Educao de Infancia

Psicologia Infantil


Agorafobia na Criana

Jul 4, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Psicologia Infantil

A Agorafobia a ansiedade ou esquiva a locais ou situaes das quais poderia ser difcil (ou embaraoso) escapar ou nas quais o auxlio poderia no estar disponvel, no caso de ter um Ataque de Pnico ou sintomas tipo pnico.
(ex., medo de ter um ataque sbito de tontura ou um ataque sbito de diarreia)?

Os temores agorafbicos tipicamente envolvem agrupamentos caractersticos de situaes, que incluem:

Estar fora de casa desacompanhado; estar no meio de uma multido ou permanecer numa fila; estar em cima de uma ponte; viajar de autocarro, comboio, carro.

As situaes so evitadas (por ex., viagens so restringidas) ou suportadas com acentuado sofrimento ou com ansiedade acerca de ter um Ataque de Pnico ou sintomas tipo pnico, ou exigem companhia.

A esquiva de situaes pode prejudicar a capacidade do indivduo de ir trabalhar ou realizar actividades quotidianas (por ex., fazer compras do dia-a-dia, levar os filhos ao mdico).

A ansiedade ou esquiva fbica no melhor explicada por uma outra perturbao mental.

O que so Maus Tratos?

Mai 22, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: O nosso cantinho, Pais, Psicologia Infantil, Sade Infantil

Qualquer ser vivo necessita de condies mnimas para existir: as plantas necessitam de terra, de gua, de luz, de ar, de humidade; as diferentes espcies animais precisam de condies especficas para poderem sobreviver. Por exemplo, os peixes precisam de gua, os pinguins de gelo e os rpteis de muito sol. Contudo, a qualidade da existncia das espcies depende da qualidade dessas mesmas condies. Por exemplo, peixes que vivem em guas poludas podero no sobreviver.

Tambm o ser humano necessita de condies mnimas para a sua sobrevivncia. Pelo facto de o ser humano ser mais complexo, so mais complexas tambm as condies necessrias para o seu desenvolvimento normal. Precisa de condies mnimas ao nvel da sobrevivncia fsica, emocional e social.

Em todas as espcies, cabe aos mais velhos proporcionar condies de desenvolvimento aos mais novos (alimentos, segurana fsica), garantindo, assim, a sobrevivncia da espcie. Ora, os mais velhos desenvolvem um conjunto de tratos, de formas de tratar os mais novos, e espera-se que esses tratos favoream as condies essenciais ao seu desenvolvimento fsico, motor, intelectual, emocional e social.

O conceito de Maus-Tratos diz respeito, precisamente, a uma forma desajustada de tratar os indivduos. Todos os indivduos tm direito a ser bem tratados, da que seja um dever de todos dar bons-tratos s pessoas com quem se relacionam, assim como tambm estar atentos, para identificarem eventuais maus-tratos de que algumas pessoas possam ser vtimas.

O conceito de abuso diz respeito queles comportamentos, queles tratos que os adultos mantm com as crianas, mas que no so adequados, por serem abusivos em relao quilo a que a criana tem direito.

O conceito de abuso parte do princpio que os indivduos tm direitos e deveres e os pressupostos da psicologia social, nomeadamente dos mecanismos de presso e de influncia social.

As relaes sociais so pautadas por negociaes entre as pessoas, pelas influncias que umas exercem sobre as outras, por actos e comportamentos em que, muitas vezes, as pessoas usam o seu poder (poder econmico, hierrquico, fsico, etc.)

Para regular as relaes entre as pessoas, as sociedades estabelecem regras e limites para a actuao de um indivduo sobre os outros. Por outras palavras, a sociedade atribui a cada indivduo determinados direitos que devem ser respeitados pelos outros indivduos. A noo de abuso corresponde, precisamente, a actos/comportamentos prejudiciais a outrem que determinado indivduo comete na relao como o outro, ao modo como o primeiro indivduo faz uso dos seus direitos e poderes, resultando no desrespeito pelos direitos do outro indivduo.

Assim, tratar bem um indivduo implica respeitar os seus direitos, isto , no abusar dos seus direitos. Abusar dos direitos de um indivduo consiste em NO o tratar bem, ou seja, trat-lo mal, logo, praticar um mau-trato.

Os maus-tratos, ou seja, as variaes de formas em que se pode no tratar bem um indivduo dito de outro modo, em que se pode tratar mal um indivduo -, incluem os abusos aos direitos desses mesmos indivduos.

Todas as crianas tm o direito de serem cuidadas e de lhes serem proporcionadas as condies mnimas para o seu desenvolvimento. Quando o adulto no garante a cada criana a satisfao das suas necessidades bsicas, no est a fazer aquilo a que a criana tem direito.

Todos os indivduos precisam que lhes sejam satisfeitas algumas necessidades. Da que os cuidadores devam garantir (ao proporcionarem essas condies) a sua satisfao. Os bons-tratos significam que o adulto faz e proporciona condies para a satisfao das suas necessidades. Quando no o faz, no est a trat-la bem, ou seja, estamos em presena de maus-tratos.

Neste caso, os maus tratos assumem a forma de negligncia (deixar de satisfazer as necessidades da criana).

Por negligncia entendem-se actos de omisso por parte dos adultos responsveis pela criana em satisfazer as necessidades bsicas desta, podendo causar-lhe sofrimento ou no favorecer que ela concretize e desenvolva o seu potencial.

Bullying na Educao de Infncia

Mai 16, 2009 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Psicologia Infantil, Sade Infantil

Os estudos, investigaes ou dissertaes no campo da agressividade no contexto escolar tomam predominantemente como objectivo de anlise o bullying.

Bullying um termo de origem inglesa utilizado para descrever actos de violncia fsica ou psicolgica, intencionais e repetidos, praticados por um indivduo (bully) ou grupo de indivduos com o objectivo de intimidar ou agredir outro indivduo (ou grupo de indivduos) incapaz de se defender.

Estudiosos aceitam geralmente que o bullying contm trs elementos essenciais:
– O comportamento agressivo e negativo;
– O comportamento executado repetidamente;
– O comportamento ocorre num relacionamento onde h um desequilbrio de poder entre as partes envolvidas.

As investigaes realizadas em diferentes pases demonstraram que o bullying nas escolas est difundido e um problema internacional. Nas escolas portuguesas foi feito um levantamento da situao com crianas do 1 ao 6 ano de escolaridade obrigatria (6-12 anos) tendo-se verificado que as formas de vitimao mais frequentes foram a directa verbal (chamar nomes) e a directa fsica (bater, dar pontaps, empurrar). As formas de bullying experimentadas pelos dois sexos apresentaram caractersticas diferentes para as raparigas e rapazes, sendo estes mais agressores e vtimas, em particular naquelas que envolvem contacto corporal. As raparigas so mais sujeitas excluso social e aos rumores espalhados por outras crianas. O bullying ocorreu sobretudo no recreio.

A criana vtima (nomeada por 42% dos colegas) nunca sabia se no recreio teria um colega com quem brincar. Este facto tornava-a mais vulnervel aos ataques dos colegas no recreio. A criana agressora foi nomeada como tal por 65% dos colegas. As suas respostas ao bullying pautam-se por contra-ataques fortes e persistentes. No apresenta remorsos da sua conduta porque sente que ela justificada.

O conflito com as normas e valores vigentes, o desafio autoridade, o conflito com outras geraes e a necessidade de ser diferente, so lugares comuns na descrio do perodo etrio que a infncia/juventude. Estes so fundamentais ao nvel familiar, na conquista de alguma autonomia por parte da criana e estabelecimento de relaes de interdependncia com os pais, caracterizadas por um equilbrio entre vinculao e autonomia. A ruptura ou afastamento temporrio so muitas vezes indispensveis no prosseguimento destas mudanas, podendo este corte ser manifesto mais ou menos abertamente. A autonomia conquistada em termos instrumentais e emocionais vai permitir criana um processo de explorao e questionamento do mundo e de si prprio, imprescindveis na construo da sua identidade.

Ainda que compreensvel a constatao de que muitos dos comportamentos perturbadores dos jovens so realizados em grupo, importa avaliar at que ponto est ou no a ocorrer uma presso do grupo para a realizao desses mesmos comportamentos. A necessidade da identidade de grupo, o medo de ser excludo ou criticado ou o risco de ver a sua auto-estima ser fortemente atingida, levam muitas vezes o jovem a um conformismo em relao ao seu grupo. A importncia desse mesmo grupo enquanto espelho de si prprio, explica muitas das condutas do jovem como uma necessidade de aprovao ou de ganhar estatuto nesse mesmo grupo.

Por ltimo, o desenvolvimento scio-cognitivo revela-se ele prprio condicionante das estratgias que a criana adopta na resoluo de conflitos, sendo neste perodo mais baseadas na fora fsica do que na negociao, com uma reduzida empatia para com os sentimentos e pontos de vista do outro, capacidade que tambm ser adquirida com a idade. A antecipao das consequncias, traduzida tambm numa capacidade de adiar gratificaes, que permite criana uma descentrao do aqui e agora em que habitualmente funciona, para uma viso mais a longo prazo dos acontecimentos e das suas implicaes. Esta competncia, em desenvolvimento no jovem, na sua ausncia apontada por alguns autores como sendo responsvel por alguns desses comportamentos, nomeadamente de agressividade.

Em suma, o desenvolvimento psicolgico encerra caractersticas ou incapacidades que tm expresso em comportamentos possveis de serem enquadrados em qualquer um dos conceitos apresentados. Contudo, estes comportamentos no devem ser assumidos como uma predisposio ou afirmao de qualquer um desses conceitos, mas antes como um quadro desenvolvimental e portanto passageiro.

Vamos ajudar a Marta

Abr 22, 2009 Autora: Educadora de Infncia | Colocado em: Pais, Psicologia Infantil, Sade Infantil

A Marta tem quatro anos de idade e uma criana adorvel. Em Fevereiro deste ano, descobriram que a Marta sofre de leucemia. Apesar de to nova, j foi sujeita a vrios tratamentos de quimioterapia. necessrio agora um transplante de medula ssea para continuar a manter o seu lindo sorriso.

Tanto os pais como as irms da Marta, uma mais velha e outra mais nova que tem apenas 15 dias, no so dadores compatveis.

Por isso juntamos-nos luta da famlia da Marta e pedimos a todos que se tornem dadores afim de tentar encontrar algum que a possa ajudar.

J est criada uma conta no Facebook com o nome ‘Ajudar a Marta‘ – que ao fim de cinco dias conta j com quase cinco mil pessoas associadas causa.

Deixa-mos aqui o apelo dos pais da Marta:

A Marta a nossa filha do meio. Tem 4 anos e em 22 de Janeiro foi-lhe diagnosticada uma Leucemia Mioloblstica Aguda.

Este tipo de Leucemia, por ter grandes probabilidades de reincidir, aconselha o transplante de Medula. Como estvamos “grvidos” depositmos grandes esperanas no sangue do cordo umbilical para transplante. Infelizmente os resultados foram negativos e, neste momento, a Marta no tem ningum compatvel na famlia.

Nesse sentido fazemos um apelo a que se tornem dadores.

Para ser dador, apenas tem de preencher um formulrio e enviar pelo correio ou em alternativa passar pelo Hospital Pulido Valente ou num destes locais de recolha a nvel nacional, entregar o impresso e fazer na hora uma analise de sangue ou anda ir ter aos vrios pontos de recolha mveis.

Este tipo de doao no comporta qualquer risco para o dador, to somente uma colheita de sangue.

Para mais informaes sobre este tipo de doao visite os seguintes sites: site www.chsul.pt ou http://www.chnorte.min-saude.pt.

Vamos ajudar a Marta, preenchendo o formulrio e passando a palavra, enviem esta mensagem por e-mail, coloquem nos vossos blogs, passem atravs do Twitter ou qualquer outra forma, quanto maior for o universo maior a probabilidade de conseguirmos ajudar a Marta!

O Autismo

Antigamente o autismo era visto como uma perturbao rara. O conhecimento deste estado, o seu diagnstico, tratamento, evoluo e resultados no eram obrigatoriamente considerados pela maioria dos mdicos de sade mental e no fazia parte da formao profissional. A avaliao da problemtica era realizada por um pequeno grupo de especialistas e os programas de tratamento no eram acessveis.

Actualmente, existem muitos casos de autismo diagnosticados, por isso criaram vrios tratamentos e as clnicas passaram a empenhar-se na despistagem, diagnstico e avaliao da problemtica. Existe uma maior consciencializao para as perturbaes do espectro do autismo, tanto por parte dos profissionais de sade como do pblico, at nos meios de comunicao j frequente serem apresentadas histrias relacionadas com esta problemtica.

muito importante que os mdicos trabalhem arduamente para manterem actualizados os seus conhecimentos sobre as perturbaes do espectro do autismo.

As perturbaes do espectro do autismo envolvem limitaes das relaes sociais, da comunicao verbal e no verbal e da variedade dos interesses e comportamentos.

Existem sintomas no domnio social que incluem um dfice acentuado no uso de comportamentos no verbais (ex.: contacto visual, expresso facial, gestos) reguladores da interaco social, incapacidade para desenvolver relaes com os companheiros adequados ao nvel de desenvolvimento, a reduzida tendncia para partilhar prazeres ou interesses com os outros e a limitada reciprocidade social ou emocional.
O autismo pode ser identificado atravs de 12 sintomas. Para que o sujeito seja considerado autista deve manifestar pelo menos 6 sintomas, 2 deles pertencentes rea social e um tem de ser de cada uma das categorias da comunicao e dos comportamentos/interesses. Um dos sintomas manifestado antes dos 30 meses de idade.

Como falar de Sentimentos na Educao de Infncia? facil! Eles sabem muito mais de sentimentos que ns.

Hoje partilho convosco um Jogo com imagens de Expresses faciais que exprimem sentimentos, depois digam-me se eles acertaram em todos os sentimentos. Mesmo que no respondam o nome de um sentimento “amor”, deixe-nos exprimir livremente.

Os afectosso a melhor ferramenta que lhe podemos dar.


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