Educao de Infancia

Berario


Formao em Puericultura

Jan 29, 2009 Autora: Educadora de Infncia | Colocado em: Berario, Formao, Pais

A Puericultura, pode ser definida como um conjunto de meios prprios, para assegurar o nascimento e o desenvolvimento de crianas saudveis.

Sendo uma actividade profissional fundamental para o crescimento da nossa sociedade, tem tido bastante procura e nesse sentido que se comea agora a existir mais investimento e formao na rea.

Por isso hoje vou colocar aqui a informao que tenho disponvel sobre uma formao em Puericultura, que se no fosse o facto de ter imenso trabalho, iria de certeza assistir.

A formao em Puericultura fundamentalmente destinada a quem trabalha ou pretende trabalhar como auxiliar de educao em creche, jardins de infncia, amas/babysitting ou para futuros pais.

O curso tem a durao de 950 horas ao qual acresce ainda um seminrio de fim de curso e, tem como principais objectivos:

  • Reconhecer e identificar as diferentes partes anatomias e fisiolgicas do corpo humano;
  • Identificar as vrias etapas da gravidez;
  • Desempenhar funes com as crianas, como alimentao, higiene e cuidados bsicos infantis;
  • Reconhecimento e/ou despiste atempado de algumas patologias infantis;
  • Saber o que fazer perante sintomas de uma criana doente.

Para mais informaes s necessrio preencher o formulrio deste site: Puericultura

Desenvolvimento da Linguagem em Creche

Jan 2, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Berario, Creche, Estimulao leitura e escrita

Desenvolvimento da Linguagem em Creche

Objectivos:

  • Aumento do vocabulrio
  • Ser capaz de associar o objecto ao nome
  • Ter compreenso de tudo o que ouve
  • Ter conhecimento verbal do seu corpo, objectos, alimentos, vesturio, brinquedos, animais, aces e noo de espao
  • Ter maior capacidade de ateno e de memria

Estratgias a utilizar:

  • Chamar cada criana e adulto pelo seu nome
  • Articular correctamente as palavras
  • Falar durante as brincadeiras
  • Estimular os gestos simples: palmas, adeus, etc.
  • Ser expressiva a falar
  • Pedir favores simples: objectos que a criana conhece
  • Cantar canes, histrias e lenga-lengas
  • Imitar sons
  • Repetir vrias vezes perguntas simples
  • Encher e esvaziar caixas com objectos diferentes, nome-los e pedir criana que os nomeie
  • Incentivar a criana a brincar com jogos e fantoches

Desenvolvimento Scio-Afectivo e Intelectual em Creche

Jan 1, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Berario, Creche

Objectivos:

  • Respeitar a individualidade de cada criana
  • Estabelecer uma boa relao com a criana
  • Proporcionar um ambiente calmo e seguro
  • Desenvolver o respeito pelo outro (saber esperar pela sua vez)
  • Dar resposta a curiosidade da criana
  • Dar liberdade de escolha
  • Aquisio de regras simples
  • Aquisio de hbitos de cortesia
  • Desenvolver a autoconfiana e a autonomia

Estratgias a utilizar:

  • Ajudar a criana a tolerar as ausncias da me, permitindo-lhe os objectos transitivos (chucha, fralda, boneco, )
  • Estimular as palavras de cortesia: Ol, Bom Dia, Adeus,
  • Deixar que a criana realize aces que a divirtam: encher, esvaziar, desmanchar,
  • Criar espaos variados e seguros para que a criana brinque
  • Contar histrias, canes e lenga-lengas

Em Creche…

Dez 19, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Berario, Creche
  • No existem jogos nem actividades especiais em si prprios. O calor e a afectividade que as envolvem que contam. Os bebs sentem o encorajamento para aprender, experimentar e apreciar, como sentem o contrrio e se tornam apticos.
  • As actividades dos bebs devem ser integradas na estrutura dos contactos naturais com eles. Eles querero aprender e mostrar-se-o interessados em tudo o que se passa roda e sobretudo sentir-se-o encorajados para serem activos e curiosos.
  • A conduta dos adultos um modelo para a conduta das crianas. A criana pequena naturalmente imitadora e apodera-se facilmente dos procedimentos que usamos a seu respeito e torna-se nervoso e irritvel se no temos em conta as suas necessidades. Se os adultos so calmos e afectuosos para com ela, a criana responder no mesmo tom.
  • Se a criana est apreciar qualquer coisa e deseja continuar, no deve ser interrompida. No se deve forara criana a mudar de actividade, apenas porque pensa que altura dela fazer outra coisa. Deve-se deixar ter a experincia repetida de ser capaz de completar uma actividade e satisfazer completamente a sua curiosidade acerca de um objecto. A sua capacidade de ateno ser maior se lhe for permitido seguir o seu prprio ritmo e interesse.

Objectivos em Creche

Dez 16, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Berario, Creche

A creche organiza actividades adequadas ao bom desenvolvimento da criana nesta faixa etria, das quais apresentamos alguns exemplos e as respectivas finalidades:

  • Canes Memorizao, linguagem, ritmo, gosto pela msica, disciplina;
  • Lenga-lengas Explorao dos sons e ritmos, expresso atravs da linguagem oral, gestual e corporal
  • Pintura com dedo, mos e ps Explorao de diferentes materiais, cores, formas e texturas, controlo da motricidade, gosto esttico
  • Jogos Compreenso de regras, socializao
  • Modelagem Controlo da motricidade, capacidade de explorao
  • Rasgagem e colagem Motricidade, autonomia, iniciativa
  • Histrias Descoberta de si e do outro, linguagem verbal e no verbal, imaginao
  • Fantoches Concentrao, visualizao
  • Brincadeira livre e orientada Socializao autonomia, liberdade de escolha

FINALIDADES GERAIS

A.Encorajar a criana, gradualmente, a desenvolver a sua capacidade para estar com os adultos, com as outras crianas, com objectos.
B.Ajud-las a dominar, desembaraar-se e aprender.
C.Ensin-la que existem vrias maneiras de olhar o mundo e que deve aceitar e respeitar as maneiras de ser dos outros.

S a brincar

Dez 14, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Berario, Creche, Pais

Quando me virem a montar blocos

A construir casas, prdios, cidades

No digam que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender sobre o equilbrio e as formas

Um dia, posso vir a ser engenheiro ou arquitecto.

Quando me virem a fantasiar

A fazer comidinha, a cuidar das bonecas

No pensem que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a cuidar de mim e dos outros

Um dia, posso vir a ser me ou pai.

Quando me virem coberto de tinta

Ou a pintar, ou a esculpir e a moldar barro

No digam que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a expressar-me e a criar

Um dia, posso vir a ser artista ou inventor.

Quando me virem sentado

A ler para uma plateia imaginria

No riam e achem que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a comunicar e a interpretar

Um dia, posso vir a ser professor ou actor.

Quando me virem procura de insectos no mato

Ou a encher os meus bolsos com bugigangas

No achem que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a prestar ateno e a explorar

Um dia, posso vir a ser cientista.

Quando me virem mergulhado num puzzle

Ou nalgum jogo da escola

No pensem que perco tempo a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a resolver problemas e a concentrar-me

Um dia posso vir a ser empresrio.

Quando me virem a cozinhar e a provar comida

No achem, porque estou a gostar, que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a seguir as instrues e a descobrir as diferenas

Um dia, posso vir a ser Chefe.

Quando me virem a pular, a saltar a correr e a movimentar-me

No digam que estou s a brincar

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender como funciona o meu corpo

Um dia posso vir a ser mdico, enfermeiro ou atleta.

Quando me perguntarem o que fiz hoje na escola

E eu disser que brinquei

No me entendam mal

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a trabalhar com prazer e eficincia

Estou a preparar-me para o futuro

Hoje, sou criana e o meu trabalho brincar.

(Poema de origem desconhecida)

Podem imprimir numa folhinha de cor e dar aos pais, eles vo adorar! Eu dei na minha Reunio de Pais, com a devida ilustrao feita pelos filhos e os pais gostaram muito.

Actividades em Creche

Dez 13, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Berario, Creche, Fantoches

Os bebs e as crianas pequenas esto sempre dependentes do contacto humano, de se lhes falar, da ateno que lhes d e da ternura com que recebem.
Os amplos processos de aprendizagens que se realizam nesta fase da vida, s podem ser accionados no calor seguro de uma relao harmoniosa entre pais, educadoras e crianas.

Por isso muito importante:

  • Habituao ao contacto e necessidades de contacto atravs da proximidade corporal, carcias sempre repetidas de olhar para ela, conversar com ela, bem como a sua integrao no mundo das coisas.
  • Educao da audio e da ateno atravs de sons barulhentos (vozes, campainhas, pandeiretas, etc.) que mais tarde viro em direces diferentes, com alturas e sequncias de sons diferentes. Estimulao da prpria produo de rudos (bater palmas, sons de roca, etc.)
  • Educao da viso e da ateno atravs de estmulos luminosos e em movimento, atravs de objectos com formas simples e cores ntidas (bolas, rocas, etc.), para isso conveniente limitarmo-nos a poucos objectos que mostraremos muitas vezes. Mais tarde poderemos acrescentar outros objectos mais pequenos, bem como imagens simples.
  • Exerccios de movimentos bucais, suco, lombar, mastigar (mais tarde, quando se do alimentos slidos) e igualmente fazer brincadeiras com sopro.
  • Ensinar a apalpar, mexendo em vrios objectos com a mo (ao principio ser conduzida).
  • Exerccios para a movimentao das mos, com estimulao para agarrar, dar a mo, bater palmas, dizer adeus, bater porta, atirar uma bola, fazer construes, chapinhar, atirar com coisas, fazer brincadeiras simples com os dedos, etc.
  • Educao para a movimentao do corpo, levando os movimentos espontneos a adaptarem-se a um dado ritmo com uma pandeireta cantando; rastejar, rebolar-se, endireitar-se, pr-se em p, andar de mo dada. A articulao da criana atravs dos exerccios de ginstica rtmica tem uma importncia muito especial.
  • Preparar a capacidade de comunicao da criana chamando-a pelo seu nome prprio, dizendo-lhe palavras ternas, dizendo o nome das pessoas e coisas e falando-lhe incansavelmente durante todas as actividades.
  • Estmulo para fazer ritmos: em conjunto e para cantar sons e melodias. Ensinar a criana progressivamente a empregar palavras determinadas para exprimir os seus desejos, ao pedir determinado objecto, repetindo incansavelmente as palavras e tendo as reaces apropriadas.
  • Habituar a criana a pouco e pouco a beber pelo seu copo e a comer com a colher.
  • Habituar a criana a ter um determinado ritmo de vida.
  • Fazer surgir e aprofundar estmulos emocionais, como alegria, confiana, bem-estar, etc. dando criana possibilidade de fazer experincias, exteriorizando sentimentos, deixando-a participar e aprovando os seus esforos.
  • Tudo o que se faa ter sempre que ser adaptado maneira de ser da criana.
  • Mostrar criana como se faz, faz-la colaborar e estimular a sua participao e iniciativa.
  • Todas as capacidades adquiridas devem ser incansavelmente exercitadas e repetidas. Tudo o que queremos ensinar de novo dever ser incorporado somente atravs de pequenos passos.
  • Todas as ordens que se do, bem como os estmulos de aprendizagem devero ser simples, calmos mas enrgicos.
  • muito importante que a criana conhea e brinque com objectos que h em todas as casas (tigelas, colheres de pau, molas de roupa, botes, papis, etc.).
  • Alm disto so necessrios materiais como bolas, argolas para morder, bonecos de pano lavveis, cestinhos, bolsas, livros de imagens e mais da vida de todos os dias.


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