Educao de Infancia
Uma bola feita de meias é muito útil para fazer imensos jogos com as crianças e tem a vantagem de não magoar, se lançarem umas às outras.
Com lã, fazem-se trabalhos muito engraçados, fáceis e baratos.
Para o Dia da Mãe, um guarda- pijamas é uma óptima sugestão.
Com balões, o respectivo suporte, cartolinas de cores diferentes e canetas de feltro, realizam-se fantoches muito giros que fazem a alegria dos mais pequenos
<“A GUERRA DOS SINAIS”
Narrador:
Em dia de tempestade e de grande vendaval! o vento soprou, soprou...e os sinais de trânsito arrancou
aqui um sinal, além outro sinal
e com a fúria do seu soprar
os sinais de trânsito acabou por juntar.
então uma coisa mais triste aconteceu:
em lugar da desgraça os unir
os sinais de trânsito entraram a discutir
e cada um gritava – o rei aqui sou “eu”
e este espaço é para mim, e é só meu.
Sinal triangular: Olhem bem para mim:
tenho um chapéu de três bicos
como o dum general.
Como eu não há igual
o rei aqui sou eu
e este espaço é só meu.
Eu, o sinal triangular
É que sei avisar
sou o sinal de perigo
eu é que sou o verdadeiro amigo
do carro e do peão
digo e aviso antes de acontecer...
como é que um carro há de saber
que uma curva vai aparecer
ou uma lomba ou um cruzamento,
ou passagem de nível, ou entroncamento
se não for eu a dizer?
Perigo – grito eu
com o meu chapéu de três bicos
como o de um general
como eu não há igual
eu é que sou o rei
e este espaço é só meu.
Narrador: Então o sinal circular
todo de azul, cor do céu, cor do mar
entrou também a falar e a ralhar:
Sinal circular inteiramente azul:
- Olha, olha o toleirão do sinal triangular
falando do seu chapéu de três bicos...
Que é isso comparado com o meu fato cor do mar?
Eu é que sou amigo do carro e do peão.
Eu sou o sinal de obrigação
eu obrigo e digo:
é por aqui que vais passar
por onde a seta te indicar
e se for ciclista, é por esta pista.
Eu é que sou o rei da sinalização
sou o sinal de obrigação
circular, todo azul, cor do céu cor do mar.
Estou aqui para obrigar
e digo – o rei sou eu
e este espaço é só meu.
-Narrador! Respondeu o sinal circular
com a coroa a avermelhar:
Sinal circular com coroa vermelha:
Ah, não e não, meus amigos,
o rei aqui sou eu que proíbo
e digo – não e não:
Não podes estacionar!
Não podes ultrapassar!
Não podes virar!
Não podes transitar nos dois sentidos!
Ou apenas este sentido é proibido!
Eu é que sou amigo
do carro e do peão.
sou o rei da sinalização
pois sou o sinal de proibição.
E tanto é verdade que sou rei
Que uma coroa a avermelhar
minha cabeça vai coroar.
Sinal quadrangular:
- Deixem-me falar!
O sinal triangular diz que tem
um chapéu de três bicos
como o de um general...
Eu tenho dois chapéus de três bicos
pegados e unidos pela diagonal.
Sou general a dobrar.
O sinal de obrigação
anda por aí todo toleirão
a gabar o seu fato azul, cor do céu, cor do mar...
Ora azul, cor do céu, cor do mar
é também o meu trajar...
Não sou circular, sou quadrangular,
sou o sinal de informação.
Eu é que sou o rei da sinalização.
Sou o rei a informar
onde se pode telefonar,
ou comer, ou dormir,
onde há hospital ou gasolina,
onde fica a oficina
que o carro vai concertar.
Eu, o sinal quadrangular,
vestido de azul, cor do céu, cor do mar,
com quatro lados e quatro bicos,
aqui, onde me vêem, tenho muitos amigos
porque sei informar.
E nem preciso de coroa a avermelhar
para ser rei e reinar
como diz o sinal de proibição
que é uma abóbora tola e oca
que só sabe dizer não e não.
O rei da sinalização sou eu
que sei informar
eu o sinal quadrangular
e este espaço é só meu.
Narrador: Um sinaleiro que por ali passou
o frio nos ossos, o vento nos ouvidos
parou a saber a causa do chinfrim
alguém estaria mal
a precisar de ajuda, ou de hospital?
Ouviu, ouviu, a tola discussão
e disse por fim:
Sinaleiro: Basta de confusão.
Não sei para quê tanta teima
e toleima, se um sinal nada vale
se aquele que passar
não o souber decifrar.
Vamos lá ter juízo...
cada um no seu lugar
A cumprir a sua missão.
Todos são precisos.
Como preciso é saber entender
o que um sinal quer dizer.
Um sozinho nada vale
seja homem, ou sinal
e cada um, ao outro é igual...
Narrador: Envergonhados os sinais sentiram
a razão daquele homem de grande coração.
E nunca, nunca mais,
falaram de reis ou de reinados
e cada um foi cumprir a sua missão.
Prevenção Rodoviária Portuguesa
Era uma vez uma escola que tinha uma rua.
Margarida estudava nessa escola que tinha essa rua, onde havia muitos carros que quando passavam apitavam fazendo muito barulho e fazia doer os ouvidos dos meninos.
Vou contar-vos um sonho que a Margarida teve.
A história começa assim:
Margarida ia para a escola, quando encontrou um sinal:
– Olá! – disse o sinal
Mas Margarida continuou em frente sem ouvir tal cumprimento e o sinal repetiu:
– Eh! Menina… Bom dia!
Margarida olhou para trás e ficou muito admirada e disse:
– Ah!… tantas vezes que aqui passo e nunca te tinha visto.
Mostrando-se zangado o sinal disse-lhe:
– Pois é! Nunca ninguém repara em mim, mas fica sabendo que todos me deviam dar muita atenção, porque eu sou muito importante. Já leste o que eu tenho escrito?…
– “Reduza a velocidade: escola”
Ah!…então és tu que avisas os carros para andarem mais devagarinho. E eles não te ligam?
Não! E é por isso que resolvi mostrar-me: chamando devagarinho, gritando, saltando… para dar nas vistas!
Olhando para o relógio, Margarida vê que está atrasada:
- Gostei muito de falar contigo, adeus. Vou contar aos meus amigos a tua importância.
Mais à frente Margarida encontrou outro sinal, desta vez uma passadeira e disse-lhe:
- Olá! Vou passar! Importas-te?
O sinal respondeu:
- Claro que não! É para isso que eu sirvo. Todos passam por cima de mim, mas alguns esquecem-se…
A Margarida perguntou:
- E os carros não te incomodam?
Só quando passam com muita velocidade, que é quase sempre.
Margarida quase sem ouvir a resposta lançou-se para cima da passadeira, mas veio um carro e atropelou-a.
- Magoei-te muito? Perguntou o condutor do carro.
- Não, mas poderias ter-me magoado muito, disse a Margarida levantando-se.
Eis que aparecem seis bandas sonoras que vêm a correr e dizem:
- Oh! Já não chegámos a tempo…
E a Margarida pergunta:
- Quem são vocês? Tão gordinhas e engraçadas.
- Não nos conheces? Disse uma das bandas. Nós somos as irmãs sonoras, e se tivéssemos chegado mais cedo, o carro não te tinha atropelado.
- Não me tinha atropelado?! Interrogou Margarida. Mas como, se ele vinha tão depressa?
Uma das bandas disse:
– É que a nossa função é fazer com que os carros percam um bocadinho de velocidade,
quando passam por cima de nós e param se estiver alguém em cima da nossa colega passadeira.
TRIIIIIM!…
Ao ouvir o trim do despertador, Margarida acordou e viu que tudo não passou de um sonho.
Arranjou-se e foi para a escola.
Quando estava a chegar à escola cumprimentou o sinal de aproximação de escola e ia dizer olá à passadeira quando reparou que antes desta estavam três barras gordinhas que lhe disseram olá.
Margarida muito admirada disse:
- Vocês?!… Mas… Mas… mas não foi um sonho?
E uma das bandas sonoras explicou:
- Sim, Margarida. Tu ontem sonhas-te connosco e como ninguém aqui nos coloca, saímos do teu sonho e tomamos a liberdade de vir para a vida real para garantir a segurança dos meninos desta escola.
Margarida preparou-se para atravessar a passadeira, quando viu novamente o carro do seu sonho que desta vez, parou a tempo e piscou-lhe um farol. Margarida, sorridente e segura, atravessou a estrada e foi para a escola.
Prevenção Rodoviária Portuguesa
A minha querida colega e amiga Inês, a Estrelinha Brilhante, partilhou no nosso fórum www.educacaodeinfancia.com/forum estes maravilhosos fantoches e eu publiquei-os também aqui para que todos os possam admirar, são muito lindos.
Muito obrigada Inês, estes fantoches são o sonho de qualquer Educadora.
Paz
Amor
Solidariedade
Comunhão
Ordem
Alegria
Nesta Páscoa descobram todo o bem e beleza que as pessoas guardam no seu interior.
Desafiem as vossas crianças com a seguinte frase: Nesta Páscoa os meus desejos são…
Evitem os bens materiais!!!
Tenham uma Páscoa Feliz!!!
Olhinhos Felizes
Olhinhos da cor do céu.
Olhinhos de chocolate.
Olhinhos da cor do mel.
Olhinhos negro azeviche.
Não importa de que cor
São os teus olhos, menino.
O que importa é estarem cheios
de vida e de muito brilho.
Olhinhos de travessura,
de riso e de fantasia.
Não quero olhinhos chorosos,
são olhinhos de alegria.
Mónica Tirabasso
Um poema para o Dia Mundial da Criança, para os Finalistas ou para algum acontecimento especial