Educao de Infancia

As nossas leituras


Perfil do Aluno Agressivo

Jul 2, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras

Perfil de um aluno agressivo

A imagem estereotipada de um aluno agressivo de algum impopular, cobarde e que agride porque inseguro. Contudo, a realidade mais complexa, e sobretudo menos linear, j que no so muitos os alunos que agridem e admitem terem-no feito. Ao nvel da investigao, este domnio das variveis individuais outro que se caracteriza pela falta de consenso entre os autores, sobretudo no que diz respeito popularidade, ansiedade, auto-estima e autoconfiana (Flood, 1994; Olweus, 1984, in Reid, 1989; 1993, in Flood, 1994; Sephenson & Smith, 1987; in Flood, 1994).

Algumas caractersticas apontadas nos agressores so o reduzido auto-controlo (Olweus, 1984; in Reid, 1989) e a reduzida capacidade de concentrao, ao mesmo tempo que so descritos pelos professores como tendo poucas qualidades atraentes (Sephenson & Smith, 1987; in Flood, 1994).
Na maioria dos casos, os rapazes so mais agressivos do que as raparigas, uma diferena notada na maioria das culturas no mundo inteiro, em quase todas as pocas. Os meninos acham-se especialmente inclinados a usar a agresso fsica, mas tambm mostram mais agresso verbal do que as meninas (Maccoby & Jacklin, 1974, 1980; Parke & Slaby, 1983).

Segundo Carlos Hilsdorf, a agresso no precisa ser explcita ou escancarada, ela pode ocorrer de forma verbal ou no-verbal. Desconsiderar pontos de vista, no ouvir atentamente as pessoas, subestimar a sua inteligncia e contribuies, interromper prematuramente as suas exposies, manter uma postura fsica ou expresso facial de superioridade so algumas entre tantas outras formas de agresso no verbal.

Muito provavelmente a indisciplina no contexto escolar irm gmea de outros comportamentos de contestao juvenil; e a sua interpretao deve ser feita no sentido da busca de identidade que caracteriza muitas das aces infantis. Ser criana no pode significar se aptico, aceitar sem discusso ou obedecer sem reflexo, embora tenha sido sempre assim, hoje em dia torna-se imperativo que o deixe de ser.

Segundo Daniel Sampaio (1996), para se combater a indisciplina a escola tem de analisar a forma como exercido o seu controlo. A preveno da disciplina est relacionada com a organizao pedaggica da escola, ou seja, a disciplina e a indisciplina so um produto das relaes pedaggicas estabelecidas pelos diversos protagonistas da realidade escolar.

Para se compreender o que a indisciplina, a escola tem de entender um conjunto de comportamentos que considera aceitveis, sob o ponto de vista pedaggico e social, para aquelas pessoas naquele contexto.

Tambm Perrenoud (1995), defende que a escola no pode ser um local onde se vai gratuitamente, precisa de ser um bem que se cultiva e que se enriquece participando na sua vida. S o aluno interessado pode ser aluno disciplinado.

O conflito com as normas e valores vigentes, o desafio autoridade, o conflito com outras geraes e a necessidade de ser diferente, so lugares comuns na descrio do perodo etrio que a infncia/juventude. Estes so fundamentais ao nvel familiar, na conquista de alguma autonomia por parte da criana e estabelecimento de relaes de interdependncia com os pais, caracterizadas por um equilbrio entre vinculao e autonomia. A ruptura ou afastamento temporrio so muitas vezes indispensveis no prosseguimento destas mudanas, podendo este corte ser manifesto mais ou menos abertamente. A autonomia conquistada em termos instrumentais e emocionais vai permitir criana um processo de explorao e questionamento do mundo e de si prprio, imprescindveis na construo da sua identidade.

Ainda que compreensvel a constatao de que muitos dos comportamentos perturbadores dos jovens so realizados em grupo, importa avaliar at que ponto est ou no a ocorrer uma presso do grupo para a realizao desses mesmos comportamentos. A necessidade da identidade de grupo, o medo de ser excludo ou criticado ou o risco de ver a sua auto-estima ser fortemente atingida, levam muitas vezes o jovem a um conformismo em relao ao seu grupo. A importncia desse mesmo grupo enquanto espelho de si prprio, explica muitas das condutas do jovem como uma necessidade de aprovao ou de ganhar estatuto nesse mesmo grupo.

Por ltimo, o desenvolvimento scio-cognitivo revela-se ele prprio condicionante das estratgias que a criana adopta na resoluo de conflitos, sendo neste perodo mais baseadas na fora fsica do que na negociao, com uma reduzida empatia para com os sentimentos e pontos de vista do outro, capacidade que tambm ser adquirida com a idade. A antecipao das consequncias, traduzida tambm numa capacidade de adiar gratificaes, que permite criana uma descentrao do aqui e agora em que habitualmente funciona, para uma viso mais a longo prazo dos acontecimentos e das suas implicaes. Esta competncia, em desenvolvimento no jovem, na sua ausncia apontada por alguns autores como sendo responsvel por alguns desses comportamentos, nomeadamente de agressividade.

Em suma, o desenvolvimento psicolgico encerra caractersticas ou incapacidades que tm expresso em comportamentos possveis de serem enquadrados em qualquer um dos conceitos apresentados. Contudo, estes comportamentos no devem ser assumidos como uma predisposio ou afirmao de qualquer um desses conceitos, mas antes como um quadro desenvolvimental e portanto passageiro.
Berkovitz (1987) e Coslin (1987) referem-se especificamente ao carcter normativo destes aspectos num contexto desenvolvimental, afirmando o primeiro que a agressividade e os seus modos de expresso so aspectos cruciais na juventude devido ao seu significado desenvolvimental e consequncias psicossociais.

Coslin salienta de igual modo a importncia e significado desenvolvimentais da agressividade, e refere uma afirmao de um autor grego do sc. V a.C. que ilustra o carcter normativo do quadro apresentado:

os jovens de hoje adoram o luxo; no tm maneiras, ridicularizam a autoridade e no tm nenhum respeito pelos seus progenitores. Os filhos so verdadeiramente uns pequenos tiranos. J no se levantam quando uma pessoa de idade entra na sala onde esto, contrariam os pais, esto mesa como glutes e fazem a vida um inferno aos professores.

Existem diferentes grupos de variveis que podem ser utilizados para explicar os actos de agressividade. So eles:
As prticas educativas;
A herana gentica;
A personalidade;
O estatuto na sociedade;
O meio;
A influncia do grupo de pares;
O contexto imediato e estado motivacional;
A percepo das consequncias da situao.

Com o modelo de Clarke (1977), Baker e Waddon (1989) defendem que este bastante abrangente, pois abarca diferentes correntes tericas frequentemente apontadas para a explicao e compreenso dos problemas comportamentais que salientam o contributo de factores individuais, do meio prximo ou da sociedade em geral.

Conceito de Educao

Jun 15, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras, Educao de Infncia

Problemtica, varia tendo em conta vrios aspectos:

Factores que acontecem em todas as sociedades;

Como actividade que um processo, uma construo;

Poder ser consequncia desse actividade e sendo assim, o seu resultado/efeito;

Tambm relao porque permite estabelecer uma ponte permissiva;

Actuao do educador em relao ao educando;

Qualidade de qualquer pessoa que foi educada;

Pode chamar-se tambm, ao sistema escolar de um pas;

Nvel de instruo de um povo;

Comportamento segundo certas normas de cidadania;

Transmisso cultural numa sociedade.

H diferentes dimenses relacionadas com o termo educao e que se prendem com uma dimenso pessoal, social, econmica, poltica, artstica, etc.

Cabanas, baseia-se no conceito essencial contestvel, (v a educao como um conceito contestvel).

1. tipo valorativo;

2. tem um carcter complexo;

3. varia se as circunstncias variarem;

4. acredita-se que a discusso do conceito o clarifica;

5. quem o utiliza sabe que existem outras acepes sobre o mesmo.

# Na disciplina de pedagogia:

A educao um processo, um conjunto de actos educativos dos quais o ser humano consegue atingir nveis superiores da sua existncia.

Acreditamos que a educao uma realidade enti-nmica. (quer dizer que possui pequenas/grandes questes que revelam algumas contradies que as pessoas podem discutir. Exemplo disso, so as questes das posies das famlias permissivas).

” A educao um acto de amor, por isso, um acto de coragem. No pode temer o debate. A anlise da realidade. No pode fugir a discusso criadores, sob pena de ser uma farsa. Como aprender a discutir e a debater com uma educao que se impe?”

Paulo Freire (Educao como prtica da liberdade)

(Forma de informar so duas autonomias diferentes)

“A educao tem como finalidade desenvolver no indivduo toda a perfeio de que este capaz.”

E. Kant

(atitude preceptora/empreendedora)

“A educao tem sobretudo como objectivo desenvolver a capacidade para as transformaes e a adaptao a situaes novas.”

Gaston Mialaret

(criatividade, altitude que os alunos tm perante algumas situaes)

O aluno deve ser receptor, mas tambm ser algo mais do que isso, pode ser ideias. Scrates deixava os seus alunos falar e s depois que falava e comentava.

Mialaret

Pedagogia, escolhe, explica as aces educativas, o seu objectivo de estudo uma reflexo sobre a prtica para melhorar as prticas.

Investiga, reflecte sobre as finalidades da educao =/= das finalidades educativas

Para explicitar objectivos propor meios de interveno meios metodolgicos, de organizao, assim incidem diferentes pontos:

No aluno;

No papel de educador/professor;

Nos conhecimentos (sabores);

Nos contextos.

As Orientaes Curriculares na Educao de Infncia

Jun 14, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras, Educao de Infncia

ORIENTAES CURRCULARES:

Conjunto de princpios que apoiam o educador nas decises, em relao s prticas lectivas, de modo que conduza com sucesso todo o processo de ensino – aprendizagem. No considerado programa porque no tem um carcter obrigatrio vinculativo e tambm porque a sua situao est mais centrada em indicaes do que em propriamente em proviso de resultados a obter.

PRESUPOSTOS DAS ORIENTAES CURRICULARES:

Desenvolvimento e aprendizagem so factores que no se separam;

Reconhecer a criana como sujeito do processo educativo, (partir sempre dos seus saberes, para acrescentar algo mais, outras aprendizagens);

A construo articulada do saber;

Pedagogia diferenciada, (tem a ver com o facto de cada sujeito ser nico e diferente).

( Cap. V e VI – didctica e educ. infantil)

RESUMO DOS OBJECTIVOS PEDAGGICOS DA LEI-QUADRO:

Promover o desenvolvimento pessoal e social da criana;

Fomentar a insero da criana em grupos sociais, respeitando uma pluralidade da culturas;

Contribuir para a igualdade de oportunidade e sucesso na aprendizagem;

Estimular o desenvolvimento global da criana, respeitando as suas caractersticas individuais;

Desenvolver a expresso e comunicao atravs de linguagens mltiplas;

Despertar a curiosidade e o pensamento crtico;

Proporcionar bem estar e a segurana;

Despistar inadaptaes, deficincias ou precocidades;

Incentivar a participao da famlia e colaborao da comunidade no processo educativo.

ORIENTAES CURRICULARES:

Introduo matemtica

Conhecimento do mundo

Expresses

Desenvolvimento pessoal e social

O MTODO CIENTFICO BASTANTE IMPORTANTE NAS ORIENTAES CURRICULARES:

Planificao:

- estruturar

- organizar

– orientar para fins, para determinados propsitos, tambm construir uma previso do processo a seguir.
Segundo Clarcke e Peterson:

Definem a planificao segundo um conjunto de processos psicolgicos segundo o qual a pessoa visualiza o futuro, faz um inventrio de fins e meios a construir um marco de referncia que guie as suas aces.

O Jogo na Educao Infantil

Jun 11, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras

O jogo tem um papel muito importante nas reas de estimulao da pr-escola e uma das formas mais naturais da criana entrar em contato com a realidade, tendo o jogo simblico um papel especial.
O jogo uma caracterstica do comportamento infantil e a criana dedica a maior parte de seu tempo a ele.

O jogo, enquanto actividade espontnea da criana, foi analisado e pesquisado por centenas de estudiosos para melhor compreender o comportamento humano; um meio privilegiado tanto para o estudo de crianas normais, quanto para aquelas com problemas, haja vista os inmeros trabalhos psicanalticos sobre o assunto, como os de Sigmund Freud, R. Waelder, Melanie Klein, Erik Erikson, e ainda, autores como J. Huisinga, Claparde, Piaget, Vygotsky, Ajuriaguerra, Callois, que escreveram obras sobre o jogo na criana.

Atravs do jogo a criana:
libera e canaliza suas energias;
tem o poder de transformar uma realidade difcil;
propicia condies de liberao da fantasia;
uma grande fonte de prazer.

O jogo , por excelncia , integrador, h sempre um carcter de novidade, o que fundamental para despertar o interesse da criana, e medida em que joga ela vai se conhecendo melhor, construindo interiormente o seu mundo.

Esta atividade um dos meios mais propcios construo do conhecimento. Para exerc-la a criana utiliza seu equipamento sensrio-motor, pois o corpo acionado e o pensamento tambm, e enquanto desafiada a desenvolver habilidades operatrias que envolvam a identificao, observao, comparao, anlise, sntese e generalizao, ela vai conhecendo suas possibilidades e desenvolvendo cada vez mais a autoconfiana. fundamental, no jogo, que a criana descubra por si mesma, e para tanto o professor dever oferecer situaes desafiadoras que motivem diferentes respostas, estimulando a criatividade e a redescoberta.

O que o Currculo?

Jun 10, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras, Educao de Infncia

O que o currculo?

O currculo o projeto que determina os objetivos da educao escolar e prope um plano de ao adequado para a consecuo de ditos objetivos. Supe selecionar, de tudo aquilo que possvel ensinar, o que vai se ensinar num entorno educativo concreto. O currculo especifica o que, como e quando ensinar e o que como e quando avaliar.

O currculo que estabelecem as administraes pblicas aberto, flexvel e geral, de maneira que cada centro que adapta essas bases a seu entorno particular.

Para compreender o termo adaptaes curriculares necessrio ter umas breves noes dos aspectos bsicos do currculo.

Na Espanha, o governo central, quer dizer, o Ministrio de Educao, estabelece os ensinos mnimos que se deve ter em conta em todos os centros da Espanha. Em funo destes ensinos mnimos, cada uma das

Administraes Educativas competentes, quer dizer, os governos das diferentes Comunidades Autnomas, adaptam esses ensinos gerais, em funo de suas necessidades e de sua populao. Uma vez que as juntas de educao das diferentes comunidades estabelecem seus currculos, cada centro o que, em funo de suas caractersticas concretas, adapta esta normativa, estabelecendo o currculo de seu centro.

Continuando, o professor o que realiza seu currculo, para seu grupo concreto. Uma vez que o professor desenhou sua programao trimestre ou anual, e se encontra com alunos com necessidades educativas especiais em seu grupo, quando tem que fazer uma adaptao curricular para esse aluno concreto.

EQUILBRIO ENTRE A INICIATIVA E O TRABALHO DIRIGIDO PELA EDUCADORA

3) ASPECTOS EMOCIONAIS: a necessidade dos educadores privilegiarem esses aspectos, tudo influenciado por aspectos emocionais.

Segurana e bem est se a criana se sentir segura emocionalmente na escola, sente vontade de est ali. Assim, ela sente-se capaz de correr mais riscos – pergunta mais e sem vergonha. Ao contrrio, a insegurana emocional provoca medo e impede a evoluo. Devemos ento romper com os formalismos excessivos, dar flexibilidade nas estruturas de funcionamento e criar actividades de expresso emotiva.

4) LINGUAGEM ENRRIQUECIDA: A linguagem constri o pensamento. importante exercitar a linguagem, tanto na formao de um vocabulrio mais enriquecido e preciso como numa construo sintcticas mais complexas. importante criar oportunidades para a criana falar.

5) DIFERENCIAO DE ACTIVIDADES: Devemos promover, como educadores, todas as reas, de modo a que as crianas se estimulem e motivem.

6) NECESSIDADE DE ROTINAS ESTVEIS: Promove segurana, autonomia e responsabilidade.

7) MATERIAIS DIVERSIFICADOS E POLIVALENTES

8) ATENO INDIVIDUALIZADA A CADA CRIANA

9) AVALIAO = Processo individual de cada criana
Anlise global de todo o grupo, tendo em conta o projecto educativo da escola, o espao/materiais, actividades/experincias a efectuar e o desempenho do educador

10) TRABALHO DO EDUCADOR

A funo e objectivos da Educao

Jun 5, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras, Educao de Infncia

Funo e objectivos da educao:

Cabe escola estabelecer o direito educao, direito individualidade, a criana vista como sujeito diferente e nico. O direito a uma educao cultura, direito a desenvolver-se a vrios nveis (nvel relacional, afectivo, social, intelectual, etc.), desenvolver a autonomia, com esprito crtico e livre, etc.

necessria uma interveno de ns educadores, em relao aos educandos de modo a colocar condies optimizadas em relao aos momentos de evoluo da criana. (Piaget).

A escola tem aspectos que influem nesse desenvolvimento

Possui recursos ;
Possui o currculo e possui uma concepo pedaggica.


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