Chuva, porque cais?
Vento, aonde vais?
Pingue…Pingue…Pingue…
Vu…Vu…Vu…
Chuva, porque cais?
Vento, aonde vais?
Pingue…Pingue…Pingue…
Vu…Vu…Vu…
Ó vento que vais,
Vai devagarinho.
Ó chuva que cais,
Mas cai de mansinho.
Pingue…Pingue…
Vu…Vu…
Muito de mansinho
Em meu coração.
Já não tenho lenha,
Nem tenho carvão…
Pingue…Pingue…
Vu…Vu…
Que canto tão frio
Que canto tão terno,
O canto da água,
O canto do Inverno…
Pingue…
Que triste lamento,
Embora tão terno,
O canto do vento,
O canto do Inverno…
Vu…
E os pássaros cantam
E as nuvens levantam!
Matilde Rosa Araújo, O Livro da Tila
As minhas crianças ouvem frequentemente boa Literatura, os da Matilde não são excepção. Após a morte da grande Capuchinho Cinzento, não deve ficar esquecida.
Procurem ler livros de qualidade às vossas crianças, os de Matilde são sem dúvida a melhor escolha, além de serem bons para serem ouvidos, são fantásticos para serem dinamizados.
Imagens sobre o tema, que pode ajudar para contar uma história, falar sobre o tema ou para enviar um recado/informação aos encarregados de educação sobre isso.
Referimo-nos à infância permite-nos dar resposta a algumas questões directamente relacionadas com a necessidade de ajudar a criança a ver-se como sujeito da sua própria aprendizagem.
Mas a que criança nos referimos? Será que todos nos baseamos num conceito de criança comum? Nas representações de cada um de nós, as crianças serão todas iguais? Se sim..em que aspectos? Se não… em que se diferenciam? E a escola, de um modo geral, a que crianças procura resposta? Será esta escola um espaço de respeito pelas diferenças ou de construção da homogeneidade?
Tanto quanto possível, é importante, através da reflexão crítica, pensar nestas questões e procurar dar-lhes resposta, analisando, em primeira instância, que respresentações sociais tem cada um de nós e, consequentemente, transmite às crianças em situações concretas da sua prática educativa. É imprescindível que a criança seja efectivamente uma criança real, a criança que, quotidianamente encontramos nos espaços educativos para assim podermos compreender as suas necessidades, interesses e identidade.
Dar-nos esta possibilidade implica rever a visão que temos sobre a infância e transformá-la num objecto de estudo e de reflexão constante.
Trata-se, acima de tudo, de pedir aos Educadores que formem adultos reflexivos, com capacidade para pensar antes de agir e realizar-se a si mesmos tendo como eixo valores que os levam a procurar uma sociedade melhor, pois aqui reside um dos mais profundos sentidos da profissão docente, da nossa profissão.
A criança precisa de inovar e de criar. Não é necessário ter muitos brinquedos ao mesmo tempo. Ela pode mudar de um para o outro, insatisfeita diante de uma escolha tão grande.
A maneira de normal das crianças aprenderem é a brincar. Para elas, brincar e aprender não são actividades antagónicas, por isso, beneficiam se lhes forem proporcionadas situações de aprendizagem divertidas.
Uma criança muito pequena precisa de brinquedos que estimulem os cinco sentidos, os adequados para um bebé com menos de um ano são aqueles que lhes proporcionam a experiência de cores, texturas, materiais e formas interessantes e variadas. Os que fazem barulho e reagem a acções, como os guizos, dão-lhe uma sensação de controlo e estimulam o desenvolvimento das competências de manipulação e de coordenação.
O bebé tem necessidade de conhecer e sentir a consciência dos materiais, a forma e as cores diversas. O bebé deve ter muito tempo para essas explorações. Uma das formas de estimular o desenvolvimento do bebé é criar as condições para brincadeiras criativas num ambiente estimulante.
O melhor brinquedo para uma criança é aquele que a fascina eternamente e ao qual ela volta sempre, porque lhe oferece cada vez mais estimulo e divertimento. E quanto menos elaborado e mais básico for o brinquedo, mais possibilidades oferece à imaginação da criança.
É importante não ignorar que à medida que os bebés se desenvolvem, necessitam de estímulos diferentes e a escolha de brinquedos deve reflectir essas diferentes necessidades.
Fonte: Programação e planificação na creche 0-1 ano: Bola de Neve
A criança tem tudo a aprender. E o adulto está presente para a andaimar no seu processo de aprendizagem. Mas será que o adulto percebe que, tal como nós, a criança aprende aquilo que realmente é importante e relevante para si? A resposta e esta questão é-nos dada por Carl Rogers (cit por Norman Sprinthall e Richard Sprinthall, 1990, p. 321 e 322), que durante toda a sua carreira sublinhou a importância da qualidade das relações interpessoais e ressalva que a forma como nos relacionamos com os outros é central para o nosso desenvolvimento pessoal.
É essencial definir, desde já, que o importante não é saber o que nós, adultos, devemos ensinar às crianças, mas sim como elas aprendem, como se constrói a sua pessoa e o seu conhecimento do mundo.
Por outro lado, torna-se importante distinguir compreensão de aprendizagem. A primeira, significa “fazer a apreensão de”. A compreensão de algo é um processo quase imediato sendo apenas necessário comparar o que se apreende – o que se faz neste momento e o que se fez no momento anterior. Para além disso, para se compreender algo é necessário “estar interessado em”.
Quando estiver a ler um livro aos seus alunos, fale-lhe sobre o autor e o ilustrador da obra. Deixe que eles ganhem consciência do estilo do artista, através de alguns minutos de conversa sobre as imagens e as palavras do livro.
Peça à criança para descrever o livro por palavras suas.
Eu sou uma profissional, tento ser justa mas não posso ser conivente. Existem situações com as quais eu não concordo nem nunca vou concordar, independentemente dos “ses”. Em Portugal transita-se uma criança com 9 negativas, ou seja nem numa área ela teve sucesso.
Expliquem-me como é possível? E há muito boa gente que por dificuldades económicas, sociais, fisícas, psicológicas, etc se vê retida com um número de negativas muito inferior. Que justiça é esta? E aqueles alunos que lutam para conseguir um curso superior, que os pais pagam com muito esforço explicações para entrarem no que tanto desejam?
Eu sou Educadora e luto não por direitos iguais mas por igualdade de oportunidades mas não é assim que se obtêm. Eu sei que vai haver muita gente a criticar-me mas é a minha opinião e vale como todas as vossas. Isto não é Educar! O que foi feito durante o ano para que o aluno tivesse melhores resultados? Será que só se lembraram dele no dia da avaliação final?
Enquanto Portugal tiver uma Ministra que seja contra “chumbar” este país não vai ter um futuro nada feliz. Estas crianças que hoje andam pelos bancos da escola, vão ser os nossos Engenheiros, Médicos, Advogados, Cozinheiros, Gestores, terão eles competências para tal?
A Educação é muito mais que um Magalhães, é muito mais que transitar ou não. De que nos serve ter uma uma população feliz com um Diploma na mão, se não está apto para exercer e esta condenada ao desemprego.
Não trabalhem para estatísticas, trabalhem para a realidade. Sejam exigentes porque isso não traumatiza nenhum aluno. A vida vai ser muito mais exigente com eles e não vai estar preocupada com os possíveis traumas.
Os professores têm medo de não transitar um aluno e transformam a Educação num facilitismo tal, que só prejudicam os alunos que nada aprendem nem o respeito por que tenta (mesmo em condições muitas vezes miseráveis) ENSINAR.
Ensinar e Aprender não são notas/avaliações, são esforços de professores e alunos, são vivências, são trocas, são partilhas, são uma infinidade de acontecimentos que os políticos não entendem.
São as pessoas que fazem a Educação e isso faz-se no terreno, não é só no papel, por pessoas que sabem muito pouco sobre Educação e têm pouco mais que a experiência pessoal ou a ideia remota do que foi a sua vida escolar. E são estas pessoas que decidem os destinos da Educação e os “disparates” que por cá se fazem. É no mínimo triste!
Para ver as notícias a que me refiro, na integra, pode encontra-las aqui e aqui.
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