segurana e eu vou logo coloc-los.

Polcia Muito bem minha senhora mas, no se esquea porque, quando regressar, eu vou aqui estar e levo-a presa por me estar a enganar.
Tia Bia No estou nada senhor polcia. Vai ver, eu vou voltar com uns cintos novinhos a brilhar.

A tia Bia despediu-se do senhor polcia e foi pedindo a todas as fadas que existissem para que alguma a ajudasse, pois o seu filho era to pobre que no ia ter dinheiro para lhe emprestar e sem cintos iria ficar.
De repente a sua fada madrinha apareceu de cintos brilhantes prontos a serem colocados.
Ento, com uma magia, tudo ficou no lugar mesmo antes de a Lisboa chegar.
Quando l chegou a todos a sua histria contou e nem queria acreditar que agora o senhor polcia podia enfrentar e sem medo podia viajar.

O seu filho dizia: – Me Bia, me Bia, ponha o cinto com cuidado no fique com ele encravado ou mal fechado.

O netinho dizia: – Ai minha rica av Bia, to bom viajar em segurana sem sequer ter de pensar que pode ter de parar quando o polcia avistar, sem se preocupar, pois os cintos esto no lugar.

Externato A COLMEIA
Sobreda da Caparica Almada

Ao explorar esta histria com as crianas, o Educador de infncia est a contribuir para o desenvolvimento dos seguintes subtemas de Educao Rodoviria para a Educao Pr-Escolar:

Transporte de crianas nos veculos em cadeiras de segurana
Comportamentos adequados e inadequados dos utentes

Preveno Rodoviria Portuguesa

A Educao Especial

Fev 24, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras, Necessidades Educativas Especiais

Agora as colegas de Ensino Especial e ns enquanto Educadores de Infncia de crianas com diferentes Necessidades Educativas, vamos ter ao nosso dispor uma Revista intitulada Educao Especial. Esta Revista uma iniciativa da Editora Ediba e ter um custo de 3.50 euros.

uma revista pioneira, visto ser a nica no mercado que foca em exclusivo as diferentes problemticas, como agir em contexto sala de aula, e faculta material de apoio aos profissionais.

Esta revista sai em Portugal no ms de Maro de 2009, e disponibiliza as seguintes actividades e conceitos:

Como detectar crianas com perturbaes severas do desenvolvimento

Educao Plstica: Fazemos um Tear

Educao Musical nas Escolas de Ensino Especial

Como reage o bb frente ao espelho

O Alfabeto Braille ( pronto a usar)

Desenhos para livros com imagens

Ajustar as formas usando as transparncias.

Esta revista, j vendida em Espanha, h vrios meses, apesar de chegar mais tarde a Portugal, a Educao s fica a ganhar com este tipo de iniciativas.

Ser sem dvida uma ferramenta importante , para conseguirmos uma integrao mais ajustada destas crianas. Um ptimo suporte terico e prtico para ns.

Aguardo as vossas opines acerca do seu contedo.

Os Trs Palhacinhos

Fev 23, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Carnaval, Expresso musical, Msicas Infantis

Os trs palhacinhos

Os trs palhacinhos
Andando l vo
Pela estrada fora
At ao porto.

Batem porta
No podem entrar
Sai de l o co
E pe-se a ladrar:
o-o faz o co
Miau-mau faz o gato
Gri-gri faz o grilo
Qua-qua faz o pato.

Os trs palhacinhos
No querem fazer mal
S querem brincar
Quando Carnaval.

Uma msica infantil alusiva ao Carnaval para cantarem com os vossos meninos.

Palhaos para colorir

Fev 22, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Carnaval, Colorir, Expresso plstica

Estes palhaos podem ser coloridos ou ornamentados segundo a criatividade das crianas, para depois serem expostos de forma a decorar a salinha.

Deixo tambm uma lengalenga partilhada pela Rita C. Obrigada Rita.

“Quem s tu mascarado, que ests to bem disfarado?

Eu tambm no sei quem sVamos nos fartar de rir…

s nos podem descobrir pelas orelhas e pelos ps!”


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