Educao de Infancia

Dezembro, 2008


So estas as cores que faltavam nas nossas salas e aqui esto!

Vamos decorar as nossas salinhas, e ensinar aos nossos pequeninos as cores de uma maneira diferente.

Vamos procurar na nossa salinha, o que temos com estas cores!

Objectivos em Creche

Dez 16, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Berario, Creche

A creche organiza actividades adequadas ao bom desenvolvimento da criana nesta faixa etria, das quais apresentamos alguns exemplos e as respectivas finalidades:

  • Canes Memorizao, linguagem, ritmo, gosto pela msica, disciplina;
  • Lenga-lengas Explorao dos sons e ritmos, expresso atravs da linguagem oral, gestual e corporal
  • Pintura com dedo, mos e ps Explorao de diferentes materiais, cores, formas e texturas, controlo da motricidade, gosto esttico
  • Jogos Compreenso de regras, socializao
  • Modelagem Controlo da motricidade, capacidade de explorao
  • Rasgagem e colagem Motricidade, autonomia, iniciativa
  • Histrias Descoberta de si e do outro, linguagem verbal e no verbal, imaginao
  • Fantoches Concentrao, visualizao
  • Brincadeira livre e orientada Socializao autonomia, liberdade de escolha

FINALIDADES GERAIS

A.Encorajar a criana, gradualmente, a desenvolver a sua capacidade para estar com os adultos, com as outras crianas, com objectos.
B.Ajud-las a dominar, desembaraar-se e aprender.
C.Ensin-la que existem vrias maneiras de olhar o mundo e que deve aceitar e respeitar as maneiras de ser dos outros.

A Educao de Infncia feita de cores, de sonhos, de magia, de alma, de acreditar, de sorrisos, de brilho, de vida! Ns temos a melhor profisso do mundo, ns podemos mudar o mundo, ns temos nas mos o futuro do mundo!

Que outra profisso to maravilhosa como a nossa?! Temos tesouros que mais ningum tem. Somos grandes!

Nunca desistam de ser bons profissionais, de quererem ser melhores, as nossas crianas mereem!

S a brincar

Dez 14, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Berario, Creche, Pais

Quando me virem a montar blocos

A construir casas, prdios, cidades

No digam que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender sobre o equilbrio e as formas

Um dia, posso vir a ser engenheiro ou arquitecto.

Quando me virem a fantasiar

A fazer comidinha, a cuidar das bonecas

No pensem que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a cuidar de mim e dos outros

Um dia, posso vir a ser me ou pai.

Quando me virem coberto de tinta

Ou a pintar, ou a esculpir e a moldar barro

No digam que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a expressar-me e a criar

Um dia, posso vir a ser artista ou inventor.

Quando me virem sentado

A ler para uma plateia imaginria

No riam e achem que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a comunicar e a interpretar

Um dia, posso vir a ser professor ou actor.

Quando me virem procura de insectos no mato

Ou a encher os meus bolsos com bugigangas

No achem que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a prestar ateno e a explorar

Um dia, posso vir a ser cientista.

Quando me virem mergulhado num puzzle

Ou nalgum jogo da escola

No pensem que perco tempo a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a resolver problemas e a concentrar-me

Um dia posso vir a ser empresrio.

Quando me virem a cozinhar e a provar comida

No achem, porque estou a gostar, que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a seguir as instrues e a descobrir as diferenas

Um dia, posso vir a ser Chefe.

Quando me virem a pular, a saltar a correr e a movimentar-me

No digam que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender como funciona o meu corpo

Um dia posso vir a ser mdico, enfermeiro ou atleta.

Quando me perguntarem o que fiz hoje na escola

E eu disser que brinquei

No me entendam mal

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a trabalhar com prazer e eficincia

Estou a preparar-me para o futuro

Hoje, sou criana e o meu trabalho brincar.

(Poema de origem desconhecida)

Podem imprimir numa folhinha de cor e dar aos pais, eles vo adorar! Eu dei na minha Reunio de Pais, com a devida ilustrao feita pelos filhos e os pais gostaram muito.

Actividades em Creche

Dez 13, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Berario, Creche, Fantoches

Os bebs e as crianas pequenas esto sempre dependentes do contacto humano, de se lhes falar, da ateno que lhes d e da ternura com que recebem.
Os amplos processos de aprendizagens que se realizam nesta fase da vida, s podem ser accionados no calor seguro de uma relao harmoniosa entre pais, educadoras e crianas.

Por isso muito importante:

  • Habituao ao contacto e necessidades de contacto atravs da proximidade corporal, carcias sempre repetidas de olhar para ela, conversar com ela, bem como a sua integrao no mundo das coisas.
  • Educao da audio e da ateno atravs de sons barulhentos (vozes, campainhas, pandeiretas, etc.) que mais tarde viro em direces diferentes, com alturas e sequncias de sons diferentes. Estimulao da prpria produo de rudos (bater palmas, sons de roca, etc.)
  • Educao da viso e da ateno atravs de estmulos luminosos e em movimento, atravs de objectos com formas simples e cores ntidas (bolas, rocas, etc.), para isso conveniente limitarmo-nos a poucos objectos que mostraremos muitas vezes. Mais tarde poderemos acrescentar outros objectos mais pequenos, bem como imagens simples.
  • Exerccios de movimentos bucais, suco, lombar, mastigar (mais tarde, quando se do alimentos slidos) e igualmente fazer brincadeiras com sopro.
  • Ensinar a apalpar, mexendo em vrios objectos com a mo (ao principio ser conduzida).
  • Exerccios para a movimentao das mos, com estimulao para agarrar, dar a mo, bater palmas, dizer adeus, bater porta, atirar uma bola, fazer construes, chapinhar, atirar com coisas, fazer brincadeiras simples com os dedos, etc.
  • Educao para a movimentao do corpo, levando os movimentos espontneos a adaptarem-se a um dado ritmo com uma pandeireta cantando; rastejar, rebolar-se, endireitar-se, pr-se em p, andar de mo dada. A articulao da criana atravs dos exerccios de ginstica rtmica tem uma importncia muito especial.
  • Preparar a capacidade de comunicao da criana chamando-a pelo seu nome prprio, dizendo-lhe palavras ternas, dizendo o nome das pessoas e coisas e falando-lhe incansavelmente durante todas as actividades.
  • Estmulo para fazer ritmos: em conjunto e para cantar sons e melodias. Ensinar a criana progressivamente a empregar palavras determinadas para exprimir os seus desejos, ao pedir determinado objecto, repetindo incansavelmente as palavras e tendo as reaces apropriadas.
  • Habituar a criana a pouco e pouco a beber pelo seu copo e a comer com a colher.
  • Habituar a criana a ter um determinado ritmo de vida.
  • Fazer surgir e aprofundar estmulos emocionais, como alegria, confiana, bem-estar, etc. dando criana possibilidade de fazer experincias, exteriorizando sentimentos, deixando-a participar e aprovando os seus esforos.
  • Tudo o que se faa ter sempre que ser adaptado maneira de ser da criana.
  • Mostrar criana como se faz, faz-la colaborar e estimular a sua participao e iniciativa.
  • Todas as capacidades adquiridas devem ser incansavelmente exercitadas e repetidas. Tudo o que queremos ensinar de novo dever ser incorporado somente atravs de pequenos passos.
  • Todas as ordens que se do, bem como os estmulos de aprendizagem devero ser simples, calmos mas enrgicos.
  • muito importante que a criana conhea e brinque com objectos que h em todas as casas (tigelas, colheres de pau, molas de roupa, botes, papis, etc.).
  • Alm disto so necessrios materiais como bolas, argolas para morder, bonecos de pano lavveis, cestinhos, bolsas, livros de imagens e mais da vida de todos os dias.

O cime entre irmos

Dez 12, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Pais, Psicologia Infantil

O nascimento de um beb causa um forte impacto no irmo primognito, que tem de aprender a partilhar a ateno dos pais, da qual, at ento, usufrua com exclusividade. importante que os pais identifiquem precocemente o problema e actuem de forma a dar criana a segurana afectiva que ela precisa. A integrao da criana nos preparativos e nas rotinas do recm-nascido um meio mais eficaz de reprimir o cime, j que ela se sente importante e necessria nessas tarefas.

J em 1920, Freud sublinhava que “no h provavelmente nenhuma casa sem conflitos violentos entre os seus habitantes mais pequenos, seja pela rivalidade, pelo amor dos pais, competio por objectos comuns, ou mesmo pelo espao fsico do lugar que ocupam”.

Entre os 2 e os 6 anos, as relaes com os irmos constituem, mais do que em qualquer outra idade, a parte mais importante do meio social da criana. nestas idades que geralmente nasce um irmo, um momento muito importante na vida de uma criana e que altera todo o seu pequeno universo. O cime uma reaco normal ao afastamento provocado pela chegada inexplicvel de um “intruso”, pois este passar a compartilhar com a criana o amor e a ateno dos pais

A reaco da criana vai depender da sua idade aquando o nascimento do irmo;
18-24 meses – a criana tem muita dificuldade em compreender e aceitar a chegada de um irmo, pois est a viver uma fase em que descobre o medo da separao da me e, mais tarde, a crise de oposio e do negativismo sistemtico

3 anos – a adaptao tambm pode ser difcil pois pode coincidir com a entrada no jardim-de-infncia e as reaces negativas presena do irmo podem ser confundidas com a m adaptao escolar.

4-5 anos – a adaptao chegada de um irmo mais fcil pois a criana compreende o que se est a passar sua volta e j capaz de tomar conta de si

> 6 anos – a chegada de um irmo habitualmente encarada de forma positiva, assumindo mesmo o papel de irmo mais velho

O modo como a criana manifesta e exterioriza o cime muito varivel, dependendo da idade da criana e das reaces dos pais. O comportamento regressivo a forma mais comum e caracteriza-se pela retoma de comportamentos que j tinham sido abandonados, como a regresso na linguagem, voltar a querer o bibero/chupeta, enurese nocturna, entre outras. No entanto, a exigncia constante de ateno, ou pelo contrrio, mau comportamento sistemtico para chamar a si as atenes, pode ser um modo de manifestao

A criana pode at ter atitudes de hostilidade dirigidas ao irmo ou me. Uma outra forma de reagir a ateno e preocupao constantes com o irmo, rodeando a me e o beb de cuidados excessivos, com o desejo de agradar e recuperar o “amor perdido” da me. nesta altura que a criana se questiona constantemente sobre: “Se os meus pais me amam, porque querem outro filho?”, “Vou continuar a ser admirado?”, “Ser que vo continuar a gostar de mim?”.

O cime revela-se do irmo mais velho pelo mais novo, pois o irmo mais velho o nico que conheceu uma realidade em que o irmo no estava presente e tem a perder com a sua chegada. O mais novo sempre viveu na presena do mais velho e geralmente tem sentimentos positivos tendo-o como objecto de imitao e mentalmente identificando-se com ele.

Tal no se passa com gmeos, pois como nasceram ao mesmo tempo, no conhecem a vida um sem o outro. Habitualmente tm o mesmo desenvolvimento, no apresentando diferenas significativas ao nvel da fora fsica, mental ou experincia adquirida. Nesta situao em particular, em regra, o cime no existe pois os pais geralmente adoptam um comportamento semelhante para os dois.

A atitude dos pais determinante, pois o modo como tratam cada filho poder estar na origem das relaes conflituosas – a base de toda esta rivalidade/hostilidade assenta no desejo de a criana ter o amor dos pais
medida que o tempo vai passando e o irmo mais novo cresce, o mais velho assume o papel de “irmo mais velho”. nesta altura que a atitude dos pais fundamental, pois, se demonstrarem compreenso e atitudes positivas, a criana supera o cime inicial, caso contrrio, pode gerar-se um ciclo vicioso e “traumatizante” para a criana

Para se estabelecerem relaes adequadas entre irmos e para prevenir o cime entre eles, h algumas recomendaes a ter em conta:

1) A criana deve contar com mais do que um adulto para lhe proporcionar a segurana e ateno desejveis (me e pai), de forma a tornar-se mais fcil superar o cime e no se sentir abandonada com a chegada do irmo

2) Deve evitar-se que o nascimento de um irmo coincida com outras mudanas importantes na vida da criana (por exemplo, a entrada no infantrio). Aps o nascimento do beb, no se deve reduzir a quantidade, nem a qualidade da ateno, que a me e o pai dispensam criana mais velha, tentando manter a rotina anterior ao nascimento do irmo

3) Ajudar o irmo mais velho a assumir o novo papel, ressalvando a sua importncia, e prevenindo o cime que aparece com frequncia quando a me ou o pai esto absorvidos no cuidado do beb. Convm estimular a sua participao nesses cuidados, de forma que o filho se sinta importante e prestvel.

4) Evitar comparaes, bem como a distribuio de papis entre irmos. Os pais devem colocar em evidncia os progressos de cada criana e as suas qualidades em diferentes reas, sobretudo nas actividades que constituem as suas especializaes, e sempre tomando a prpria criana como referncia. Pretende-se com isto valorizar o seu progresso em determinada situao, aumentando a sua auto-estima

O amor de uma criana pelos seus pais extremamente intenso e incondicional, portanto, h o desejo da exclusividade. O sentimento de cime deve ser encarado de forma natural. prprio do ser humano… Se os pais fizerem um esforo contnuo para ajudar os seus filhos nas suas angstias, as crianas tero oportunidade de aprender, a cada dia, a adaptar-se s novidades e a abrir mo do egocentrismo prprio da primeira infncia

muito importante que os pais estejam em sintonia com os sentimentos das crianas e as ajudar a manifestar-se.

Sandra Costa, com a colaborao de Iris Maia, Pediatra do Hospital de So Marcos de Braga

Actividades com Pedrinhas

Dez 11, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Expresso plstica

Com pedrinhas pintadas, fazem-se trabalhos muito interessantes.

Eu aposto sempre que possvel na recolha de pedras e de folhas, para fazermos alguns dos nossos trabalhos. Eles adoram apanhar pedrinhas e ficam trabalhos muito lindos.

Aqui esto alguns exemplos disso…


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