Referimo-nos infncia permite-nos dar resposta a algumas questes directamente relacionadas com a necessidade de ajudar a criana a ver-se como sujeito da sua prpria aprendizagem.

Mas a que criana nos referimos? Ser que todos nos baseamos num conceito de criana comum? Nas representaes de cada um de ns, as crianas sero todas iguais? Se sim..em que aspectos? Se no… em que se diferenciam? E a escola, de um modo geral, a que crianas procura resposta? Ser esta escola um espao de respeito pelas diferenas ou de construo da homogeneidade?

Tanto quanto possvel, importante, atravs da reflexo crtica, pensar nestas questes e procurar dar-lhes resposta, analisando, em primeira instncia, que respresentaes sociais tem cada um de ns e, consequentemente, transmite s crianas em situaes concretas da sua prtica educativa. imprescindvel que a criana seja efectivamente uma criana real, a criana que, quotidianamente encontramos nos espaos educativos para assim podermos compreender as suas necessidades, interesses e identidade.

Dar-nos esta possibilidade implica rever a viso que temos sobre a infncia e transform-la num objecto de estudo e de reflexo constante.

Trata-se, acima de tudo, de pedir aos Educadores que formem adultos reflexivos, com capacidade para pensar antes de agir e realizar-se a si mesmos tendo como eixo valores que os levam a procurar uma sociedade melhor, pois aqui reside um dos mais profundos sentidos da profisso docente, da nossa profisso.