Educao de Infancia

Pais


A Infncia do seu filho um tempo nico

Mar 31, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Pais

Dem-lhe a oportunidade de correr, tocar, ver, explorar, provar, ouvir e, sobretudo, aprender.

Confiem nos Educadores e Professores. Falem com eles sobre as vossas dvidas, mas deixem o seu filho viver intensamente esta etapa to importante.

Compartilhem alegrias. Dem-lhe segurana.

Queremos colaborar no sentido de que o seu filho possa:

  • Desenvolver a inteligncia atras do jogo.
  • Intensificar a capacidade de se delumbrar.
  • Aumentar o seu interesse por explorar, descobrir, conhecer, experimentar, resolver.
  • Ser independente, estar seguro de si mesmo, ser capaz de conviver com outras pessoas m harmonia.
  • Amadurecer emocionalmente e aprender a aceitar que os outros, tal como ele, tambm tm direitos e deveres.

Tudo isto, sempre mediante actividades, msica e jogos, com afecto, pacincia e compreenso.

Ajudem-no a descobrir que no desaparecem para sempre.

Mostrem-se tranquilos.

No se sintam culpados:

se vocs aceitarem a separao, ele tambm o far.

So apenas umas horas e vocs sero sempre a pessoa mais importante.

Escutem-no atentamente quando lhe fala.

E no desanimem.

Permitam que o seu filho cresa e aproveitem para crescer com ele.

Ns, tal como vocs, queremos o melhor para ele.

Este site no apenas para os Educadores de Infncia nem para as crianas tambm para os Pais e para as Mes. E hoje a mensagem para eles.

Formao em Puericultura

Jan 29, 2009 Autora: Educadora de Infncia | Colocado em: Berario, Formao, Pais

A Puericultura, pode ser definida como um conjunto de meios prprios, para assegurar o nascimento e o desenvolvimento de crianas saudveis.

Sendo uma actividade profissional fundamental para o crescimento da nossa sociedade, tem tido bastante procura e nesse sentido que se comea agora a existir mais investimento e formao na rea.

Por isso hoje vou colocar aqui a informao que tenho disponvel sobre uma formao em Puericultura, que se no fosse o facto de ter imenso trabalho, iria de certeza assistir.

A formao em Puericultura fundamentalmente destinada a quem trabalha ou pretende trabalhar como auxiliar de educao em creche, jardins de infncia, amas/babysitting ou para futuros pais.

O curso tem a durao de 950 horas ao qual acresce ainda um seminrio de fim de curso e, tem como principais objectivos:

  • Reconhecer e identificar as diferentes partes anatomias e fisiolgicas do corpo humano;
  • Identificar as vrias etapas da gravidez;
  • Desempenhar funes com as crianas, como alimentao, higiene e cuidados bsicos infantis;
  • Reconhecimento e/ou despiste atempado de algumas patologias infantis;
  • Saber o que fazer perante sintomas de uma criana doente.

Para mais informaes s necessrio preencher o formulrio deste site: Puericultura

Reunio de Pais
(Convite)


Mam e Pap
prestem ateno
estou a convidar-vos
para uma Reunio.

na minha escola,
se vocs forem, tero
uma surpresa que eu fiz
com muita dedicao!

Vejam a data e a hora
eu sei que no faltaro
um beijinho do filhote
e um grande xi-corao!

Este convite ser entregue aos pais, pelos prprios filhos, podr ser decorado por eles se achar conveniente.

Com a ajuda das crianas, faa bolinhos, uma laranjada e recebam os pais com todo o carinho

S a brincar

Dez 14, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Berario, Creche, Pais

Quando me virem a montar blocos

A construir casas, prdios, cidades

No digam que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender sobre o equilbrio e as formas

Um dia, posso vir a ser engenheiro ou arquitecto.

Quando me virem a fantasiar

A fazer comidinha, a cuidar das bonecas

No pensem que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a cuidar de mim e dos outros

Um dia, posso vir a ser me ou pai.

Quando me virem coberto de tinta

Ou a pintar, ou a esculpir e a moldar barro

No digam que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a expressar-me e a criar

Um dia, posso vir a ser artista ou inventor.

Quando me virem sentado

A ler para uma plateia imaginria

No riam e achem que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a comunicar e a interpretar

Um dia, posso vir a ser professor ou actor.

Quando me virem procura de insectos no mato

Ou a encher os meus bolsos com bugigangas

No achem que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a prestar ateno e a explorar

Um dia, posso vir a ser cientista.

Quando me virem mergulhado num puzzle

Ou nalgum jogo da escola

No pensem que perco tempo a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a resolver problemas e a concentrar-me

Um dia posso vir a ser empresrio.

Quando me virem a cozinhar e a provar comida

No achem, porque estou a gostar, que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a seguir as instrues e a descobrir as diferenas

Um dia, posso vir a ser Chefe.

Quando me virem a pular, a saltar a correr e a movimentar-me

No digam que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender como funciona o meu corpo

Um dia posso vir a ser mdico, enfermeiro ou atleta.

Quando me perguntarem o que fiz hoje na escola

E eu disser que brinquei

No me entendam mal

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a trabalhar com prazer e eficincia

Estou a preparar-me para o futuro

Hoje, sou criana e o meu trabalho brincar.

(Poema de origem desconhecida)

Podem imprimir numa folhinha de cor e dar aos pais, eles vo adorar! Eu dei na minha Reunio de Pais, com a devida ilustrao feita pelos filhos e os pais gostaram muito.

O cime entre irmos

Dez 12, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Pais, Psicologia Infantil

O nascimento de um beb causa um forte impacto no irmo primognito, que tem de aprender a partilhar a ateno dos pais, da qual, at ento, usufrua com exclusividade. importante que os pais identifiquem precocemente o problema e actuem de forma a dar criana a segurana afectiva que ela precisa. A integrao da criana nos preparativos e nas rotinas do recm-nascido um meio mais eficaz de reprimir o cime, j que ela se sente importante e necessria nessas tarefas.

J em 1920, Freud sublinhava que “no h provavelmente nenhuma casa sem conflitos violentos entre os seus habitantes mais pequenos, seja pela rivalidade, pelo amor dos pais, competio por objectos comuns, ou mesmo pelo espao fsico do lugar que ocupam”.

Entre os 2 e os 6 anos, as relaes com os irmos constituem, mais do que em qualquer outra idade, a parte mais importante do meio social da criana. nestas idades que geralmente nasce um irmo, um momento muito importante na vida de uma criana e que altera todo o seu pequeno universo. O cime uma reaco normal ao afastamento provocado pela chegada inexplicvel de um “intruso”, pois este passar a compartilhar com a criana o amor e a ateno dos pais

A reaco da criana vai depender da sua idade aquando o nascimento do irmo;
18-24 meses – a criana tem muita dificuldade em compreender e aceitar a chegada de um irmo, pois est a viver uma fase em que descobre o medo da separao da me e, mais tarde, a crise de oposio e do negativismo sistemtico

3 anos – a adaptao tambm pode ser difcil pois pode coincidir com a entrada no jardim-de-infncia e as reaces negativas presena do irmo podem ser confundidas com a m adaptao escolar.

4-5 anos – a adaptao chegada de um irmo mais fcil pois a criana compreende o que se est a passar sua volta e j capaz de tomar conta de si

> 6 anos – a chegada de um irmo habitualmente encarada de forma positiva, assumindo mesmo o papel de irmo mais velho

O modo como a criana manifesta e exterioriza o cime muito varivel, dependendo da idade da criana e das reaces dos pais. O comportamento regressivo a forma mais comum e caracteriza-se pela retoma de comportamentos que j tinham sido abandonados, como a regresso na linguagem, voltar a querer o bibero/chupeta, enurese nocturna, entre outras. No entanto, a exigncia constante de ateno, ou pelo contrrio, mau comportamento sistemtico para chamar a si as atenes, pode ser um modo de manifestao

A criana pode at ter atitudes de hostilidade dirigidas ao irmo ou me. Uma outra forma de reagir a ateno e preocupao constantes com o irmo, rodeando a me e o beb de cuidados excessivos, com o desejo de agradar e recuperar o “amor perdido” da me. nesta altura que a criana se questiona constantemente sobre: “Se os meus pais me amam, porque querem outro filho?”, “Vou continuar a ser admirado?”, “Ser que vo continuar a gostar de mim?”.

O cime revela-se do irmo mais velho pelo mais novo, pois o irmo mais velho o nico que conheceu uma realidade em que o irmo no estava presente e tem a perder com a sua chegada. O mais novo sempre viveu na presena do mais velho e geralmente tem sentimentos positivos tendo-o como objecto de imitao e mentalmente identificando-se com ele.

Tal no se passa com gmeos, pois como nasceram ao mesmo tempo, no conhecem a vida um sem o outro. Habitualmente tm o mesmo desenvolvimento, no apresentando diferenas significativas ao nvel da fora fsica, mental ou experincia adquirida. Nesta situao em particular, em regra, o cime no existe pois os pais geralmente adoptam um comportamento semelhante para os dois.

A atitude dos pais determinante, pois o modo como tratam cada filho poder estar na origem das relaes conflituosas – a base de toda esta rivalidade/hostilidade assenta no desejo de a criana ter o amor dos pais
medida que o tempo vai passando e o irmo mais novo cresce, o mais velho assume o papel de “irmo mais velho”. nesta altura que a atitude dos pais fundamental, pois, se demonstrarem compreenso e atitudes positivas, a criana supera o cime inicial, caso contrrio, pode gerar-se um ciclo vicioso e “traumatizante” para a criana

Para se estabelecerem relaes adequadas entre irmos e para prevenir o cime entre eles, h algumas recomendaes a ter em conta:

1) A criana deve contar com mais do que um adulto para lhe proporcionar a segurana e ateno desejveis (me e pai), de forma a tornar-se mais fcil superar o cime e no se sentir abandonada com a chegada do irmo

2) Deve evitar-se que o nascimento de um irmo coincida com outras mudanas importantes na vida da criana (por exemplo, a entrada no infantrio). Aps o nascimento do beb, no se deve reduzir a quantidade, nem a qualidade da ateno, que a me e o pai dispensam criana mais velha, tentando manter a rotina anterior ao nascimento do irmo

3) Ajudar o irmo mais velho a assumir o novo papel, ressalvando a sua importncia, e prevenindo o cime que aparece com frequncia quando a me ou o pai esto absorvidos no cuidado do beb. Convm estimular a sua participao nesses cuidados, de forma que o filho se sinta importante e prestvel.

4) Evitar comparaes, bem como a distribuio de papis entre irmos. Os pais devem colocar em evidncia os progressos de cada criana e as suas qualidades em diferentes reas, sobretudo nas actividades que constituem as suas especializaes, e sempre tomando a prpria criana como referncia. Pretende-se com isto valorizar o seu progresso em determinada situao, aumentando a sua auto-estima

O amor de uma criana pelos seus pais extremamente intenso e incondicional, portanto, h o desejo da exclusividade. O sentimento de cime deve ser encarado de forma natural. prprio do ser humano… Se os pais fizerem um esforo contnuo para ajudar os seus filhos nas suas angstias, as crianas tero oportunidade de aprender, a cada dia, a adaptar-se s novidades e a abrir mo do egocentrismo prprio da primeira infncia

muito importante que os pais estejam em sintonia com os sentimentos das crianas e as ajudar a manifestar-se.

Sandra Costa, com a colaborao de Iris Maia, Pediatra do Hospital de So Marcos de Braga

Como lidar com as birras?

Nov 23, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Pais
Entre os 18 meses e os 3/4 anos, quase todas as crianas passam, com menor ou maior intensidade, por momentos de birras, o que deixa frequentemente os pais irritados, e sem saber como reagir.

As birrasso um sinal de crescimento, e uma caracterstica duma fase em que a criana procura afirmar-se.
Apesar de ser difcil lidar com este tipo de comportamentos, eles podem tornar-se em ptimas oportunidades de ajudar a criana a aprender a conviver com sentimentos como a frustrao e a zanga, e a desenvolver a capacidade de auto-controlo.
A tarefa dos pais ensinar criana outras formas de expressar as suas necessidades, e a aceitar o facto de que nem sempre lhe fazem a vontade, em vez de fazer birra.
ɠnecessrio que os pais no tenham receio de dizer no, explicando a razo de o fazerem. Cabe-lhes ensinar aos filhos que as birras no os faro mudar a sua opinio, bem como que o seu amor pelo filho no se alterar.
Se mesmo assim no resultar, procure distra-lo ou no lhe d ateno por alguns minutos. Muitas birras terminam quando deixam delhes dar ateno.

Aps a criana controlar-se, felicite-a por ter optado pelo bom comportamento, e procure falar com ela sobre alternativas de se expressar, em vez de usar birras.
Os pais tm que ser firmes e fazerem respeitar as suas regras.As crianas assimaprendem que tudo tem limites, e aprendem a viver em sociedade.
Apesar de ser difcil lidar com este tipo de comportamentos, eles podem tornar-se em ptimas oportunidades de ajudar a criana a aprender a conviver com sentimentos como a frustrao e a zanga, e a desenvolver a capacidade de auto-controlo. A tarefa dos pais ensinar criana outras formas de expressar as suas necessidades, e a aceitar o facto de que nem sempre lhe fazem a vontade.
Apesar disso, no pense que esta ser a ltima birra…

O que a enurese?

Set 27, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Pais, Psicologia Infantil, Sade Infantil

Enurese a emisso activa completa e no controlada de urina aps a idade da maturidade fisiolgica,que acontece, em geralentre os 3 e os 4 anos. Para isso, necessrio que esse comportamento ocorravrias vezes.
Primeiro necessrio saber se de origem orgnica, aps ter sido feito o despiste e informado o seu mdico de famlia ou pediatra,ese no houver qualquer problema,podem dar-se duas situaes:

Ou a criana sempre fez chichi na cama ou na roupae no aprendeu a controlar a bexiga, nem est habituada a faz-lo (enurese primria), o que pode ser facilmente ultrapassvel com a ajuda adequada;

Ou a criana j foi capaz decontrolar a sua bexigae agoraj nocontrola e faz chichi na cama (enurese secundria). Neste caso, pode estar em causa aspectos como: ter tido um irmo pouco tempo,problemas familiares, afastamento temporrio de um dos pais, educao muito rgida, problemas noJardim-de-Infnciaou na escola, mudana recente de casa, entre outras.

ɠimportante que os pais tenham em mente que no se faz chichi na cama de propsito. E pode ser uma situao muito angustiante e humilhante para a criana, podendo sentir-se culpada, envergonhada e triste.

tambm importante referir que esta situao transitria e que se ir resolver, podendo demorar mais tempo em alguns casos que outros.

Mas existem, algumas estratgias que os pais podem utilizarr para ajudar a criana a deixar de fazer chichi na cama.

No volte a colocar fraldas na criana, o uso de fralda, apenas servir para que a criana no sinta necessidade de aprender a controlar a bexiga.

Coloque um resguardo de plstico na cama, entre os lenis e o colcho. Com esta atitude, a criana sente-se mais descansado. Diga ao seu filho para no ficar preocupado se fizer chichi, porque o plstico no vai deixar molhar a cama.

Reduza a quantidade de lquidos (leite, gua, sumos) que a criana ingere durante as duas ltimas horasantes dedeitar.Explique ao seu filho que est a fazer isso para que ele tenha menos vontade de fazer chichi noite .

Certifique-se que a criana faz sempre chichi no bacio ou na casa-de-banho antes de ir para a cama.

Se notar que a criana costuma fazer chichi na cama a uma certa hora da noite, acorde-a meia hora antes e diga-lhe para ir casa de banho. Tente mesmo que ela acorde, em vez de fazer chichi a dormir.

Evite que a criana tenha uma actividade muito excitante antes de sedeitar.

A criana deve dormir com uma roupa que ela saiba despir, sem muita dificuldade. Se for necessrio, coloque uma luz de presena no quarto e um bacio perto dela.

Evite dizer criana expresses como: “Quando fazes chichi na cama eu no gosto de ti”, “s feia”, “s m”, “s uma porcalhona”, “as meninas grandes j no fazem chichi na cama, s um bb”. Este tipo de expresses s vai contribuir para que a criana se sinta ainda pior.

Fale com a criana para tentar preceber se tem algum medo, alguma preocuo, etc, sempre com muito cuidado para no a magoar. D menos importncia cama molhada e mais s preocupaes do seu filho.

Elogie-a sempre pelos sucessos que vai conseguindo, quando se consegue levantar durante a noite para fazer chichi ou cumprir alguma destas indicaes. Diga coisas como “muito bem”, “eu sei que tu s capaz”, “vs como consegues aprender!”, “estou orgulhosa de ti”, “parabns”.

No comente estes acontecimentoscom pessoas estranhas, pois, assim no o est a ajudar mas a deix-lo mais envergonhado e ansioso.



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