Educação de Infancia

Estimulação à leitura e à escrita


Lengalenga para a Creche e Berçario

Jun 7, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Estimulação à leitura e à escrita

Calcanharico
Bico com bico
Sola com sola
enrrola enrrola.

Vão brincando com os pézinhos deles enquanto dizem esta lengalenga.

Um milhão de beijinhos

Jun 3, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Estimulação à leitura e à escrita

“Um milhão de beijinhos”

Maria vive no seu mundo alegre, doce e colorido. Certo dia algo acontece…
É urgente modificar o coração do pai. Então, a menina recorre ao seu fabuloso mundo imaginário, na tentativa de encontrar uma solução. Será que vai conseguir?

Era uma vez um mundo lindo e radioso como um sol…

Nesse mundo, havia uma menina que vivia numa casinha feita de cores e alegria.

A menina chamava-se Maria e tinha um quarto repleto de brinquedos.

Um armário com muitos vestidos, como as princesas.

E um jardim, onde Maria balançava e voava alto, lado a lado com o seu amigo vento e sonhava…

Um dia houve uma guerra, e o seu mundo tão bonito, perdeu o brilho tornando-se sombrio e triste.

Viviam-se tempos difíceis, e as riquezas de outrora desapareceram.

Apenas o coração de Maria se mantinha alegre, doce e colorido.

O seu jardim, era o espelho do seu coração.
Um dia enquanto por lá passeava, a menina encontrou um pedacito de papel prateado, feito de estrelas e pedaços de céu.

Maria teve então uma ideia… brilhante.
Embrulharia uma caixinha de fósforos, com o papel e ofereceria ao seu pai.

Assim pensou, assim o fez.
Talvez o presente amaciasse o coração do pai, agora, endurecido pela guerra.
Até…, talvez o pai voltasse a sorrir como dantes, pensou a menina.

Mas o pai não ficou nada, satisfeito!
– Não devias ter gasto dinheiro para comprar este papel prateado. Um papel tão especial deve ter custado um dinheirão! Tu não sabes que temos de poupar, para podermos comer?
O pai estava tão zangado, que nem deixou a menina falar.

Abriu a caixa…, a caixa está… VAZIA!

Maria tinha os olhos cheios de lágrimas, as quais lentamente rolavam pelas suas faces.
– Minha filha, tu nunca ouviste dizer, que quando se dá um presente a alguém, deve ter alguma coisa lá dentro?! – disse o pai.
– Mas a caixa não está vazia porque antes de a fechar…

eu soprei lá dentro um milhão de beijinhos!

O coração do pai que era tão pequenino, cresceu, cresceu imenso, tornando-se enorme e colorido.

Foi então a vez, do pai cobrir a menina de beijinhos de todas as cores e feitios.

Abraçaram-se com todo o carinho do mundo, num xi-coração muito apertado.

Tão apertado foi, que os seus corações permaneceram unidos para sempre.

LÉ, Elsa (2005). Um milhão de beijinhos. Porto: Ambar.

Uma história infantil para ler aos pequeninos e partilhar com os pais para reflexão…!!!

O Semáforo

Mai 24, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Estimulação à leitura e à escrita, Histórias Infantis

PEÇA PARA FANTOCHES

Narrador

“Zé Gadelhas, com os olhos como abelhas, tinha vindo do campo para a cidade. Estava em casa do João Pimpão, com os olhos de carvão, que era seu compadre. Sempre que Zé Gadelhas, com os olhos como abelhas, saía a passear encontrava coisas de espantar…
Então vinha a correr para junto do João Pimpão, com os olhos de carvão, e punha-se a contar e a perguntar…”

Zé Gadelhas
“ Ah! João Pimpão, como bate o meu coração, eu devo ter febre João Pimpão, eu devo ter um febrão! Ah! João Pimpão, se calhar sou eu que estou doido… Sabes lá… João Pimpão, eu tive uma visão… vi assim uma coisa de espantar!…

João Pimpão
“Ó Zé Gadelhas, com os olhos como abelhas, vamos lá a acalmar e falar devagar. Conta lá o que sucedeu, o que aconteceu… mas sem ser a gritar!

Zé Gadelhas
“João Pimpão, meu amigo e compadre, tu se calhar não vês o mesmo que eu porque tens os olhos cor de carvão. Eu vi uma árvore, magricela, sem ramos nem raminhos, nem ninhos e que não era nada, nada bela!”

João Pimpão
“ Ó Zé gadelhas, com olhos de abelhasa, tu viste uma árvore magricela, sem ramos nem raminhos, sem ninhos e que não era nada bela. Onde está a admiração?”

Zé Gadelhas
“ João Pimpão, João Pimpão, com olhos cor de carvão, lá na minha terra não há árvores assim, não. É preciso vir a Primavera e depois, o Verão para o botão virar flor e a flor mostrar o coração que é assim primeiro um fruto esverdeado e depois encarnado!

João Pimpão
“ Olha a novidade, Zé Gadelhas! Isso toda a gente sabe…”

Zé Gadelhas
“ Então João Pimpão, com os olhos de carvão, diz-me lá como é que a árvore magricela põe o fruto maduro sem ser Verão?  Ah João Pimpão, eu devo estar com um febrão… não há árvores assim não…
Olhei para a árvore e tinha um fruto como um balão, muito gorducho e muito verducho. Era mesmo um fruto esverdeado. Nisto, eu Zé Gadelhas, com olhos como abelhas, ainda estava a olhar, vai o fruto mudou de lugar e ficou amarelado. Então João Pimpão com olhos cor de carvão, o meu coração começou a saltar! Eu Zé Gadelhas, com olhos como abelhas, esfreguei os olhinhos para ver se era confusão, ou se estava com uma visão. E quando fui olhar, lá estava a árvore magricela, sem ramos, nem raminhos, nem ninhos, nada bela, e vai disto o fruto como um balão mudou outra vez de lugar, e de amarelado ficou encarnado! Isto sem Verão…”

João Pimpão
“ Ah Zé Gadelhas, com os olhos como abelhas, isso não era uma árvore, não… era um semáforo… Zé Gadelhas”

Zé Gadelhas
“Um quê, João Pimpão? Uma semana para deitar fora? Ah João Pimpão, com os olhos de carvão, afinal também andas a regular mel…”

João Pimpão
“Zé Gadelhas, Zé Gadelhas, com olhos como abelhas, eu disse que era um semáforo e não uma semana para deitar fora. Vê lá se lavas os ouvidos que os deves trazer entupidos e se prestas atenção, porque eu, João Pimpão, só tenho obrigação de dizer uma vez! Ouve então:
Semáforo é um sinal luminoso, com três luzes, com três, a apagar e a acender. Se o verde acender está a avisar que o carro pode passar. Se for o amarelo a brilhar, está a dizer cuidado, vai aparecer o encarnado, e se for o encarnado, está a gritar – o carro não pode avançar, tem de ficar parado!
Zé Gadelhas, Zé Gadelhas, estás a entender? Estás a perceber?

Zé Gadelhas
“Óh João Pimpão e o outro que tem lá dentro um lagartão? Esse não é um fruto, não?”

João Pimpão
“Ah, esse é para o peão.”

Zé Gadelhas
“ João Pimpão, o peão é cego, vai para onde alguém o jogar, enrola-se a guita, atira-se e ele fica a rodar, a girar, a zumbir ou a dormir! O pião, João Pimpão, não tem olhos para ver a luz a acender…”

João Pimpão
“ Zé Gadelhas, Zé Gadelhas, há o pião de brincar que se escreve p i a o, com um til lá no ar, e há o peão, que é a pessoa que anda a pé, e que se escreve com é!”

Zé Gadelhas
“ E o lagartão, que estava lá no balão? Eu vi um lagartão! Juro que vi!”

João Pimpão
“ Zé Gadelhas, com olhos como abelhas, precisas de ir ao oculista porque andas mal da vista!
A bola que viste não tinha um lagartão, nem um lagartinho, mas sim um bonequinho, a levantar o pé. Se obonequinho verde aparecer está a avisar – Zé Gadelhas, tu que és um peão, pois andas a pé, podes avançar. Se o bonequinho estiver encarnado está a gritar – Zé Gadelhas, não podes atravessar! Se for um bonequinho amarelo, a tremer, a piscar, está a dizer – Zé Gadelhas é preciso cuidado, olha bem para todo o lado…”

Zé Gadelhas
“Ah João Pimpão, com olhos de carvão, obrigado pela lição. Já começo a entender… e a saber…”

João Pimpão
“Zé Gadelhas, com olhos como abelhas, cada um de nós tem um saber diferente. Aqui na cidade sou eu que sei a novidade, sou eu que sei como as coisas são! Mas lá no campo, muito tenho de aprender… Serás tu, Zé Gadelhas, que me irás ensinar como semear! Serás tu com o teu saber diferente que me irás explicar como as coisas são… como é que a semente chega ao pão!”

Zé Gadelhas (abraçando o João Pimpão)
“ Ah, João Pimpão, meu amigo, meu compadre, meu irmão!”

Prevenção Rodoviária

Gosto muito da minha Família

onde todos me querem bem

O avô, a avó e os manos

`inda mais o Pai e a Mãe.

Ao Papá ,e à Mamã

Quero sempre com carinho

P`ro Papá e p`ra mamã

Vai agora o meu beijinho.

Festa da Família no Jardim de Infância

Mai 15, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Estimulação à leitura e à escrita, Poesia

Um poema para toda a família:

A família é o lugar
onde a tristeza não passa,
se cultiva a ternura
e o amor se dá de graça.
É um tempo e um lugar
que te ensina a partilhar
e a conjugar devagar
em liberdade ou com regras,
em silêncio ou bem alto
as formas do verbo amar!

O Ratinho foi ao baile

O ratinho foi ao baile
De cartola e jaquetão
Sapato de bico fino
E um par de luvas na mão

Encontrou uma ratazana
Que dançava no salão
O ratinho aproximou-se
Apertando sua mão

A ratazana estava noiva
E não quis complicação
O ratinho ficou zangado
Sofrendo do coração.

Pegou na sua cartola
E retirou-se do salão…

O ratinho foi ao baile
De cartola e jaquetão
Sapato de bico fino
E um par de luvas na mão

Encontrou uma ratazana
Que dançava no salão
O ratinho aproximou-se
Apertando sua mão

A ratazana estava noiva
E não quis complicação
O ratinho ficou zangado
Sofrendo do coração.

Pegou na sua cartola
E retirou-se do salão…

Uma música infantil para ensinarem aos vossos meninos, usando este maravilhoso fantoche que é um rato muito simpático e que conquista a amizade de qualquer criança.

Livros:

A flor Rosalina, Série Cantar de Galo, Colecção Montanha Encantada Everest Editora

David McKee “Elmer” da Caminho

Livro “Elefantes e Formigas”, da Caminho;

Livro “O patinho feio”da Majora

Luísa Ducla Soares, Manuela Bacelar “Os ovos misteriosos” das Edições Afrontamento

Maria Rius “A Aventura do Elefante Azul” de Editora Nova Variante

Zacarias “Matilde, a galinha diferente” Série Cantar de Galo, Colecção Montanha, Everest Editora

ZacariasO rato ArturSérie Cantar de Galo, Colecção Montanha Encantada Everest Editora

Encaixe fundo marinho” da Areal Editores;

Materiais lúdicos:

Animais domésticos, selvagens e marinhos em plástico;

Quinta com muitos animais para visitar (dos pais de uma criança da sala);

Mais uma maravilhosa partilha da colega Maria Soares, muito obrigada.


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