Educao de Infancia


Metodologia Joo de Deus

Dez 3, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Metodologias

Todos os Modelos/Mtodos vo ser abordado no nosso site, para que possam conhec-los melhor e talvez adopt-los/adapt-los nas nossas salinhas.

Como recebi um e-mail de uma colega a pedir informao sobre este Mtodo, aqui fica e espero que ajude.

Organizao do espao e materiais:
Existe um bom ambiente fsico e humano com decorao simples mas onde a arte tem presena. Valoriza-se uma arquitectura funcional e atraente de caractersticas nacionais e regionais, em que a identidade cultural valorizada. Existem diversos materiais para as actividades programadas em cada dia: para a educao sensorial, perceptiva, motora e fsica integrando ainda materiais naturais recolhidas pelas crianas no recreio e/ou nos passeios; materiais para os trabalhos manuais e actividades plsticas, livros e imagens e toda a documentao necessria para os Temas de Vida; materiais de apoio para a aprendizagem da matemtica como o Cuisinaire, Blocos lgicos. Tangran, Calculador multibsico, Dons de Froebel. Para os mais pequenos existem materiais para imitar: para aprender a viver e integrar-se no meio social: a Loja, a Casa das bonecas e os Jogos de trnsito.

Organizao do tempo:
Cada grupo etrio tem a sua organizao do tempo. Nomeadamente o grupo dos 5 anos tem diariamente lio de cartilha maternal e exerccios de matemtica. A Rotina Diria poder contemplar os seguintes tempos:
– Acolhimento,
– Cumprimentar, cantar, falar com as crianas e deix-las falar,
– Actividades de Livre Escolha (preparadas na sala),
– Tema de Vida (diapositivos, imagens…) acompanhado de um bom dilogo com toda a documentao real possvel onde caibam pequenas experincias,
– Exerccios de movimento e de relax,
– Jogos de mesa/exerccios de matemtica: Cuisenaire, Palhinhas, Blocos lgicos, Tangran, Calculador multibsico, Dons de Froebel,
– Exerccios de memria visual, atravs de jogos musicais mimados e rtmicos,
– Higiene e Almoo (colaborao das crianas em tarefas: pr a mesa; arrumar o guardanapo, etc.),
– Higiene/Repouso/Recreio,
– Actividades de expresso e trabalhos manuais,
– Lanche,
– Apoio scio educativo: brincadeira livre; jogos de mesa; filmes.

Planeamento e Avaliao
Os educadores planeiam diariamente de acordo com os objectivos para cada grupo etrio e a avaliao que realizam feita tendo em conta a individualidade de cada criana e a programao efectuada.

Trabalho com as Famlias e a Comunidade
Os pais para alm dos encontros e reunies programadas so tambm convidados a colaborar em algumas actividades organizadas e em participarem em festas e eventos.

As crianas do Jardim-Escola so acompanhadas pela Educadora, de uma forma permanente ao orientar o seu dia, ao transmitir-lhes segurana e confiana; a Educadora a referncia pela funo primordial no ambiente que proporciona na sala de aula. objectivo no seu planeamento de trabalho valorizar, desenvolver e avaliar o desempenho das suas crianas de forma diversificada, onde as relaes afectivas e os estmulos positivos so presena constante. A autonomia tambm um objectivo primordial neste Modelo pedaggico, para um crescimento pessoal e social que permita s crianas enfrentarem desafios e mudanas que lhes surjam no presente e no futuro. De um modo quase sistemtico a rea de Formao Pessoal e Social trabalhada, E como rea transversal que a todas as outras reas, trabalhada pela educadora com as crianas constantemente.

A Cartilha Maternal um dos recursos utilizados no processo aprendizagem-formao. o carto-de-visita deste modelo educativo, que promove um interesse e envolvimento na descoberta da leitura, no sentido restrito da descodificao como no sentido mais amplo da compreenso. J Joo de Deus referia: Ler compreender.

Tambm a matemtica trabalhada nos Jardins Escolas desde os 3 anos de idade. As crianas interagem com a matemtica de uma forma concreta e experimentada atravs do uso e manipulao de materiais didcticos de apoio como sejam os Calculadores Multibsicos, os Dons de Froebel, o material Cuisenaire, o Tangram, o Geoplano e os Blocos Lgicos. A rea das expresses motora, dramtica, plstica e musical so igualmente valorizadas

Para alm destes objectivos est subjacente ao Modelo Pedaggico Joo de Deus, desenvolver valores, promover o brincar, estimular a iniciativa e a criatividade, favorecer um trabalho de interaco, despertar o esprito de tolerncia e liderana.

Para o envio de mais dvidas ou de sugestes de Mtodos de Trabalho, deve enviar um e-mail para:

estrelinhas@educacaodeinfancia.com

Neste Site queremos aprender e no nossa intenso elogiar/criticar este ou qualquer outro Modelo/Mtodo.

Boas prticas!!!

Desenvolver a auto-estima nas crianas

Nov 13, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Psicologia Infantil

O que uma criana pensa de si prpria depende, em grande medida, do que aspessoas pensam dela.

importante ensinar criana que elasabe fazer coisas bem, e que pode ter maisdificuldadescom outras coisas. normal e que dela esperamos que faa o melhor que puder.

ɠbom admitirmos que erramos, que falhamos, pois, a criana necessita de saber que nada infalivl, que ns por vezes tambm nos enganamos, tambm erramos. Ela precisa saber que tambm ns no somos perfeitos : “Sinto muito. No devia ter gritado contigo, errei e peo desculpa.”

ɠimportante elogi-la e incentiv-la quando procura fazer alguma coisa, fazendo-a perceber que tem direito de sentir que “importante”, que “pode aprender”, que “consegue” e quetemos respeito por ela e que lhe desejamos o melhor. Podemos at aplaudir as suas conquistas.

Assim, deve-se procurar estabelecer metas realistas e adequadas idade da criana. Dar oportunidade de desenvolver-se sem super proteg-la ou sem pression-la. importante que a criana viva longe de presses.

Ƞpreciso evitar os rtulos que se costumam dar s crianas, sobretudo porque so muito difceis de retirar. Se desde que comea a entender as coisas – muito antes do que se costuma pensar – a criana se identifica com certos apelidos como burro, preguioso, etc., ir crescer acreditando que assim.

importante que…

1 – Mesmo que tenha pouco tempo, quando a estiver a ouvir, escute mesmo. Porque ele preceber.

2 – Deixe-as expressar sentimentos, mesmo negativos. Evite o discurso: “No se chora”, “Isso no nada”, “Tem coragem”. Deixa-a falar.

3 – Sempre que for possvel, deixe que elas tomem as prprias decises.

4 – Trate-as com respeito. Respeite o seus espao, diga-lhes se faz favor e obrigado.

5- D mais valor ao esforo que faz do que ao rendimento que obtm.

6 – Procurar empatia com as crianas. Quanto melhor as entendermos, menos pacincia ser necessria para lidar com elas, pois estaremos a perceber o seu ponto de vista.

7- Quando as crianas chegam da escola, e lhes perguntamos como correu o dia, tendem a responder com algum episdio negativo. Experimente perguntar-lhe: “Fala-me das coisas mais giras que aconteceram hoje .”

8- Tentar manter o respeito pela personalidade da criana, e avaliar periodicamente se as expectativas depositadas nela so justas, razoveis e equilibradas. Ser de grande ajuda.

9- Pea a sua opinio em temas dirios de pouca importncia, como onde ir passear, que actividade realizar, etc. Tal faz a criana sentir-se importante, auto-valorizar-se e respeitar-se a si prpria.

Morder na Creche

Out 6, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Creche

Morder…

Uma coisa muito comum nas Creches mas que costuma provocar muita preocupao nos pais so as mordidelas. Principalmente no perodo de adaptao, em que, alm da maioria das crianas estar a viver a sua primeira experincia social extra-familiar, os grupos esto em fase de formao, de primeiras impresses, ou em situaes de entrada de crianas novas para a sala, as mordidas quase sempre fazem parte da rotina diria das crianas. No fcil lidar com esta situao, tanto para os pais ( muito doloroso receber o filho com marcas de mordida!) , quanto para ns, Educadores (que nos sentimos impotentes, na maioria das vezes, sem conseguir impedir que elas aconteam).

importante pensarmos sobre este tema; Por que que as crianas pequenas se mordem umas s outras e s vezes at a si mesmas? Expresso de agressividade? Violncia? Stress? Sentimento de abandono?

As crianas pequenas geralmente mordem para conhecer. Para elas, tudo o que as cerca objecto de interesse e alvo de curiosidade, inclusive as sensaes. O conceito de dor, por exemplo, algo que vai sendo construdo a partir das suas vivncias pessoais e principalmente sociais, e no algo dado priori.

Mordendo o outro, a criana experimenta e investiga elementos fsicos, como a sua textura (as pessoas so duras? So moles? Rasgam? Partem?), a sua consistncia, o seu gosto, o seu cheiro; elementos sexuais (no sentido mais amplo da palavra), na medida em que morder proporciona alvio para as suas necessidades orais (nelas, a libido est basicamente colocada na boca) e ainda investiga elementos de ordem social, isto , que efeitos esta aco provoca no meio (o choro, o medo ou qualquer outra reaco do amiguinho, a reprovao do Educador, etc).

claro que, vencida esta primeira etapa de investigao, algumas crianas podem persistir em morder, seja para confirmar as suas descobertas ou para testar o meio ambiente (disputa de poder, questionamentos de autoridade, etc). Ou ainda, pode ser uma tentativa de defesa: ela facilmente descobre que morder uma atitude drstica. Raramente a mordida um acto de agressividade, e muito menos de violncia, a no ser que estejam a viver alguma situao de intenso stress emocional em que todos os demais recursos estejam esgotados.

Com o passar do tempo de trabalho em grupo, o Educador tem a possibilidade de planear as suas aces e estratgias no sentido de fazer com que as crianas possam reflectir, sobre esta questo.

Artigo da Psicopedagoga Claudia Sousa

Comportamentos correctos

Out 4, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: A nossa sala, Conhecimento do Mundo

importante debater com as nossas crianas o que ou no correcto e porqu.

Espero que as imagens ajudem, apesar de no dever ser o nico recurso para abordar este tema. O auxlio a msicas, histrias e debates em grupo devem completar a explorao deste tema.

Quadro do tempo

Set 26, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: A nossa sala

Deixo duas sugestes diferentes para darem o conceito de tempo atmosfrico e as diferenas que possam existir no estado do tempo.

So dois quadros do tempo, num a criana coloca a imagem correspondente ao tempo atmosfrico queobserva na janela em baixo do dia da semana em que se encontra e no outro a criana roda o ponteiro e indica a imagem que considera correcta. Se a criana errar, peam para que observe melhor, indo at janela.

Agora preciso mos obra e bom trabalho!!!

Crianas com Sndrome de Down no Jardim-de-Infncia

Set 25, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: Necessidades Educativas Especiais

Caractersticas de uma criana portadora de Sndrome de Down;

A maioria das crianas com Sndrome de Down apresenta um dfice cognitivo, embora em dimenses muito variveis. De um modo geral, o dfice cognitivo ligeiro a moderado, embora, raramente, possa ser grave.

As crianas comSndromede Downno apresentam, de um modo geral, uma deficincia grave, j que conseguem alcanar bons nveis de autonomia pessoal e social.
O Sindrome de Down provoca problemas cerebrais, de desenvolvimento fsico e fisiolgico e de sade. Estas alteraes orgnicas ocorrem maioritariamente durante o desenvolvimento fetal, pelo que o diagnstico pode ser feito no momento do nascimento, o que uma vantagem, pois, possibilita uma interveno precoce.

A aparncia fsica destas crianas muito semelhante, no entanto, no quer dizer que cada uma no tenha caractersticas muito especficas e particulares.
Nestas crianas existe uma maior incidncia de certos problemas de sade, como: infeces, problemas cardacos, doforo digestivo, sensoriais, entre outros.

Relaxar as crianas no Jardim-de-Infncia

Set 20, 2008 Autora: Raquel Martins | Colocado em: As nossas leituras

Salas lotadas, crianas agitadas, falta de ateno, barulho constante, educadores com muito trabalho… so vrios os motivos que justificam a prtica na sala de aula de um trabalho contnuo de relaxamento, extremamente benfico para manter um clima sereno no seio da escola.

Esta obra “Relaxar as crianas no Jardim-de-Infncia” da Porto Editora, prope cerca de 30 actividades/jogos originais, simples, sem qualquer tipo de custos, que promovem a calma e favorecem, em paralelo, o desenvolvimento motor.


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